Meu Walkman

5 set

Barão Vermelho

Hoje vou falar do Barão Vermelho, uma banda que influenciou muito na década dos anos 80, mas uma coisa que acredito que muitos adolescentes não saibam é que ela foi fundada pelo Cazuza que falarei depois separadamente.  Não tem como falar sobre Barão nos anos 80 e não falar de Cazuza, claro.

Eu comecei a curti Barão pelo seu som, achava fantástica as letras da banda que tocavam muito nas novelas e tinha muito coisa para dizer, com suas letras poéticas. E ai tem dedo do Cazuza, não querendo desmerecer os músicos da banda mas quando se fala de Barão Vermelho para mim, vem logo na minha mente o próprio Cazuza e o Frejar, que hoje em dia leva muito bem a banda e que também é um ótimo compositor e interprete. Ou seja, a banda não ficou orfã.

Mas eu comecei a ouvir em um disco que tinha lá em casa do Rock in Rio Nacional onde a banda tocou. Tem muitas músicas da banda que gosto, outras do Cazuza e outras do próprio Frejat em sua carreira solo.

História da Banda

Barão Vermelho é uma banda de rock brasileiro fundada em 1981, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Juntamente com Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e os Titãs é considerada uma das quatro bandas brasileiras mais influentes fundadas na década de 80.

O Começo

Após assistirem um show da banda Queen no Morumbi, em São Paulo, surgiu o desejo em Guto Goffi (Flávio Augusto Goffi Marquesini), bateria, e Maurício Barros (Maurício Carvalho de Barros), teclado, de 19 e 17 anos de idade, em formar uma banda de rock. Em outubro de1981, os dois estudantes do Colégio da Imaculada Conceição, no Rio de Janeiro, chegaram a um nome para o sonho: Guto sugeriu e Maurício concordou que o aviador alemão Manfred von Richthofen, principal inimigo dos Aliados na Primeira Guerra, batizasse o grupo com seu codinome: Barão Vermelho. Dias depois, a dupla se uniu a Dé (André Palmeira Cunha), baixo, e Frejat (Robeto Frejat), guitarra. Os ensaios ocorriam sempre na casa dos pais de Maurício e, como a banda ainda não tinha vocalista, através de uma amiga de escola, Guto conseguiu contato com um vocalista chamado Léo Guanabara (que veio a ser conhecido como Léo Jaime), mas uma incompatibilidade devido ao timbre da voz de Léo Jaime ser suave demais para o rock do Barão, fez com que ele não fosse aprovado pela banda. Léo não se aborreceu com isso, pois já integrava três bandas (entre elas João Penca e Seus Miquinhos Amestrados), indicando Cazuza (Agenor de Miranda Araújo Neto). O Barão Vermelho então estava completo.

Barão Vermelho e Barão Vermelho 2

Em 1982, o som do Barão Vermelho, lançado nas lojas dia 27 de setembro, se espalhou um pouco e agradou muito o produtor Ezequiel Neves (José Ezequiel Moreira Neves, jornalista) e o diretor da Som Livre, Guto Graça Mello. Juntos, eles lançaram a banda e, com uma produção baratíssima,em quatro dias, foi gravado o primeiro álbum do Barão, que recebeu o nome da banda. Das músicas mais importantes, destacam-se “Bilhetinho Azul“, “Ponto Fraco” e “Down Em Mim“. Depois de alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, a banda voltou ao estúdio, agora por um mês inteiro, e gravou o LP “Barão Vermelho 2“, lançado em 1983.

Maior Abandonado e Rock In Rio

Embora o quinteto pudesse ser promissor, as rádios não pensavam assim, e se negavam a tocar suas músicas. Só depois que Ney Matogrosso gravou “Pro Dia Nascer Feliz”, é que as rádios passam a tocar a versão original do Barão Vermelho. Nessa mesma época, Caetano Veloso reconheceu Cazuza como um grande poeta e incluiu a música “Todo amor que houver nessa vida” no repertório do seu show. O Barão Vermelho começou a ter o destaque que merecia, a repercussão foi tanta, que eles foram convidados para compor a trilha sonora do filme Bete Balanço, de Lael Rodrigues, em 1984, e o seu som se espalhou pelo Brasil. Aproveitando o embalo, o Barão Vermelho lançou o terceiro disco, Maior Abandonado, em 1984, conseguindo vender mais de 100 mil cópias em apenas seis meses.

Em 1984, o Barão Vermelho tocou com a Orquestra Sinfônica Brasileira, e em 1985, foi convidado para abrir os shows internacionais do Rock in Rio. Depois de tanto sucesso, estava claro para todos que a carreira da banda estava consolidada.

Sem Cazuza e Volta ao Sucesso

Cazuza já havia expressado o seu desejo de fazer trabalhos solo, e era apoiado por Frejat, contanto que, para isso, ele não abandonasse a banda. A saída, no entanto, anunciada primeiramente ao público no final de um show, foi conturbada, causando uma ruptura na forte amizade que unia Cazuza e Frejat e que só veio a ser reconciliada anos depois. Com a saída, Cazuza ainda levou consigo algumas músicas para o seu primeiro disco solo. A banda superou, lançando a música “Torre de Babel“, agora com Frejat no vocal.

Em 1986, lançaram o quarto disco —Declare Guerra— e, embora as composições contassem com a ajuda de grandes nomes, como Renato Russo e Arnaldo Antunes, o álbum não foi muito promovido. A banda então, sentindo-se abandonada, assinou um contrato com a Warner e, em1987, lançou o álbum Rock’n Geral, que contava com a participação mais ativa dos outros membros nas composições. Embora o disco tenha recebido boas críticas, ele não vendeu mais que 15 mil cópias. No mesmo ano, Maurício deixou a banda, e entraram o guitarrista Fernando Magalhães e o percussionista Peninha.

Somente com três dos integrantes originais, a banda lançou, em 1988, o disco Carnaval, misturando rock pesado e letras românticas. O álbum estourou nas rádios por conta da música “Pense e Dance”, da novela “Vale Tudo”, de Gilberto Braga, e foi um sucesso absoluto, garantindo ao Barão Vermelho a oportunidade de abrir a turnê de Rod Stewart no Brasil. No ano seguinte, 1989, ainda com a popularidade em alta, o Barão lançou o sétimo disco Barão ao Vivo, gravado em São Paulo, e, nesse mesmo ano, a gravadora Som Livre lançou a coletânea “Os melhores momentos de Cazuza e o Barão Vermelho”, incluindo vários sucessos como “Pro dia nascer feliz”, “Bete Balanço” e muitas outras. Esse álbum tem ainda várias raridades como a música “Eclipse Oculto” (inédita) e “Eu queria ter uma bomba”, música que só era encontrada na trilha nacional da novela “A gata comeu”, exibida em 1985.

Em 1990, depois de constantes desentendimentos, o baixista Dé abandonou a banda, dando lugar a Dadi, ex integrante dos “Novos Baianos” e do “A Cor do Som”. Ao mesmo tempo, Maurício Barros regressa aos teclados da banda, participando como músico convidado dos álbuns e das turnês. Também nesse ano, o Barão grava o disco Na Calada da Noite, mostrando o lado mais acústico do grupo. É nesse álbum que está a música “O Poeta está Vivo”; uma alusão a Cazuza, que morreria alguns meses depois de complicações causada pelo vírus da AIDS.

Ainda em 1990, todos os integrantes da banda são apontados como os melhores de suas categorias, e em 1991, a banda é escolhida, por unanimidade de público e crítica da revista Bizz, como a melhor banda do ano. Em 91 e 92, o Barão Vermelho recebe o Prêmio Sharp de melhor conjunto de rock, e, ainda em 92, são eleitos como a melhor banda do Hollywood Rock daquele ano. O baixista Dadi foi então substituído por Rodrigo Santos.

Em 2001, após apresentar-se no Rock in Rio 3 Por Um Mundo Melhor, os integrantes resolveram dar uma “pausa” na banda a fim de desenvolverem projetos pessoais.

Atualmente

O retorno ocorreu em 2004. O Barão Vermelho se reúne novamente e lança um novo álbum, “Barão Vermelho”, com o puro rock’n’roll do início da carreira, incluindo “hits” como “Cuidado” e “A Chave da Porta da Frente”. No dia 12 de janeiro de 2007, a banda faz seu último show no Rio de Janeiro, antes de nova parada “de férias” – a segunda na década. Seus integrantes passaram a dedicar-se a projetos solo. Antes da segunda parada, a banda lançou um livro sobre sua carreira e do DVD com o histórico show no Rock in Rio I. Não há previsão de retorno, porém alguns integrantes (como o baixista Rodrigo Santos e o vocalista Roberto Frejat) cogitam a volta do Barão aos palcos a partir de 2012.

Discografia

Barão Vermelho (1982)


Barão Vermelho 2 (1983)


Maior Abandonado (1984)


Declare Guerra (1986)

Rock’n Geral (1987)


Carnaval (1988)


Na Calada da Noite (1990)


Supermercados da Vida (1992)


Carne Crua (1994)

Álbum (1996)


Puro Êxtase (1998)


Barão Vermelho (2004)

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