Meu Walkman

8 ago

Blitz

Nos anos 80 teve uma banda que curti muito nacional, chamada Blitz. Acho que todo mundo lembra e quem não lembra, conhece seu vocalista o Evandro Mesquita que faz o Paulão da “Grande Família”. A Blitz foi uma banda diferente, além de 3 vocalistas, ela era performática e com caras e bocas deixava o show mais divertido. E por falar em show, foi dessa banda o primeiro show que fui na vida, no Paulo Sarasate. Eu e minha prima fizemos nossos pais comprarem os ingressos e nos levarem. Muito bacana mesmo, mas mais bacana foi ver eles dançando e cantando com nós duas. Posso dizer que foi umas das coisas mais legais que fiz na minha infância. Quem foi ao show, comenta aqui no blog.

História da Banda

BLITZ é uma banda de rock brasileiro. Foi uma das bandas precursoras do rock nacional. O grupo foi formado no Rio de Janeiro, em 1980. Eles viraram revista em quadrinhos, álbum de figurinhas e serviram de inspiração para o roteiro da cultuada série “Armação Ilimitada”. Não só venderam um milhão de álbuns como também emplacaram jargões tirados das letras de suas músicas, como “ok, você venceu, batata frita”. Tudo isso numa época em que nem se falava em internet. Das reuniões na praia aos shows performáticos no Circo Voador, sete amigos – Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e Márcia Bulcão (vocais), mais Ricardo Barreto (guitarra), Billy Forghieri (teclados), Antônio Pedro (baixo) e Lobão (bateria), (depois substituído por Juba). – fizeram da Blitz um dos maiores fenômenos pop do Brasil nos anos 80 com seu new-wave bem-humorado.
Em 1982, o primeiro compacto, “Você Não Soube Me Amar”, alcançou um sucesso estrondoso, logo seguido pelo álbum “As Aventuras da Blitz”, consolidando a banda como fenômeno de massa.
Em 1984 a Rede Globo leva ao ar o musical “BLITZ conta o Gênio do Mal”, representado por Oswaldo Loureiro (Kid Babalu, o Gênio do Mal) e com Patricya Travassos (Rapsódia Blue, comparsa de Kid Babalu). Nesse musical são executadas algumas músicas dos primeiros dois discos da banda.
Dois anos após o lançamento do terceiro LP — “BLITZ 3”, de 1984 —, a banda se desfez, voltando a se reunir ocasionalmente para shows ou eventos.
Com um rock leve, letras bem-humoradas e performance teatral no palco, a BLITZ tocou no Rock In Rio de 1985
Em 1994 teve sua música “Mais uma de amor(geme geme)” como tema da novela a viagem,da personagem interpretada por Fernanda Rodrigues.
Em 1997, alguns ex-integrantes se reuniram e gravaram o CD “Línguas” e, em 1999, veio outro, intitulado “Últimas Notícias”.
Márcia Bulcão e Ricardo Barreto trabalham juntos na banda DJambotrio que conta também com o Pedro Lima, criador do bloco Carnavalesco. Os 3 se reuniram em torno de um objetivo: realçar as influências da música africana no repertório brasileiro. Algumas canções são cantadas em Wolof, dialeto africano, feitas em parceria com os músicos senegaleses Mamour Ba e Jean Pierre Senghor. Recentemente a banda lançou o álbum o “Eskute Blitz”.

A banda – que está na ativa até hoje, mas com outra formação, e até lançou um CD e um DVD ao vivo no ano passado – ganhará em novembro sua primeira biografia, “As aventuras da Blitz”. Escrita pelo jornalista Rodrigo Rodrigues, apresentador do programa “Vitrine”, da TV Cultura, a obra será lançada pela Ediouro em forma de almanaque ilustrado, com fotos antigas e objetos de arquivo pessoal dos músicos, como as credenciais de quando foram à União Soviética representar o Brasil em um encontro de jovens. Além da parte visual caprichada, o livro está recheado de boas histórias e raridades, como trechos da primeira resenha sobre a banda, publicada na revista “Pipoca Moderna” e assinada por ninguém menos do que Paulo Ricardo muito antes do RPM surgir.

A dimensão do grupo fica explícita em um depoimento do empresário Roberto Medina, criador do Rock in Rio. Ao pensar na estréia do festival, em 1985, o nome nacional com maior destaque seria a Blitz. “Eles foram os únicos a ter um grande cenário, com um carro no palco e tudo mais”, reforça Rodrigues. O autor entrevistou também os músicos Frejat e Charles Gavin, além de produtores como Liminha e ainda Cléver Pereira, o primeiro a tocar uma música da Blitz no rádio. “Fui caçando informação onde podia”, brinca.

 A praga de Lobão

Mas isso não impediu que três membros originais da banda discordassem da idéia do livro. Antônio Pedro e o casal Ricardo Barreto e Márcia Bulcão não quiseram dar entrevista. Isso porque, quando a Blitz se separou pela segunda vez, em 1997 (a primeira havia sido em 1986), o trio entrou na Justiça pelo direito do nome, mas quem ganhou foi Evandro Mesquita, que começou a carreira no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone e formou o grupo com a cantora Fernanda Abreu. Já Lobão, que deixou a Blitz no auge porque o som estava ficando “comercial demais”, não guarda rancores, segundo o autor.

“Ele é uma figura importantíssima. Foi Lobão quem deu o nome pra banda e era ele quem cedia o local onde os músicos ensaiavam. Ele achou que a banda estava infantilóide e rogou uma praga dizendo que a Blitz ia acabar tocando para o Papai Noel no Maracanã”, conta. Pegou: o grupo tocou mesmo para o bom velhinho em um evento naquele estádio em 1982. “No fim das contas foi bom, porque o sonho do Evandro era fazer um gol no Maracanã. Os seguranças ficaram correndo atrás dele, tinha até uns caras vestidos de urso perseguindo, mas ele conseguiu.”

A Blitz foi um tipo de banda de rock que está em extinção no Brasil e talvez no mundo hoje. Raros são os grupos que fazem o chamado crossover, que pegam todos os tipos de públicos e não apenas o roqueiro.

Vou colocar uns clipes deles para quem não conheceu, ver e ouvir seu estilo irreverente, quem sabe acabem gostando.

 

Discografia

1982 – As Aventuras da BLITZ 1


1983 – Radio Atividade


1984 – BLITZ 3


1990 – Todas as Aventuras da BLITZ


1994 – BLITZ ao Vivo


1997 – Línguas


1999 – BLITZ 2000 Últimas Notícias


2006 – BLITZ – Com Vida

2008 – BLITZ – Ao Vivo e a Cores


2009 – Eskute Blitz

 

 

 

 

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2 Respostas to “Meu Walkman”

  1. N(A)tiva 14/02/2012 às 20:57 #

    Esse post já teve 458 visualizações. Valeu galera que curte Blitz, só queria pedir que comentem no post. Fazemos o Nativa para os leitores. 😉 Abração

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