Eu Vivo Mal Humorada

19 out

Estive esse fim de semana assistindo uma série que achei muito interessante, calma você não está na coluna errada, vou falar sobre o peso das escolhas e comecei o post citando o seriado Being Erica, porque esse seriado trata exatamente disso do peso de nossas escolhas em nossa vida. Vou só introduzir um pouquinho da sinopse para quem não conhece a série. Erica é uma jovem de 30 e poucos anos que resolve fazer terapia. Seu analista utiliza um método surreal para ajudá-la a corrigir os erros que Erica diz ter cometido no passado. Você nunca desejou ter uma chance de voltar no tempo e fazer diferente algo que você considerou ser uma grande burrada? Pois é, Erica tem esta chance.

Tem um ditado que diz: Se arrependimento matasse eu tava mortinha(o). Muita gente já deve ter dito isso em algum momento da vida, mas ninguém pode voltar atrás e mudar o que foi dito, feito. No máximo podemos tentar corrigir essas escolhas erradas aqui mesmo, no presente. Procurar através dos erros nossos ou dos outros não cometer o mesmo erro.

Interessante que no momento aquilo lhe parece a coisa mais certa a fazer, a atitude mais coerente. Só que ninguém tem bola de cristal para saber que aquela escolha vai acarretar num desfecho indesejado. Você pode acabar pagando pelo resto da vida porque não tomou um caminho diferente. Não que isso seja um praga, mas muitas vezes ficamos travados por conta de certas escolhas que fazemos, isso é fato. Podemos imaginar nossa vida como uma estrada, adoro metáforas, e vai surgindo caminhos novos durante essa caminhada. Dai você sozinho tem que escolher que caminho vai te levar aos seus objetivos, pode até pedir informações (conselhos) e talvez nem as sigas, no fim ou você consegue ou se perde em emaranhado de escolhas erradas.

E nem venha me dizer que é fácil fazer escolhas, porque quando escolhemos algo temos sempre que abdicar de outras centenas de coisas e isso tem peso enorme em nossa bagagem espiritual. Mesmo para quem não acredita em Karma ou em Deus, no minimo sente arrependimento e frustração por ter deixado algo de lado que faria uma diferença enorme na sua vida. Agora lhes convido a pensar bastante em sua vida, vamos parar e procurar refletir sobre nossas escolhas. Quero que vocês lembrem de certas escolhas que hoje vocês gostariam muito de não ter tomado esse caminho, tido essa atitude ou dito aquilo. Escolhas que te fizeram perder uma amizade, uma boa oportunidade de emprego, um amor, um aumento, conhecer um lugar lindo, vitórias que poderiam ter acontecido. Não estou querendo deprimir ninguém, quero fazer um exercício com vocês, agora pensem, realmente não se pode remediar isso?

Será que é tarde demais para voltar a trás e consertar o estrago? “Pra seguir em frente às vezes é preciso dar um passo pra trás.” Frase do seriado Being Erica. Agora lhes pergunto de novo, será que não podemos mesmo dar o braço a torcer e ir se desculpar com aquele amigo, buscar novos horizontes profissionais, tomar coragem e falar com chefe mostrando seus atributos para empresa, deixar de comodismo e ir conhecer novos lugares e sobre o amor lutar por ele (se valer a pena, como tudo citado na lista)? Mas tenho que deixar claro que como você, as outras pessoas também fazem escolhas e você só pode mudar o que depende de você, o que lhe cabe. Não podemos fazer escolhas pelos outros. (estão ouvindo pais?!).

Se você já tentou e nada deu certo, paciência, tente se perdoar e seguir em frente. Afinal sua vida com certeza não é um monte de erros. E como disse antes, têm coisas que não depende exclusivamente de nossa boa vontade. É necessário o outro também querer e o que importa é que você tentou. O bom de tudo é que o tempo é o melhor remédio, sempre há momento certo para tudo e as coisas mudam. Acho extremamente importante essas três frases, se paramos para prestar atenção elas estão sempre regendo nossa vida.

Todo mundo fresca com as frases filosóficas de Pedro Bial no Big Brother mas acabei lendo uma dele sobre escolhas e dividimos a mesma opinião. Gostei muito e vou colocar aqui.

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: “Nós somos a soma das nossas decisões”.

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar “minha vida”. 

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços…

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua…!

 – Pedro Bial

Acho que ele disse tudo, mas para completar meu texto só quero deixar claro que nossas escolhas certas são como vitórias, a vida não é difícil, irônica as vezes mas nós que muitas vezes complicamos. Nada acontece por acaso, tudo é a somatória de nossas escolhas que nos levam exatamente a aquele determinado momento de nossa vida. Bacana isso né? E assustador também. E agora sabendo que somos a soma de nossas escolhas deu até um frio na barriga com o peso de tanta responsabilidade, né? Mas calma, como disse o  físico Leonard Mlodinow em um trecho de seu livro (O Andar do Bêbado) “A capacidade de tomar decisões e fazer avaliações sábias diante da incerteza é uma habilidade rara. Porém, como qualquer habilidade, pode ser aperfeiçoada com a experiência.”  Recomendo mesmo ler esse livro, vou colocar a sinopse do livro no fim do texto. Espero que eu tenha feito vocês refletirem sobre suas escolhas e sobre seu olhar sobre esse lance de destino e tirar também a culpa que gostamos de colocar nos outros por nossos erros. Temos que assumir a responsabilidade de nossas ações, isso se chama amadurecer!

O Andar do Bêbado –  Leonard Mlodinow

Não estamos preparados para lidar com o aleatório – e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em diferentes âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta ferramentas para identificar os indícios do acaso. Como resultado, ajuda o leitor a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que ele não pode controlar.

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13 Respostas to “Eu Vivo Mal Humorada”

  1. Carol Oliveira 29/02/2012 às 05:16 #

    Ótimo… Estimulante de reflexão…
    Como já disse antes, vc é minha escritora preferida!

  2. Tasha de Oliveira 21/10/2011 às 02:57 #

    Show lindona. Parabéns!

  3. Neylinha 20/10/2011 às 12:26 #

    Ótima matéria e ótimo seriado…curto muito Being Érica. Parabéns!!!

  4. Adriano Macedo 20/10/2011 às 00:10 #

    Esse livro parou na minha mão na semana passada. Interessante.

  5. Carminha 19/10/2011 às 21:42 #

    Adoreiii, cunhadinhaaa!!! Vc escreve muito bem.

  6. Raquel Dias (@Shiitaara) 19/10/2011 às 19:40 #

    Muito bom o texto

  7. Cristiane Oliveira 19/10/2011 às 17:58 #

    Poxa Adorei a materia esta de Parabens !!

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