ESTILO DE VIDA NERD

17 ago

Filmes de Super-Heróis

(ou Em Breve “Os Vingadores”)

 

Não é à toa que adaptações cinematográficas de histórias em quadrinhos façam tanto sucesso e sejam cada vez mais produzidas. O formato de revista em quadrinhos, lançado primeiramente deste jeito nos Anos 30, tem tudo a ver com a experiência de assistir a um filme. O cuidado com as cores, o posicionamento dos personagens em quadro e a construção do personagem e da própria narrativa são criados de forma bem similar, buscando um grau artístico e de entretenimento alto.

E se um dos pontos mais importantes na construção de uma narrativa, seja em livros, quadrinhos e no próprio cinema, é o mérito na elaboração de personagens tridimensionais e com grande essência humana, o conceito de super-herói se encaixa bem. O “Super-herói” , é aquele homem, com poderes ou não, que dedica sua vida a defender a sociedade, uma pessoa altruísta em essência que tende a seguir princípios ideais, quase platônicos.

Heróis sempre existiram na cultura do nosso modelo de sociedade, principalmente pela influência grega com sua mitologia que enaltecia tais figuras. A construção desse tipo de personagem sempre teve como objetivo atingir um público cansado dos problemas do cotidiano, da vida mundana e as ameaças que o próprio Homem representa para si. Esse conceito foi aproveitado e elevado a um nível “super” na época em que o mundo vivia em clima de guerra, justamente no intervalo entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, onde as histórias de Super-Heróis se tornaram ícones de esperança, ou até propaganda, como no caso do Capitão América e muitos outros que seguiriam sua linha.

O período histórico sempre foi bem relacionado nas histórias de super-heróis. Seja a Segunda Guerra retratada no Capitão América, a Guerra Fria nos X-Men e a referencia aos preconceitos contidos na sociedade dos Anos 60, o alto uso de drogas e a desesperança dos americanos em Lanterna Verde e Arqueiro Verde nos anos 70 ou até mesmo fatos mais pontuais, como a aparição de Barack Obama em uma edição recente do Homem-Aranha. Isso surtiu o efeito de aproximar o leitor do personagem, do contexto de sua época, aumentando ainda mais o efeito de identificação.

Não demorou muito tempo para as produtoras descobrirem o quanto interessante (e lucrativo) seria adaptar as histórias dos super-heróis dos quadrinhos para a tela grande. Em uma época onde o cinema blockbuster ia crescendo, com seus protagonistas idealizados como Luke Skywalker e Indiana Jones, a visão do super-herói e suas características já eram importadas para a mídia cinematográfica há algum tempo.

O debutante deste estilo, que transformara os filmes de super-heróis em febre crescente no mercado de longas, foi “Superman” (Richard Donner, 1978) estrelado por Christopher Reeves. A música de John Williams logo virou ícone máximo do herói, e Reeves passou o resto de seus dias, até depois do triste acidente que o deixou tetraplégico, marcado pelo símbolo S que se destacava no peito do seu personagem. O roteiro, escrito por Mario Puzo (O Poderoso Chefão) é até hoje, considerado um dos mais inteligentes do subgênero, conseguindo alcançar o herói em sua complexidade.

Após a deixa do “Superman”, os anos 80 foram especulativos na área, que lucrou mais com as sequências (cada vez mais fracas) de seu primogênito e alguns filmes de heróis menos conhecidos como “O Justiceiro” (1989). A década no entanto terminou com o filme que daria sobrevida à essa onda, um blockbuster assumido, mas feito de uma forma autoral, valorizando uma estética perdida no cinema e que tornaria a marca registrada de tal diretor. O “Batman” (1989) de Tim Burton ditou regras novas para as adaptações de heróis, como o próprio enaltecimento da figura do vilão que se tornavam estrelas nesses filmes, assumindo uma posição quase de mesma importância do que o herói na trama, ou até mesmo o superando, como no caso do Coringa de Heath Ledger em o “Cavaleiro das Trevas” de Christopher Nolan.

No ano de 2011, temos 4 super-produções: “Thor” de Kenneth Brannagh, “Lanterna Verde” de Martin Campbell, o “Capitão América” de Joe Johnston e “X-Men: Primeira Classe” de Matthew Vaughn.

Em 2005, a Marvel Studios, até então co-produtora apenas dos filmes baseados em seus personagens, decidiu tomar uma atitude em relação aos fracos filmes produzidos pela Fox, Universal e Sony, eles fariam algo além, colocariam finalmente, o “STUDIOS” embaixo do logo da Marvel no cinema. Fizeram então um pequeno cronograma de filmes envolvendo os personagens cujos direitos permaneciam com a empresa, como “Homem de Ferro”, “Thor” e “Capitão América” que seriam distribuídos pela Paramount.

A produção de “Homem de Ferro” foi a primeira escolhida, dando ao diretor Jon Favreau a oportunidade de comandá-la. Simultaneamente, rolava uma conversa sobre uma continuação de “Hulk”, que, por não ser realizada pela Universal, teve seus direitos retornados à “Casa das Idéias”, colocando Louis Leterrier na direção de um filme que seria misto de continuação e “reboot”. A Universal, mesmo sem os direitos, distribuiu o filme.

Uma conversa entre Favreau e o presidente de produção da Marvel Studios, Kevin Feige, definiu onde esse vasto universo a ser explorado levaria. A cena pós-créditos com o convite feito pelo misterioso Nick Fury (em uma participação secreta de Samuel L. Jackson) à Tony Stark para participar do “Projeto Vingadores”, se tinha o intuito inicial apenas de excitar os fãs dos quadrinhos, se tornou a chamada oficial de um dos projetos cinematográficos mais ambiciosos da história. Assim, o projeto com previsão para 2012 começou a ser lançado em todas as produções da Marvel, com easter eggs inspirados e cenas pós-créditos, algo já obrigatório por eles.

 “Homem de Ferro” acabou se tornando sucesso de público e crítica. Hoje em dia, não é possível imaginar outro ator além de Robert Downey Jr para interpretar Tony Stark. Igualmente arrogante e convencido como seu personagem, Downey Jr surpreendeu à todos em sua aparição na cena pós-créditos de “O Incrível Hulk”. Ambos filmes foram aos cinemas em 2008, “Homem de Ferro” em abril e o longa do Hulk em julho. A produção, que contou com Edward Norton como Bruce Banner não obteve sucesso como o “Hulk” de Ang Lee (2003). Parece que já é algo pessoal com o personagem.

O dinheiro deixava de ser problema para Marvel, que passou a ganhar muito mais em filmes e produtos temáticos, até brinquedinho no McLanche Feliz teve vez pra divulgar seus filmes. Com a mesma velocidade que decidiu partir para o projeto “Vingadores”, Feige definiu roteiristas para os heróis que faltariam para completar a super-equipe, “Thor” e “Capitão América”. O longa do Deus do Trovão foi escrito à seis mãos, um trio que se mostrou fraco, conhecidos (ou não) por filmes como “Minha Super Ex-Namorada” e o desastre da Fox “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”. Já para o “bandeiroso” Capitão América, a Marvel contratou a dupla responsável pela franquia “As Crônicas de Nárnia”, Christopher Marcus e Stephen McFeely.

A sequência do Homem de Ferro contou com a volta de Mickey Rourke a antiga forma (após sua ascenção como ator em “O Lutador”) no papel do vilão Whiplash, personagem icônico e bem interpretado, com o único porém de ter sido sub-aproveitado pelo roteiro de Justin Theroux. As referências aos próximos filmes desse Universo foram colocadas em massa nesse último, conseguindo colocar uma pontinha de cada um de seus colegas, seja com o vídeo com Hulk na sala da SHIELD ou com a aparição do escudo do Capitão América. Aliás, a SHIELD se tornou fio condutor entre todas essas produções, seja com o próprio diretor Nick Fury ou o Agente Coulson, designado para descobrir no Novo México o Mjollnir, o martelo de Thor, na cenas pós-créditos de “Homem de Ferro 2”.

Da mesma forma a cena final de “Thor”, que mostra o Cubo Cósmico, artefato poderosíssimo nos quadrinhos da Marvel, é o centro da trama do filme do “Capitão América”. e o filme do Bandeiroso encerra com o primeiro Teaser do Filme dos Vingadores.

Grandes expectativas estão sendo depositadas na reunião concreta dos elementos deste universo. O roteiro pronto já está sendo filmado. Joss Wheldon dirige “Os Vingadores”, onde finalmente veremos Robert Downey Jr, Mark Ruffalo (terceiro interprete de Hulk nas telonas), Chris Hemsworth e Chris Evans juntos, além de Scarlet Jorhansonn como Viúva Negra (coadjuvante em “Homen de Ferro 2”) e Jeremy Renner como o Gavião Arqueiro (ponta em “Thor”) formando os chamados “maiores defensores da humanidade”.

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