Meu Walkman – Especial Dia Mundial do Rock

13 jul

13 de julho: Dia Mundial do Rock


O Dia Mundial do Rock foi instituído em 1985, quando foi realizado o festival “Live Aid”, que arrecadou fundos para as vítimas da fome na Etiópia. Organizado pelo músico Bob Geldof, o festival aconteceu na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Entre as atrações do festival estavam: BB King, Phil Collins, Dire Straits, Queen, Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Elvis Costello, Black Sabbath, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, Santana, Madonna, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, Beach Boys, entre outros.

Além dos fundos arrecadados, o concerto também produziu a música “Do They Know It’s Christmas Time at All”, que reunia cantores do pop inglês dos anos 80, como Sting, Boy George e Simon LeBon (do Duran Duran).
Em 2005,o festival recebeu o nome de “Live 8” e aconteceu nos países integrantes do G-8 e na África do Sul. O festival pedia para que os países credores perdoassem a dívida dos países africanos afetados pela fome.
Entre os artistas que participaram do festival em 2005 estavam: REM, Paul McCartney, Pink Floyd, Coldplay, Elton John e Bon Jovi.

As Mutações do Rock e sua Época

Dos anos 50 até hoje, o gênero musical mais popular do mundo passou e ainda passa por muitas transformações e misturas, originando dessas experimentações outras sonoridades e novos estilos.
Para o Especial do Dia Mundial do Rock, tivemos a missão de contar um pouco da história e curiosidades de alguns estilos que marcaram época: Rockabilly, Clássico, Folk, Progressivo, Punk, New Wave, Hard Rock, Metal, Glam Rock, Gótico, Hardcore, Indie, Grunge, New Metal, Emo, New Rave.
Esta enumeração de tendências, por mais sintética que tente ser, irá continuar infinitamente. Nas garagens dos países industrializados ou nos quintais do terceiro mundo, o rock brota sem parar, aberto cada vez mais para todo o tipo de influências e de fusões.

Jefferson Airplane – White Rabbit (Woodstock 1969)

Rock ‘N’ Roll

O rock’n’roll foi dos estilos musicais mais controversos já criados na história da música. Surgiu em meados da década de 50, nos Estados Unidos, oriundo, primordialmente, do blues e da country music do sul daquele país. Desde seu nascimento, o rock gerou polêmica, seja por causa da simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana. Os primeiros roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros, tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais conservadores. Com o tempo, porém, o rock foi modificando-se, pulverizou-se numa miríade de sub-estilos (rockabilly, punk, hard rock, heavy metal etc.) e foi assimilado pela mídia e pela cultura ocidental como um todo, enfim, transformou-se num produto de consumo cuidadosamente articulado para ser lucrativo. Mesmo assim, ainda existe em seu âmago as marcas que o acompanham desde sua concepção: rebeldia, atitude, transgressão, anti-sociabilidade e muito, muito dinheiro envolvido (como ficou provado com o surgimento dos Beatles, Rolling Stones, Slade, The Who, Led Zeppelin, Kiss, Sex Pistols e de todos os grandes nomes do gênero). Definir o que é o rock é impossível em palavras. Para se ter idéia exata do que estamos falando, faz-se necessária uma audição cuidadosa de clássicos como Roll Over Beethoven, Help!, Satisfaction, Stairway To Heaven, Great Balls Of Fire, Rock’n’Roll All Nite… Mas quem nunca as ouviu?

Rock no Brasil

O rock’n’roll espalhou-se por todo o planeta, ganhando características próprias da cultura dos países que o adotaram. Como não podia deixar de ser, o Brasil foi um destes lugares que recebeu o rock de braços abertos, incorporando-o na maneira de ser de nosso povo. Desde o surgimento do ritmo nos Estados Unidos, os brasileiros aprenderam a apreciar os grupos e cantores que faziam sucesso no resto do mundo. Já no final da década de 50 e começo da de 60, Sérgio Murilo e Celly Campelo recebiam os títulos de rei e rainha do rock nacional, por causa dos covers que faziam e de suas famosas composições “Marcianita” e “Broto Legal”. Pouco tempo depois, nossos músicos já começavam a manifestar as influências sofridas pelo sucesso do rock, compondo músicas neste estilo e, às vezes, até mesmo plagiando os estrangeiros. O fenômeno conhecido como Jovem Guarda, que conquistou o Brasil na década de 60, é um bom exemplo de como nossos artistas utilizavam-se da cultura norte-americana. Os grandes hits de muitos dos grupos daquela época eram covers traduzidos de músicas estrangeiras, com arranjos levemente modificados. Cantores como Wanderléia, Silvinha, Eduardo Araújo, Renato e seus Blue Caps, Jerry Adriani, The Fevers, Golden Boys e muitos outros, tornaram-se famosos justamente por causa destes covers. É claro que todos eles tinham suas próprias canções, que também ganharam reconhecimento do público daqui mas, sem dúvida, o primeiro impacto sempre era conseguido através de um cover. Dois dos maiores compositores deste tempo eram Roberto Carlos e Erasmo Carlos, cujas músicas fizeram muito sucesso e foram cantadas por quase toda a turma da Jovem Guarda. Na verdade, existia um grande rodízio de composições feitas e cantadas por todos, como se a Jovem Guarda fosse uma grande família. A divulgação dos brasileiros do rock’n’roll era feita através de um programa televisivo transmitido nas tardes de domingo, chamado justamente Jovem Guarda. E daí saiu a denominação do movimento. Nesta mesma década de 60, surgiram outros grupos de rock que passariam a ter grande importância no desenvolvimento do estilo no Brasil. Mais precisamente em 1966, o país viu nascer o mais irreverente dos grupos, cuja vocalista ruiva é considerada, até hoje, titia do rock nacional. Os Mutantes, formado por Rita Lee, Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, nunca obtiveram grande sucesso comercial, mas seu pioneirismo influenciou toda uma geração futura. O grupo durou menos de dez anos e Rita Lee foi a única integrante que conseguiu fazer sucesso com a carreira solo. No final desta década e começo da próxima, o país viu surgir uma série de outras bandas, como A Bolha, Bixo da Seda, Casa das Máquinas, Made in Brazil e O Terço, que nunca chegaram a conseguir manter-se bem sucedidos, apesar dos dois últimos citados existirem até hoje. O rock brasileiro voltou à ativa no final dos anos 70 e começo dos 80, quando surgiu uma série de grupos de diferentes estilos, alguns dos quais são consagrados até hoje no país. No estilo rock blues, podemos citar Barão Vermelho (do qual saiu Cazuza), Eduardo Dusek, Lobão, Rádio Taxi e Azul 29. Dentre os que apostavam em letras bem humoradas estão Blitz, Ultraje a Rigor e João Penca e seus Miquinhos Amestrados, além do Camisa de Vênus, que fazia um som mais cru, totalmente punk, e o Joelho de Porco. Os Paralamas do Sucesso apostaram na mistura de ska com rock e acertaram, enquanto que os Titãs já mudaram seu estilo inúmeras vezes, mas continuam fazendo parte dos mais vendidos no Brasil. A década de 80 trouxe também vários grupos punks cujas letras de protesto eram cantadas pelos jovens mais pobres do país, chegando também a conquistar os de classe média e alta. Ira!, Inocentes, Cólera, Ratos de Porão e Olho Seco são alguns dos maiores representantes do estilo punk brasileiro. Não se pode esquecer de citar o thrash metal competente de grupos como Dorsal Atlântica e Sepultura. Este último só começou a fazer sucesso no Brasil depois de ter vendido milhares de cópias na Europa durante os anos 80, tornando-se o maior representante do rock brasileiro no exterior. Nos anos 90, porém, o samba e o pagode ganharam total espaço na mídia nacional, obscurecendo ótimos grupos que surgiram no país. O mercado está praticamente fechado para o rock’n’roll, que anda encontrando sérias dificuldades para continuar existindo na cultura brasileira. Mesmo assim, grupos como Raimundos e Angra, apesar de serem de estilos completamente diferentes (o primeiro é punk e o segundo é power metal), andam abrindo algum espaço para os que ainda devem surgir. Devagar e sempre, o rock continua a desenvolver-se por aqui, chegando até mesmo a ter representantes do black e death metal brasileiro, que já são conhecidos na Europa. Dentre essa nova safra nacional estão grupos competentes como o Prime Mover, Pitbulls on Crack, Zero Vision, Mistifyer, além de inúmeros outros que mereciam maior espaço no cenário musical brasileiro. Mesmo tendo voltado à condição de underground, que sempre lhe foi característica, o rock continua forte em todo o país, onde encontra apoio dos fãs e da mídia especializada.

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