Voxx Populi

30 ago

Nos últimos meses me mudei para as proximidades da Praia de Iracema, próximo ao Dragão do Mar acho lugar lindo cheio de pontos históricos, já escrevi até algumas vezes sobre o entorno da Praia de Iracema aqui no (N)Ativa mas hoje não vai ser sobre as belezas desse entorno que falarei mais de um problema que convivo todos os dias e aposto que não é só aqui, o problema? O Lixo e seus destinos.

Bem na esquina da minha casa, colado no muro do seminário da prainha é uma espécie de aterro, saca aqueles locais onde a galera joga de tudo? Entulho de construção, sofá velho, madeira, pedaços de árvore, uma vez vi ate o resto de um ventilador velho, ai o ciclo é assim:

Os moradores super consistentes para se livrar do lixo usam o… Vamos chamar de aterro da prainha, ai vem o catador de lixo e no mesmo esquema de super educação rasga todos os sacos atrás do que é reciclável ou não e a noite ou pela manha bem cedo os caminhões recolhem o que é possível e deixam o que não é soltos no vento, ai vem à pergunta obvia quem seria o responsável por esta lambança? TODO mundo é a resposta. ¬¬

Isso mesmo não adianta fazer cara de EU MESMO NÂO¬¬, é também vou explicar meu ponto de vista apresentando como seria para mim uma solução.

 A solução: imaginem a cena em sua casa tem baldes de lixo de cores diferentes e assim se dá a magia da separação do que é orgânico (restos de comida em geral) daquilo que pode ser reciclado, ou seja, que pode ser reaproveitado e virar novas coisas (metal, plástico, papel e vidro).

O consumidor que não é o Reciclador: o que acontece de verdade é que a maioria de nos infelizmente não tem esse costume, misturamos tudo e jogamos tudo na rua, dificultando a vida do catador, do gari e no final de volta a nossa própria vida.

A solução: agora o lixo que você separou que não é orgânico, ou seja, é reciclado será recolhido por catadores em dias diferentes do lixo orgânico, vamos supor se o caminhão de lixo orgânico passaria em sua casa toda segunda à noite os carrinhos dos catadores estariam nas ruas de seu bairro todas as terças à noite.

O catador que não tem senso de coletivo: já a imagem real é catadores por toda a cidade em todos os horários e locais, esses profissionais (sim catador é uma profissão e importante sem essa classe de trabalhadores nosso maravilhoso lixo seria muito mais nocivo para nos meros mortais consumistas ¬¬) não tem nenhum tipo de organização existem hoje apesar de poucas algumas cooperativas, mas o trabalho nelas pelo menos ate onde sei não passa por qualificação desse trabalho de base que é a coleta, dai gera cenas terríveis como pessoas com as mãos em comida já estragada, sacos sendo rasgados e o lixo espalhado. ¬¬

 

A solução: a prefeitura elege um bairro piloto para testar a implantação da coleta seletiva total do consumidor à reciclagem.

Consumidor: Agentes passariam em todas as casas, condomínios, estabelecimentos comerciais tudo, com um manual de como fazer essa coleta seletiva em casa, com informações dos horários das duas coletas (orgânica e reciclável) e além dos óbvios benefícios práticos ainda seriam dado o melhor dos incentivos a nos seres de consumo incentivo fiscal sendo mantida a coleta seletiva por um ano regularmente (forma de controle, seria algo a pensar deixa algo para o pessoal do governo que leva meus impostos pensar ¬¬), comprovando essa participação teria desconto no famoso IPTU – Imposto Predial Territorial Urbano.

Reciclagem: a prefeitura cadastraria os catadores com um selo no carrinho, entraria em parceria com uma cooperativa ou mais de uma para receber o material coletado e os catadores seriam ligados a ela, esses catadores receberiam uma grade de trabalho, a mesma cartilha que as pessoas do bairro receberiam e um treinamento básico sobre o produto que eles comercializam (pelo amor de Deus sem impostos, ou taxas nem nada disso para dar a esses trabalhadores condições dignas de ajudar a todos, incluindo os próprios).

Um governo que não incentiva: a realidade é caminhões que só sabemos os dias que passam por costume, garis que correm tanto que não há a menor possibilidade de parar e consertar o que o catador desordenou, incentivo zero a pratica da reciclagem, cooperativas sem cadastro o que dificulta quem tem interesse em utilizar os serviços das mesmas.

Viu agora quando eu disse que TODO mundo tem sua parcela de culpa? O consumidor que não separa o lixo, o catador que não põe no lugar o que tirou e o governo que não planeja nenhuma forma de uma convivência saudável entre consumo e sustentabilidade.

E quem tiver ideia melhor que sugira eu topo se for para melhorar minha vida.

Raquel Dias – ainda não praticante da coleta seletiva, mas em breve uma iniciante.

 

 

 

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