Post Fashion

9 nov

 

Então gente, dando continuidade ao histórico da lingerie hoje eu falo da calcinha. Sim! Essa peça tão importante do vestuário feminino que é responsável diretamente pela proteção e conforto de nossas partes íntimas. Por mais que eu resuma, a história dessa peça é muito extensa, então vou dividi-la em duas partes. Começando com relatos de estudiosos que afirmam ser do ano 40 antes de Cristo, em Roma, os primeiros registros da calcinha. Eles contam que ela era uma espécie de fralda que era amarrada ao corpo da mulher para proteger a região íntima.

No final do século XVIII, as mulheres não usavam nada por baixo de suas longas e fartas saias, apenas uma camisola simples, até porque as ceroulas eram peças exclusivamente do vestuário masculino e a mulher que ousasse usar era tachada de libertina e de moral duvidosa. Mas em 1800 a calcinha finalmente foi incorporada ao guarda-roupa feminino, só que ainda timidamente, pois as mulheres da época mal possuíam duas peças de baixo. Só quem era obrigada a usa-las eram as esposas dos cruzados que as usavam blindadas! Por que será? As cortesãs usavam as calças bordadas e as atrizes e bailarinas usavam por decreto de lei! Fora essas, as mulheres usavam a peça opcionalmente.

O primeiro calção feminino chamou-se pantallon e podia chegar até os tornozelos, o tecido era da cor de carne, e ele foi inspirado nas ceroulas masculinas. Eles eram de dois modelos, um que tinha abertura entre as pernas, na verdade consistia apenas em duas pernas amarradas a uma cinta na cintura da mulher, e o outro tinha uma abertura nas costas que era chamado de porta de alçapão, porque abria por trás quando as mulheres iam fazer suas necessidades.

Já em 185, quando Isaac Singer patenteou a máquina de costura ficou mais fácil de fabrica-las, pois até então as calcinhas eram feitas a mão o que dificultava muito as coisas. Por volta do século XX aparecem as anáguas calças, precursoras do caleçon, criado na França.

Ao final da Primeira Guerra, as peças íntimas ficaram menores e mais leves e ganharam novas cores, as calçolas foram abandonadas e no seu lugar ficaram as directoires, calcinhas fechadas com elástico na cintura e nas pernas, indo até os joelhos. Já na época da segunda guerra as mulheres sofreram muito com a restrição da compra de tecidos, então tiveram que desmanchar roupas antigas feitas de lã para fabricar suas próprias calcinhas, haja criatividade!

Bem termino aqui nossa primeira parte, quem se interessou e quiser saber mais dou a dica do livro: Por baixo do pano de Rosemary Hawthorne, editora: Matrix, 2009. É um livro bom, pra quem quer conhecer a história dessa peça cheia de sedução mais a fundo… 

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