Com a Pena e Tinteiro

27 jul

Quadro Tarsila do Amaral, 1919

Um Ponto

Ontem me vi caminhado por ruas desconhecidas, mas que por acaso me lembravam algo.

Senti o cheiro da liberdade, Oh Deus! Tem cheiro de fumaça e sol, porque desta tanto buscava, a visualizei sinistra e sedutora.

Crês que sou louco de ranges os dentes e gritar à sós? Defino-me apenas como um dissílabo errante, com sonhos castrados.

A cada esquina me envolvia com prazer, alternante de poder decidir um novo rumo, sem regras, sem temor.  Fui tomado por sentimento de segurança, apesar de me encontrar num labirinto pessoal.

Olhei para meus pés, indignado por não me sentir preso a nada, tão somente a gravidade que me puxava ao chão.

Cada casa era um pouco de mim, confusões do meu ser. Trocando cores, formas e sons que resumem a franqueza impetuosa que há em minha alma crédula.

Ser humano, é ser um bairro, com uma avenida onde passam situações saudosas, promessas e desejos que se destinam de qualquer forma ao caráter, camufladas em valores que residem dentro de nós.

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