Eu Vivo Mal Humorada

9 nov

Cara! Eu senti uma nostalgia da época em que eu morava na Barra do Ceará, tem tanta história legal para contar daquele tempo. Eu fui morar lá entre 84 e 85 e comecei a estudar num colégio do bairro chamado Instituto Educacional Presidente Médici, fiz da 1ª à 6ª série lá. A farda era uma jardineira com a saia com dobrinha (estilo clássico colegial) azul e blusa branca. Nesse tempo eu tinha o cabelo curto e era gordinha (sofri muito por causa disso, as crianças são cruéis em questão de apelidos). Apesar de eu ter sido criança na década de 80, sou louca por essa época. Curti muito minha infância e adolescência não tenho do que reclamar.

E Falando do passado, lembrei das brincadeiras da minha infância, a gente gostava de brincar na rua. Pular Corda, Elástico, Bandeira, Sete pecados, Carimba, Esconde-Esconde, Amarelinha, Vôlei, Andar de bicicleta (até hoje eu não aprendi), Cobra-Cega, Cirandinha, Pique – Esconde, Jô Acoca, e outras que eu não me recordo agora. Era um barato correr até cansar, quando a gente é criança tem muito pique, diferente de hoje em dia, que nosso fôlego não é o mesmo. Na escola as brincadeiras eram outras, tinha a Homem pegar Mulher e Mulher pegar Homem (essa era clássica, a turma formava um grupo com meninos e outro com meninas e cada um na sua vez tinha que capturar os outros do grupo rival), tinha uma que o pessoal já brincava na 2ª série que se chamava Beija-Flor (o objetivo era beijar) e Pega-Pega.

Nessa época eu e as meninas também brincávamos de boneca na casa da Perla, no forro da casa dela, era muito legal! A gente fazia uma casa completa de bonecas (brincávamos com a Barbie e Suzi) ou com bonecas grandes (como o Meu Bebe e a Quem-me-quer). Nós brincamos mais ou menos até os 14 anos, depois começamos a sentar na calçada a noite para conversar. Saiamos às 5 horas da tarde e ficávamos até terminar a novela das 8 horas. Teve uma época também que a gente tomava banho de piscina (aquelas piscinas de plástico montáveis) na casa da Perla, eu como na minha casa compartilhava o muro com a casa dela, eu apenas pulava para ir para lá e a gente levava o almoço de casa e passava o dia na casa dela, também já tomamos banho num tanque que tinha na casa da Tati e tomávamos banho de chuva também.

Quando já estávamos maiorzinhas brincávamos de Escolinha (mamãe até comprou uma lousa para mim, nem imaginava que um dia eu daria aula particular). Já brinquei também com meus primos (que vieram de Brasília) de futebol, Guerra de Carrapicho e de barro, além de depois jogar Vídeo Game com eles (o famoso Atari, Arcádia e Dinavigion). Até hoje adoro jogar Vídeo Game (depois passei para Máster Sister, Nintendo e Mega Drive), joguei muito Enduro, Megamania (adoro esse), Superman, Athantis (do Atari) e Castler of Ilusion, Mário, Sonic, Alex Kid, Carmem Sandiego e etc. Meu pai na década de 80 comprou um computador que se chamava Hotibite MSX, tinha que programar manualmente, era engraçado, tinha só o teclado e a gente ligava na televisão que nem os vídeo games, salvava os arquivos numas fitas cassetes e tinha entrada para cartuchos. Bom tempos aqueles!

Tinha os jogos de tabuleiro, como Banco Imobiliário, Jogo da Vida, Ludo, Cara a Cara, Quina, Scothland Yard, Sem Censura, Blefe de Mestre, Máster, Caça Moedinha Número Um (da Disney), além dos jogos como Pula Pirata, Cara Maluca e o Imagem e Ação que foi mais recente. Sei que esses jogos foram todos relançados, que bom!

E a primeira vez que fui ao cinema com certeza foi para ver um filme dos Trapalhões (apesar de não lembrar o ano e nem o filme), mas filme estrangeiro foi em 85 o De Volta para o Futuro, com promoção da Pespi e tudo mais. Em falar nisso os refrigerantes da época eram Teem (lembra? Provoque sua sede até não agüentar mais, TEEM, para a pior sede”), Guaraná Brama, Taí, Brama Limão, Wilson, Grapette, fora os que tem hoje em dia. Ah! lembrei de uns brinquedos: Lango-Lango, Pogoboll, Vai e Vem (duas cordas e uma bola oca no meio e a gente tinha que abri os braços para ela ir pra lá e pra cá), Pipoqueira da Estrela, Mini Maquina de costura e a Gelecá. É, tem muita coisa.

Sei que a coluna do Eu Vivo Mal Humorada é para falar do que me tira do sério, mas ultimamente estou de bem com tudo. Então porque não falar do que nos deixa feliz também né? Como dizem, relembrar é viver e estou vivendo intensamente todas as oportunidades que tem me surgido. Acho que esse post é mais uma forma de agradecer a vida maravilhosa que Deus me deu. Fui uma criança muito feliz de verdade, curti muito minha infância. Foi sem duvida uma época mágica e se tiver filhos, quero proporciona-los o mesmo, fico triste quando vejo que hoje as crianças amadurecem muito cedo.

Queimam etapas, não tenho nenhuma inveja delas, mesmo com toda essa tecnologia e brinquedos mirabolantes, elas perderam o melhor que era as brincadeiras de rua, a segurança que nós tivemos. Quando meu irmão mais novo nasceu, decidir leva-lo para o interior quando pequeno, para ele tivesse a mesma oportunidade que tive de correr nos quintais e subir em árvores para comer a fruta no pé, tomar banho de açude e tudo mais. Pelo menos as crianças do interior ainda tem essa sorte de serem livres. Vou colocar o vídeo do Refrigerante Teem, assim quem conhece relembra e quem não conhece, fica sabendo do que se trata.

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