Appetizers – Cinema

27 ago

Quando fui ver Qualquer Gato Vira-lata, nos trailers que antecedem o filme tive uma surpresa com dois filmes que fiquei louca para ver, A Arvore da Vida e Planeta dos Macacos: A Origem e agora em Agosto estreiou os dois.

Mas hoje vi o Planeta dos Macacos: A Origem e é sobre que vou comentar, quando era criança tinha assistido o Planeta dos Macacos com ator Charlton Heston na TV e foi ai que comecei a me interessar por toda essa história e fui atrás de ver as continuações, vi só até o terceiro não cheguei a conhece a série e nem o desenho , mas que importa é que quando Tim Burton, diretor que adoro, foi fazer uma versão moderna em 2001 comprei de cara a ideia de ver na telona a saga Planetas dos Macacos que de fato homenageia Charlton Heston, além de ser bem feito, mas não passa disso. Infelizmente o enredo do filme é fraco.

Só que quando vi o trailer desse novo, não tive dúvida de querer assistir no cinema. O mais bacana disso tudo é que foi até por acaso que acabei no cinema sábado em boa companhia, para ver o tal filme.

A história agora com enredo mais bem amarrado prende você à tela do começo ao fim. Indico não só para os fãs da saga da década de 60 e 70 mas também para quem gosta de uma boa história de ficção cientifica. Encontrei uma resenha que diz tudo que eu gostaria de dizer a respeito do filme, então vou posta-la aqui.

Outra coisa, descobri um site oficial http://www.apescomics.com/ que lançou o prelúdio de “Planeta dos Macacos: A Origem” em HQ na internet. Combinando o trabalho entre a telas de cinema e as páginas dos quadrinhos, a editora BOOM! Studios publicou uma introdução para o prequel de “Planeta dos Macacos”, para dar aos possíveis telespectadores uma ideia da premissa do filme.

Escrito por Daryl Gregory e ilustrado por Damian Couceiro e Tony Parker, a história se foca em dois macacos que são presos e usados em experimentos. Os leitores podem descobrir o que acontece no site http://www.apescomics.com.

Os macacos provaram-se populares para a BOOM!, que lançou uma série baseada em “Planeta dos Macacos” neste ano, já esgotada. “É incrivelmente empolgante ser parte de uma nova dinastia de uma das franquias de ficção científica mais amadas de todos os tempos”, disse Ross Richie, fundador e chefe-executivo da BOOM!.

“Estamos orgulhosos em trabalhar de forma próxima com a Fox para contar a introdução do mundo fantástico e rico em histórias da franquia ‘Planeta dos Macacos: A Origem'”, disse. “Do que já li e vi, posso dizer que o prelúdio online irá explodir em muita empolgação e surpresas, servindo de tira-gosto para novos e velhos fãs da série”.

Resenha tirada do site hqmaniacs.uol.com.br por : Leonardo Vicente Di Sessa


Em 2001, Tim Burton fez sua própria versão do clássico Planeta dos Macacos, numa tentativa de reiniciar a franquia. O resultado dividiu opiniões mundialmente e a franquia acabou ficando de molho, até agora. A mais nova tentativa de renovar a marca é comandada pelo desconhecido diretor Rupert Wyatt, com roteiro dos pouco ativos Rick Jaffa e Amanda Silver. E Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes) tem uma “sensível” diferença: agradou tanto crítica quanto público.

Como o nome já diz, a ideia é mostrar o início de tudo, deixando para trás viagens no tempo ou futuros apocalípticos, desta vez apresentando uma versão do presente. O cientista Will Rodman (James Franco) está trabalhando numa possível cura para o Mal de Alzheimer, motivado por algo pessoal: seu pai (John Lithgow) sofre da doença. As cobaias, é claro, são os macacos.

A pesquisa aparenta ser um sucesso e muito mais, já que, como efeito colateral, aumenta em níveis jamais sonhados a inteligência dos macacos. E assim surge César (Andy Serkis), o primeiro a nascer já com as alterações genéticas e, portanto, ainda mais inteligente. Embora Will cuide dele praticamente como um humano, nem todos têm essa visão e aí sim começam os problemas.

Planeta dos Macacos: A Origem é um caso raro. A maioria dos filmes têm apenas uma coisa que se sobressai: por vezes apresentam ótimos efeitos e um roteiro com nada demais. Ou então são muito bem escritos, mas não contam com uma produção bem trabalhada. Aqui, não: a história é bem amarrada e os efeitos estão de parabéns. Claro que, quando falamos dos efeitos, estamos falando dos macacos, criados com a tecnologia de captura de movimentos e muito realistas quase o tempo todo. Há alguns momentos de menor capricho (principalmente as cenas com César bebê), mas nada que prejudique. Serkis, aliás, é um ótimo ator que sempre consegue conferir emoção e profundidade aos seus personagens criados através de efeitos especiais, como o inesquecível Gollum em O Senhor dos Anéis ou outro peludo famoso, King Kong.

O modo como o roteiro trabalha toda a situação é muito inteligente. A ficção em vários momentos vira apenas pano de fundo para uma história mais dramática, onde Serkis e Lithgow se destacam mais do que o restante do elenco. Franco se sai bem, mas não brilha em nenhum momento. Outros, como Freida Pinto (a namorada do personagem de Franco) e Brian Cox (que mantém um local que “cuida” dos macacos e os fornece para laboratórios) estão no piloto automático. Tom Felton é até pior, pois parece reprisar todo o lado negativo de Draco Malfoy, sem nada do humor.

A pretensão de ser um prelúdio do original pode ser analisada de duas maneiras. Se considerarmos apenas o primeiro longa, as coisas se encaixam bem até demais. Os mais atentos perceberão diversas cenas de fundo que exploram esse terreno, isso sem contar muitas falas e até uma homenagem a Charlton Heston. Agora, quando nos lembramos das continuações de Planeta dos Macacos, as coisas se complicam, pois nelas a história explorou territórios bem diferentes, até mesmo apresentando uma origem completamente diferente para César. O ideal é encarar A Origem como o início de uma nova linha cronológica que respeita, e muito, sua versão original, tomando emprestado dela vários elementos.

A coisa mais importante no filme é o fato de vivenciarmos a história do ponto de vista dos macacos, mais especificamente de César. Isso já foi até feito em outros capítulos da saga, mas nunca com essa entonação, nunca com um macaco sendo verdadeiramente o personagem principal, independente da ajuda humana e mesmo assim sem se tornar de fato um vilão. E essa é outra ótima jogada do roteiro. Conforme o drama vai se transformando em ação, César não parece nada com os macacos escravagistas tão comuns na franquia, pelo contrário, suas motivações são muito justificadas. Isso sem contar que o conflito homem versus macaco, que poderia cair no ridículo se mal trabalhado, é conduzido de forma bem realista.

A trama segue num bom ritmo que deixa claro que aqui temos apenas a semente do Planeta dos Macacos, não chegando a vê-lo “formado”. Além de funcionar muito bem deste modo, isso, é claro, prepara terreno para continuações que com certeza virão (e serão bem-vindas), já que a produção arrecadou bastante ao redor do mundo.

Neste ano, a Fox parece ter se redimido dos muitos fracassos dos últimos tempos. E, literalmente, precisou voltar atrás em seus erros, reiniciando franquias de sucesso. Para os apressadinhos: há uma importante cena no meio dos créditos.

Elenco: James Franco, Freida Pinto, John Lithgow, Andy Serkis, Tom Felton, Brian Cox. Roteiro: Rick Jaffa e Amanda Silver. Direção: Rupert Wyatt.

Não tinha colocado trailer aqui, mas esse filme merece.

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