Eu Vivo Mal Humorada

17 ago

Eu sou dono absoluto da verdade!

Essa semana quase não sai post na coluna Eu Vivo Mal Humorada, semestre começou, e agora que estou me organizando em questão de horários e etc. Bem, esse título é sugestivo, e quero mesmo falar sobre, a imposição de nossos valores aos outros.

Falei antes sobre intolerância, mas mesmo sendo parecido o tema, há peculiaridades diferentes, ou seja, claro que quem é intolerante não para e ouvir o outro, procurando entender seus argumentos; o dono da verdade também faz isso, mas aqui é algo mais especifico, falo do fato de alguém impor a sua moralidade aos outros achando que todo mundo busca o mesmo e acaba julgando mal quem não corresponde ao seu padrão de vida.

Isso me deixa extremamente irritada e tenho verdadeiro abuso de quem vem me perguntar coisas ao meu respeito e logo em seguida me olha torto porque não quero o mesmo que ela, porque eu não anseio pelos seus objetivos de vida. Pessoas assim têm tendência a impor seus valores como se fossem verdades absolutas, uma amiga minha disse que acha que isso acontece porque a pessoa criou uma expectativa de vida e conseguiu, mas não é feliz, então não admite que alguém seja feliz sem passar pelo mesmo que ela passou. Tipo assim: – Ah, já que eu estou na M*, você também tem que ficar!

Não sei se é assim, o que sei é que não existe verdade absoluta! Cada um tem sua experiência de vida, têm seus valores particulares. E como vivo dizendo, o que é bom para você pode não ser para o outro. Não seria melhor ao invés de exigir que outro creia no mesmo que você, apoiar os propósitos de seu amigo? Ou pelo menos aconselhá-lo! Afinal, as diferenças são fundamentais para que possamos existir como indivíduos e a palavra já está dizendo, Indivíduos vem de INDIVIDUAL! Nem os pais devem infligir suas vontades e desejos aos filhos, seu dever é orientá-los, mas sabendo que no fim, eles vão acabar escolhendo o seu próprio caminho.

Vejamos na filosofia, por exemplo, cada filósofo tinha uma idéia, um conceito e que mesmo depois de apresentá-lo e prová-lo com argumentos, vinha outro filósofo em seguida e rebatia toda aquela idéia. Quem estava certo afinal? Ambos. Porque aqui não se trata de julgar quem fala a verdade, mas de argumentar conceitos que fazem sentido e cabe a nós escolhemos o que nos identificamos mais. O mesmo deveria acontecer com religião, que em teoria é assim, escolhemos a que nos identificamos, mas na prática sabemos que muitas os fiéis são obrigados a aceitar os dogmas sem questioná-los.

Mas não confunda minhas palavras, não estou dizendo que não devemos defender nossas idéias, pelo contrario. Só que também temos que estarmos dispostos a ouvir outras opiniões. E quem sabe através dessas trocas você não acaba aprimorando suas concepções? Tenta, vai ser divertido!

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