Cajon de Sastre – Especial Rock in Rio

26 set

Está acontecendo o Rock in Rio pela quarta vez durante os dias 23, 24, 25, 29 e 30 de Setembro e nos dias 1 e 2 de Outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. E eu resolvi aproveita que dia de segunda feira virou dia de falar de música no (N)Ativa e contar a história do evento, principalmente comparar o primeiro com esse de 2011, porque tenho ouvido muita reclamação sobre os artistas escolhidos para o Rock in Rio 2011.

Ontem aliais assisti ao show de duas bandas que tocaram no Rock in Rio, Slipknot e Metallica, domingo foi a noite do metal, acho que foi domingo mais animado que vejo na T.V. depois que esse dia virou sinônimo de Faustão.

Acho que já citei que na minha casa tinha os LPs nacional e internacional do Rock in Rio, achava muito massa ter esses discos e foram através deles que conheci algumas bandas e comecei a curti-las.

Como tudo começou:

Rock in Rio foi realizado pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, Brasil entre 11 e 20 de janeiro de 1985 em área especialmente construída para receber o evento. O local, um terreno de 250 mil metros quadrados que fica próximo ao Rio Centro, em Jacarepaguá, ficou conhecido como “Cidade do Rock” e contava com o maior palco do mundo já construído até então: com 5 mil metros quadrados de área, além de dois imensos fast foods, dois shopping centers com 50 lojas, dois centros de atendimento médico e uma grande infra-estrutura para atender a quase 1,5 milhão de pessoas – o equivalente a cinco Woodstocks – que frequentaram o evento.

A grande fama do evento deveu-se ao fato de que, até sua realização, as grandes estrelas da música internacional não costumavam visitar aAmérica do Sul, pelo que o público local tinha ali a primeira oportunidade de ver de perto os ídolos do rock e do pop internacionais. Roberto Medina realizaria feito semelhante ao trazer o ex-Beatle Paul McCartney ao Rio de Janeiro naquela que foi sua primeira aparição na América Latina, no evento que ficou conhecido como “Paul in Rio” (realizado em 1990, no estádio do Maracanã). Logo depois do fim do Rock In Rio, a “Cidade do Rock” foi demolida por ordem do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. A organização do festival pediu ocupação provisória do terreno, com o intuito de manter a sua posse, após o fim do evento, caracterizando invasão de propriedade pública. No entanto, Brizola decretou sua demolição para efetuar a reintegração de posse do terreno patrimônio do município do Rio de Janeiro.

Os Lps que tanto falo no (N)Ativa:

Eu ia colocar o vídeo da abertura mesmo mas depois que vi um negocio desse, resolvi colocar para algumas pessoas relembrarem e outras conhecerem como funcionava o Toca Disco:

E aqui a propaganda da época:

Link com show de algumas bandas que tocaram no Rock in Rio de 1985.

http://www.youtube.com/watch?v=xkGU4-3SKyc

Quem estava presente:

Rock in Rio I

  • AC/DC: O grupo australiano exigiu como condição para poder tocar no festival usar um sino de meia tonelada, tocado pelo vocalista Brian Johnson na canção “Hells Bells”. O aparato veio de navio, porém, era muito pesado para a estrutura do palco, obrigando um dos cenógrafos do festival a fazer, secreta e apressadamente, um sino de gesso para a ocasião. A banda interrompeu as gravações do discoFly on the Wall, que seria lançado meses depois, para tocar no festival, como parte da turnê do disco Flick of the Switch (1983). O encerramento do show foi marcado pelo disparo de dois canhões, um de cada lado do alto do palco, em “For those about to rock”.
  • Os Paralamas do Sucesso: O trio carioca de rock brasileiro foi considerado a grande revelação do festival promovendo o seu segundo disco, O Passo do Lui. Convidados de última hora, não puderam convidar banda de apoio ou construir cenário – a decoração era apenas um vaso com uma palmeira. Durante o show, criticaram a plateia que vaiou as outras bandas brasileiras e homenagearam a ausência de bandas paulistas no evento executando “Inútil”, do Ultraje a Rigor. O show do dia 16 foi lançado em DVD em 2007 com o título Rock in Rio 1985.
  • Iron Maiden: Os integrantes da banda consideram sua aparição no evento uma das experiências mais marcantes de suas carreiras. Parte da turnê World Slavery Tour 84/85, do disco Powerslave (1984), tocou para 200 mil pessoas. A banda foi a única estrangeira a fazer um único show, ao invés de dois. O show foi incluído na versão em DVD do vídeo Live After Death.
  • Barão Vermelho: No show do dia 15, o quinteto carioca foi o único grupo brasileiro que não foi vaiado e conseguiu arrancar aplausos dos fãs de heavy metal interessados nos shows de AC/DC e Scorpions. No mesmo dia, ocorria em Brasília, no Colégio Eleitoral, a eleição presidencial indireta que escolheu Tancredo Neves como novo presidente, dando um grande passo na redemocratização do país. O palco e a plateia contavam com várias bandeiras do Brasil. O então guitarrista e atual vocalista Frejat subiu ao palco usando uma calça verde e uma camisa amarela, e a banda fechou o show tocando “Pro Dia Nascer Feliz”, com o coro uníssono da platéia no refrão. No show do dia 20, o Barão tocou uma canção inédita feita por Cazuza em parceria com Lobão, intitulada “Mal Nenhum”, que seria gravada pelo próprio Cazuza em carreira solo, e também a música “Um Dia na Vida” (Cazuza/Maurício Barros) que ainda era inédita e foi gravada no 4º LP do Barão (em 1986, porém, sem Cazuza, e é por isso que a versão dela no “Rock in Rio” já é mais rara, ao contrário de sua versão no LP Declare Guerra, com o vocal de Roberto Frejat). O show do dia 15 lançado no LP e CD ‘Barão Vermelho ao Vivo em 1992, sendo posteriormente relançado como CD e DVD em 2007, com o título Rock in Rio 1985. O grupo promovia o seu terceiro disco, Maior Abandonado.

  • James Taylor: O cantor enfrentava dependência de drogas e o divórcio da também cantora Carly Simon. Taylor declarou que pensava em abandonar a carreira logo após o Rock in Rio I, do qual participaria apenas por compromisso contratual. O cantor declarou-se, porém, comovido com a inesperada recepção do público, e ali decidiu que retomaria as rédeas de sua carreira. Em homenagem ao ocorrido, Taylor compôs a balada “Only a Dream in Rio” (Apenas um sonho no Rio), na qual declama versos como “I was there that very day and my heart came back alive” (“Eu estava lá naquele dia e meu coração voltou à vida”). Anos mais tarde, ao ser convidado para participar da terceira edição do evento, em 2001, Taylor declarou que para ele era “questão de honra” participar do Rock in Rio.
  • Ivan Lins: Para o cantor, o festival representou o ápice da sua carreira. Ele quase perdeu a voz durante sua apresentação no evento e pediu o apoio da plateia na performance de suas canções. Na época do festival, Ivan Lins era fumante e numa entrevista recente, ele disse que suspeitou que a quase perda da sua voz no evento teria sido causado pelo cigarro e, por isso, ele parou de fumar.
  • Ozzy Osbourne: Ozzy veio promover seu disco de 1983, Bark at the Moon. No que foi qualificado como “falha de organização”, sua apresentação foi marcada logo antes da de Rod Stewart. Ao assistir dos bastidores a passagem de som do cantor escocês, Osbourne disse haver pensado que seria vaiado e expulso do palco, pois seu estilo era diametralmente oposto ao do ex-vocalista do The Faces, e não acreditava que fãs do primeiro pudessem apreciar sua música. O contrato de Ozzy incluía uma cláusula proibindo-o de comer qualquer tipo de animal vivo no palco, em referência ao famoso episódio em que Osbourne decapitou um morcego a dentadas em um show de 1982; um fã atirou uma galinha no palco, e Ozzy a deu para seus roadies. Ozzy também se apresentou usando uma camisa doFlamengo (presente dado por um fã) – o momento chegou a virar capa de revista no Brasil. Outro momento marcante do show foi o solo de bateria sem baquetas de Tommy Aldridge.
  • Pepeu Gomes: Mesmo encontrando uma plateia hostil com a maior parte dos artistas brasileiros, Pepeu foi ovacionado e reconsagrado. Pepeu considera o Rock in Rio como um dos maiores momentos de sua carreira, pois abriu novas portas para uma carreira no exterior. Após o show Pepeu foi cumprimentado por John Sykes, guitarrista do Whitesnake.
  • Queen: Estrelas máximas do evento, todos os integrantes do Queen concordam em qualificar aquela apresentação como uma das cinco mais emocionantes do grupo, e Freddie Mercuryqualificava a execução da canção “Love of My Life” como a melhor jamais feita pela banda. Na época, o grupo inglês estava na turnê do disco The Works.
  • Rod Stewart: Com sua característica voz rouca, Rod fez a plateia cantar com ele.
  • Scorpions: Os alemães vieram promover a turnê do disco Love at First Sting. No show do dia 15, o vocalista Klaus Meine pegou uma grande bandeira do Brasil e a tremulou. No show do dia 19, o guitarrista Matthias Jabs usou uma guitarra parecida com a que está no logotipo do festival e com pequenas bandeiras do Brasil estampadas nela. A banda filmou a visita ao Rio e algumas imagens foram editadas no videoclipe da versão ao vivo de “Still Loving You” (que na época era parte da trilha sonora da novela Corpo a Corpo), lançada no disco World Wide Live, seis meses depois do show.
  • Yes: O Yes realizou o sonho de muitos roqueiros brasileiros, mostrando ao vivo seu eletro sinfônico de rock progressivo, realçado por incrível iluminação e algumas aparições de laser durante as músicas. A banda inglesa promovia o disco 90125, lançado em 1983 e que tinha o megahit “Owner of a Lonely Heart”.
  • Whitesnake: A banda liderada por David Coverdale foi chamada às pressas para o festival, no lugar do Def Leppard, que cancelou a participação devido aos atrasos na gravação do álbum Hysteria (que seria lançado em 1987), agravados pelo grave acidente sofrido pelo baterista Rick Allen na noite do Ano Novo de 1985, que teve o braço esquerdo amputado. Coverdale reformulou a banda às pressas, pois só restou o baterista Cozy Powell, que fez parte da formação do disco Slide It In (1984). O álbum mencionado é conhecido pelas canções “Guilty Of Love”, “Slow An’ Easy” e “Love Ain’t No Stranger”, a última conhecida no Brasil devido à sua execução em uma campanha publicitária dos cigarros Hollywood.

Rock in Rio 2011

Em 2011, acontece a quarta edição do festival no Brasil, após dez anos da terceira edição. Inicialmente previsto para 2014, para coincidir com o ano da Copa do Mundo FIFA de 2014, que será realizada no Brasil, seu lançamento foi adiantado em três anos, a pedido da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Acho que esse ano misturaram muito as coisas, mas o primeiro Rock in Rio não teve só bandas de rock, teve pop também.  O que acho mais estranho é o evento ter o mesmo nome fora do Rio. Pelo menos vamos aproveitar o que presta do Rock in Rio.

Palco Mundo

23 de setembro [11]

  • 19:00 – Show de Abertura (Paralamas do Sucesso, Titãs, Milton Nascimento, Maria Gadú e Orquestra Sinfônica Brasileira)
  • 20:10 – Claudia Leitte
  • 21:40 – Katy Perry
  • 23:10 – Elton John
  • 00:50 – Rihanna

24 de setembro

  • 19:00 – Nx Zero
  • 20:10 – Stone Sour
  • 21:40 – Capital Inicial
  • 23:10 – Snow Patrol
  • 00:50 – Red Hot Chili Peppers

25 de setembro

  • 19:00 – Glória
  • 20:10 – Coheed and Cambria
  • 21:40 – Motörhead
  • 23:10 – Slipknot
  • 00:50 – Metallica

29 de setembro

  • 19:00 – Legião Urbana (participação especial da Orquestra Sinfônica Brasileira)
  • 20:10 – Janelle Monáe
  • 21:40 – Jamiroquai
  • 23:10 – Ke$ha
  • 00:50 – Stevie Wonder

30 de setembro

  • 19:00 – Marcelo D2
  • 20:10 – Jota Quest
  • 21:40 – Ivete Sangalo
  • 23:10 – Lenny Kravitz
  • 00:50 – Shakira

1 de outubro

  • 19:00 – Frejat
  • 20:10 – Skank
  • 21:40 – Maná
  • 23:10 – Maroon 5
  • 00:50 – Coldplay

2 de outubro

  • 19:00 – Detonautas
  • 19:50 – Pitty
  • 21:40 – Evanescence
  • 23:10 – System of a Down
  • 00:50 – Guns N’ Roses

Palco Sunset

23 de setembro – Dia Pop

  • 14:30 – Móveis Coloniais de Acaju, Orkestra Rumpilezz e Mariana Aydar
  • 15:35 – Ed Motta, Rui Veloso e Andreas Kisser
  • 16:45 – Bebel Gilberto e Sandra de Sá
  • 18:00 – The Asteroids Galaxy Tour e The Gift

24 de setembro – Dia Rock

  • 14:30 – Marcelo Yuka, Cibelle, Karina Buhr e Amora Pêra
  • 15:35 – Tulipa Ruiz, Nação Zumbi e F292
  • 16:45 – Milton Nascimento e Esperanza Spalding
  • 18:00 – Mike Patton / Mondo Cane e Orquestra Sinfônica de Heliópolis

25 de setembro – Dia Metal

  • 14:30 – Matanza e BNegão
  • 15:35 – Korzus e The Punk Metal Allstars
  • 16:45 – Angra e Tarja Turunen
  • 18:00 – Sepultura (banda) e Les Tambours du Bronx

29 de setembro

  • 14:30 – Marcelo Jeneci e Curumin
  • 15:35 – Baile do Simonal e Diogo Nogueira + Davi Moraes
  • 16:45 – Afrika Bambaataa e Paula Lima
  • 18:00 – Joss Stone

30 de setembro

  • 14:30 – Buraka Som Sistema e Mixhell
  • 15:35 – João Donato e Céu
  • 16:45 – Cidade Negra, Martinho da Vila e Emicida
  • 18:00 – Monobloco e Macaco

1 de outubro – Dia Rock Alternativo

  • 14:30 – Cidadão Instigado e Júpiter Maçã
  • 15:35 – Tiê e Jorge Drexler
  • 16:45 – Zeca Baleiro e Lokua Kanza
  • 18:00 – Erasmo Carlos e Arnaldo Antunes

2 de outubro de 2011

  • 14:30 – The Monomes e David Fonseca
  • 15:35 – Mutantes e Tom Zé
  • 16:45 – Titãs e Xutos & Pontapés
  • 18:00 – Marcelo Camelo e The Growlers
Fonte de pesquisa http://pt.wikipedia.org
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