Cajon de Sastre

28 jun

Hoje vou falar de algo que amo, as festas juninas. Eu não fico ano inteiro esperando nem pelo Natal, Réveillon, Carnaval, Dia dos Namorados, Feriados… Espero ansiosa o mês de Junho e com ele as Festas Juninas!!! Com tudo que elas têm comidas típicas, quadrilhas, fogueiras, é bom demais. Em qualquer lugar do Brasil é bom, mas principalmente no Nordeste. Existe a disputa até entre duas cidades, onde é melhor São João. Vou contar para vocês tudo sobre essa festa e porque amo tanto. Vamos começa sabendo quem foi São João e porque ele foi escolhido para nomear a festa, sim existem outros dois santos padroeiros das festas juninas, Santo Antonio e São Pedro. Vamos às origens dessa festa.

Na época da colonização do Brasil, após o ano de 1500, os portugueses introduziram em nosso país muitas características da cultura européia, como as festas juninas.

Mas o surgimento dessas festas foi no período pré-gregoriano, como uma festa pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João.

Essas festas eram conhecidas como Joaninas e receberam esse nome para homenagear João Batista, primo de Jesus, que, segundo as escrituras bíblicas, gostava de batizar as pessoas, purificando-as para a vinda de Jesus.

Assim, passou a ser uma comemoração da igreja católica, onde homenageiam três santos: no dia 13 a festa é para Santo Antônio; no dia 24, para São João; e no dia 29, para São Pedro.

Os negros e os índios que viviam no Brasil não tiveram dificuldade em se adaptar às festas juninas, pois são muito parecidas com as de suas culturas.

Aos poucos, as festas juninas foram sendo difundidas em todo o território do Brasil, mas foi no nordeste que se enraizou, tornando-se forte na nossa cultura. Nessa região as comemorações são bem acirradas – dura um mês, e são realizados vários concursos para eleger os melhores grupos que dançam a quadrilha. Além disso, proporcionam uma grande movimentação de turistas em seus Estados, aumentando as rendas da região.

Com o passar dos anos, as festas juninas ganharam outros símbolos característicos. Como é realizada num mês mais frio, passaram a acender enormes fogueiras para que as pessoas se aquecessem em seu redor. Várias brincadeiras entraram para a festa, como o pau de sebo, o correio elegante, os fogos de artifício, o casamento na roça, dentre outros, com o intuito de animar ainda mais a festividade.

As comidas típicas dessa festa tornaram-se presentes em razão das boas colheitas na safra de milho. Com esse cereal são desenvolvidas várias receitas, como bolos, caldos, pamonhas, bolinhos fritos, curau, pipoca, milho cozido, canjica, dentre outros.

Quadrilha é uma contradança de origem inglesa. No Brasil, é dançada em compasso de 6 / 8, na qual quatro pares se situam frente a frente. Teve o seu apogeu no séc. XVIII, em França, onde recebeu o nome de “Neitherse”. Tornou-se muito popular nos salões aristocráticos e burguês do século. XIX em todo o mundo ocidental.

No Brasil, a quadrilha é parte das comemorações chamadas de festas juninas. Um animador vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com as mesmas. Para alguns cientistas sociais, especialmente antropólogos, tal forma de entretenimento representa uma permanência do pensamento evolucionista muito em voga principalmente no século XIX, onde pessoas que residem em meios urbanos agem de forma estereotipada, zombando dos moradores de áreas rurais mesmo sem se darem conta.

A quadrilha denominada Jessica Marie foi introduzida no Brasil especificamente em Guia Lopes da Laguna durante o período regencial e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziram outras, alterando inclusive a música. A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.

Também existe outro tipo de quadrilha chamado de quadrilha de salão. Na quadrilha de salão à quatro destaques,noivo(a),viúvo(a),florista e floricultor,sinhozinho(a)e o casal xodó.Em algumas quadrilha a também príncipe e princesa e rei ou rainha.Na quadrilha de salão a também um tema.A quadrilha escolhe qualquer tema,e pode haver o casal tema da quadrilha.Os integrantes da quadrilha dançam com um lenço em cada mão (qualquer cor)de aproximadamente 80 cm. A forma dos meninos dançarem é batendo o pé de forma rápida, e as meninas cruzando as pernas e movimentando os lenços. É comum na entrada da quadrilha jogar estalinhos.


É HORA DA QUADRILHA!

Origem:

De origem européia, as fogueiras joaninas fazem parte da antiga tradição pagã, de celebrar o solstício de Verão. A fogueira do dia de 24 de Junho tornou-se pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João, o santo celebrado nesse mesmo dia. Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias.

Uma lenda católica, cristianizando a fogueira pagã estival, afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do Verão Europeu, tinha as suas raízes num acordo feito pelas primas Maria e Isabel.  Esta teria de fazer uma fogueira no cimo do monte, para avisar que estava prestes a nascer o seu filho (João Baptista); assim Maria iria a seu auxílio.

O uso de balões e fogos de artifício durante o São João, está relacionado com o tradicional uso da fogueira joanina e seus efeitos visuais.

Caruaru e Campina Grande disputam título de “Melhor São João do Mundo”

 

Os Santos Padroeiros das festas:

Santo Antônio- conhecido como santo casamenteiro, santo que protege e preserva o amor e também um santo que encontra coisas.

Geralmente na véspera da festa desse Santo, as pessoas interessadas em casar, arrumar um amor ou preservar o seu, costumam fazer simpatias par ao santo.

Santo Antônio foi um religioso português que nasceu em 1195 em Lisboa. Morreu jovem ainda, com apenas 36 anos em Pádua, na Itália.

São João- um dos santos mais populares. Considerado santo protetor das mulheres grávidas.

Segundo a Bíblia, João era primo em segundo grau de Jesus, pois Isabel era prima de Maria.

João batista batizou Jesus nas águas do rio Jordão, rio que hoje faz a fronteira entre Israel e a Jordânia e entre esta e a Cisjordânia.

Segundo a lenda (não baseada na bíblia): Isabel, mãe de São João era prima da Virgem Maria. São João não havia nascido ainda, mas era esperado. Isabel prometeu à Virgem avisá-la logo que criança nascesse. As duas casas não eram muito distantes, de modo que de uma se avistava a outra, com um pouco de esforço.

Numa noite bonita, de céu estrelado, São João nasceu. Para avisar a Virgem, Isabel mandou erguer, na porta de sua casa, um mastro e acendeu uma fogueira que o iluminava. Era o aviso combinado.

A Virgem Maria correu logo a visitar a prima. “Levou-lhe de presente uma capelinha, um feixe de folhas secas e folhas perfumadas para a caminha do recém-nascido”.

João Batista é descrito na Bíblia como pessoa solitária, um profeta de grande popularidade.

Fez severas críticas à família real da época, a do rei Herodes Antipas, da Galiléia, pois o rei era amante da sua cunhada, Herodíades. Segundo o evangelho de São Marcos (cap. 6, vers. 17-28) Salomé, filha de Herodíades, dançou tão bonito diante de Herodes que este lhe prometeu o presente que quisesse. A mãe de Salomé aproveitou a oportunidade para se vingar: anunciou que o presente seria a cabeça de João Batista, que se encontrava preso. O “presente” foi trazido em uma bandeja de prata.

A imagem de São João Batista é geralmente apresentada como um menino com um carneiro no colo, já que segundo a Bíblia, ele anunciou a chegada cordeiro de Deus.

Diz a lenda que São João adora festa, mas que é preciso muitos fogos e uma fogueira bem bonita para ele ficar feliz.

São Pedro- foi pescador e apostolo de Jesus. É conhecido como santo dos pescadores, guardião das chuvas e “porteiro do céu”.

Depois da morte de Jesus, Pedro viveu muitos anos pregando a palavra de Deus. É considerado o fundador da Igreja Católica.

As fogueiras fazem parte da tradição das festas juninas. O fogo é tido como símbolo de purificação desde a antigüidade. Cada festa, porém, tem a sua fogueira especial.

Na festa de Santo Antônio a fogueira deve ter uma base quadrada, é também conhecida como chiqueirinho.

Na festa de São João a fogueira deve ter uma base redonda, fazendo a fogueira ser cônica, em formato de pirâmide.

A fogueira da festa de São Pedro deve ter a base triangular e deve ser triangular.

Aqui em Fortaleza está acontecendo a Festa de São Pedro.

Agora que você já sabe um pouco mais das festas juninas conheça algumas curiosidades:

Simpatias

1- Sabedoria da bananeira

Na noite de São João, de 23 para 24, deve-se enfiar uma faca virgem (nova) no tronco de uma bananeira. No dia seguinte, de manhã bem cedo, retire a faca que nela aparecerá o nome do(a) futuro(a) noivo(a).

2-Papéis mágicos

Na noite de São João, escreva em pequenos papéis o nome de vários(as) pretendentes. Enrole-os e jogue-os em uma bacia ou copo d’água. O papel que se desenrolar primeiro indicará o nome do(a) futuro(a) companheiro(a).

Músicas:

Isto é Lá Com Santo Antônio

Autor: Lamartine Babo

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

São João disse que não!

São João disse que não!

Isto é lá com Santo Antônio!

Eu pedi numa oração

Ao querido São João

Que me desse um matrimônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isto é lá com Santo Antônio!

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

São João ficou zangado

São João só dá cartão

Com direito a batizado

Implorei a São João

Desse ao menos um cartão

Que eu levava a Santo Antônio

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Disse o velho num sorriso:

Minha gente, eu sou chaveiro!

Nunca fui casamenteiro!

São João não me atendendo

A São Pedro fui correndo

Nos portões do paraíso

Matrimônio! Matrimônio!

Isso é lá com Santo Antônio

Pula a fogueira

Autores: Getúlio Marinho e João B. Filho

Pula a fogueira, Iaiá

Pula a fogueira, Ioiô

Cuidado para não se queimar

Olha que a fogueira

Já queimou o meu amor

Nesta noite de festança

Todos caem na dança

Alegrando o coração

Foguetes, cantos e troca

Na cidade e na roça

Em louvor a São João

Nesta noite de folgueto

Todos brincam sem medo

A soltar seu pistolão

Morena flor do sertão

Quero saber se tu és

Dona do meu coração

Receitas:

Aluá

Tipo de Culinária: Nordeste

Categoria: Bebidas

Subcategorias: Sucos/ refrescos e frapês

Rendimento: 10 porções

Servida nas festas juninas baianas, o bebida é feita com cascas de abacaxi, milho ou arroz. No século XIX, o aluá era comum entre as classes pobres e os escravos.

450 gr de milho verde

2 litro(s) de água

500 gr de rapadura

3 unidade(s) de limão

200 gr de casca de abacaxi

Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma caçarola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual e depois retire do fogo e deixe esfriar. Ponha a água numa jarra com o milho já frio. Tampe bem a jarra e deixe em Infusão durante oito a dez dias, todos os dias dê uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em pedaços pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, já com a água e o milho. Mexa bem até dissolver as rapaduras e as cascas de abacaxi. Coe num coador de pano. Coloque o suco dos limões. Caso prefira mais doce, pode botar mais açúcar, de acordo com o gosto da pessoa. 0 aluá também pode ser feito com açúcar comum.

Bolo pé de moleque

Ingredientes

1 kg massa de mandioca

200 g de castanha

200 g de amendoim

1 xícara de café solúvel forte

3 xícaras de açúcar

1 coco seco passado no liquidificador

2 margarina de 250 g cada

10 ovos

50 g de cravo da Índia

50g de erva doce triturado

Modo de Preparo

Bata bem o açúcar, os ovos inteiros e a margarina

Depois coloque a massa já lavada e peneirada, triture a castanha o cravo e o amendoim

Despeje dentro da massa coloque o café, o leite de coco e a erva – doce

Reserve castanha para enfeitar o bolo

Leve para forma untada e enfeite com as castanhas

Forno quente (180º graus), quando o palito estiver limpo estar no ponto de retirar do forno desenforme com ele quente

Dois links de receitas juninas: Tudo Gostoso / Cyber Cook

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