Appetizers – Cultura

15 set

Cinema feito por mulheres

A mostra Feminino Plural chega a Fortaleza com uma seleção de filmes de diretoras, exibidos no Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Produção da cineasta cearense Patrícia Baía, Acabou-se, será exibida hoje

Em 1976, o curta-metragem Feminino Plural, da cineasta carioca Vera Figueiredo, era lançado no Brasil com o desejo de se tornar uma produção audiovisual pioneira da América Latina no trato de questões feministas. A pergunta pela identidade da mulher que já existia no filme estimulou a criação de uma mostra com título homônimo, dentro da programação do 22º Festival Internacional de Curtas de São Paulo, que aconteceu no final de agosto. Parte desta mesma mostra chega hoje a Fortaleza, em programação gratuita que contempla 27 curtas, que serão exibidos até 22 de setembro, no Espaço Unibanco Dragão do Mar.

De acordo com a curadora Beth Sá Freire, a mostra Feminino Plural foi pensada com a vontade de descobrir, por meio dos filmes, quem é a mulher contemporânea. “Não existe uma resposta única. A mulher tem várias funções sociais e os filmes que estão na mostra de alguma forma representam isso”. Em 2001, o Festival Internacional de Curtas de São Paulo já havia organizado uma retrospectiva de produções de cineastas brasileiras. “De lá para cá, surgiu uma geração fabulosa de jovens mulheres fazendo cinema e decidimos criar uma mostra paralela só para exibir estes trabalhos”, acrescenta Beth.

A programação é formada por seis programas de curtas: cinco de realizadoras brasileiras e uma intitulada “Fale Sem Medo”, com filmes que tratam da violência doméstica e que foram exibidos no Festival Expresión em Corto, do México. “São curtas que tiveram uma resposta positiva do público e que apresentam posicionamentos curiosos e originais”, afirma Beth.

O curta cearense Acabou-se, de Patrícia Baía, está contemplado na programação. Exibido no Festival de Cinema de Paulínia 2011 e no Curta Canoa 2010, o filme aborda a trajetória de uma menina, que busca entender sua realidade, ao lado do pai, do tio e do avô. “É uma personagem que deseja as coisas e elas acontecem. Como é criança, ela não tem noção do tamanho destas coisas”, explica Patrícia. O universo infantil já tinha sido tema do seu curta Águas de Romanza, realizado em 2002 em parceria com Glaucia Soares. “Gosto de trabalhar com crianças. Elas tem intuição boa para interpretação, para mostrar sentimentos”, comenta Patrícia.

A curadora Beth Sá Freire indica outros curtas da mostra Feminino Plural: Um Ramo, de Juliana Rojas e Marco Dutra (SP), que apresenta “um fato improvável e curioso, que acontece no universo de classe média de São Paulo”; Handebol, de Anita Rocha da Silveira (RJ), que narra o cotidiano de um “grupo de meninas que gostam de rock, handebol e sangue”; e Espalhadas pelo Ar, de Vera Egito (SP), sobre “garotas que fumam no alto de um prédio, que encontram uma moça infeliz com o casamento”. Depois de Fortaleza, a mostra circula em Salvador e João Pessoa.

SERVIÇO

 

MOSTRA FEMININO PLURAL

Quando: de hoje (15) a 22 de setembro, às 19 horas

Onde: Espaço Unibanco Dragão do Mar (rua Dragão do mar, 41 – Praia de Iracema)

Entrada: grátis

Info.: 3219.2641 / www.kinoforum.org/curtas/2011

 

PROGRAMAÇÃO

 

HOJE (15)

 

L – de Thaís Fujinaga (SP)

 

O mundo de Raul – de Jessica Rodriguez Sanchez e Horizoe Garcia (Cuba)

 

Museu dos corações partidos – de Inês Cardoso (SP)

 

Acabou-se – de Patrícia Baía (CE)

 

AMANHÃ (16)

 

Dez Elefantes – de Eva Randolph (RJ)

 

Espalhadas pelo ar – de Vera Egito (SP)

 

Pedra Bruta – de Julia Zakia (SP)

 

Handebol – de Anita Rocha da Silveira (RJ)

 

Carreto – de Marília Huhes e Cláudio Marques (BA)

 

Um ramo – de Juliana Rojas e Marco Dutra (SP)

 

SÁBADO (17)

 

O filme de Jacco – de Daan Bakker (Holanda)

 

Luchadoras – de Benet Román (México / Espanha)

 

Homem Furioso – de Anita Killi (Noruega)

 

A noivinha – de Leslaw Dobrucki (Polônia)

 

Espere por mim – de Daniel Galo (México)

 

A ordem das coisas – de César e José Esteban Alenda (Espanha)

DOMINGO (18)

 

Joyce – de Caroline Leone (SP)

 

Teresa – de Paula Szutan e Renata Terra Cunha (SP)

 

Sexo e Claustro – de Cláudia Priscilla (SP)

 

Sistema Interno – de Carolina Durão (SP)

 

Estação – de Marcia Faria (SP)

 

Sweet Karolyne – de Ana Bárbara Ramos (PB)

SEGUNDA (19)

 

Olhos de Ressaca – de Petra Costa (SP)

 

Visita Íntima – de Joana Nin (SC)

 

O menino e o bumba – de Patricia Cornils (SP)

 

O nome dele (O Clóvis) – de Felipe Bragança e Marina Meliande (RJ)

 

Duelo antes da noite – de Alice Furtado (RJ)

TERÇA (20)

 

Rio de Mulheres – de Joana Oliveira e Cristina Maure (MG)

 

Menino Aranha – de Mariana Lacerda (SP)

 

Trecho – de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr. (MG)

 

Se meu pai fosse de pedra – de Maria Camargo (RJ)

 

Geral – de Anna Azevedo (RJ)

QUARTA (21)

 

As coisas que moram nas coisas – de Bel Bechara e Sandro Serpa (SP)

 

Cocais, a cidade reinventada – de Inês Cardoso (SP)

 

Instantâneos – de Andrea Capella e Peter Lucas (RJ)

 

Solitário Anônimo – de Debora Diniz (GO)

 

Muito Além do Chuveiro – de Poliana Paiva (RJ)

 

QUINTA (22)

 

Sessão surpresa, com curtas da Mostra Brasil e Panorama Paulista do 22º Festival Internacional de Curtas de São Paulo

 

Por Camila Vieira No Jornal O Povo

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