Appetizers – Cultura

13 nov

Passei o fim de semana todo ouvindo falar do SWU, e confesso que não sabia do que se tratava, mas por curiosidade e por achar que alguém podia se sentir como eu, resolvi pesquisar sobre assunto e publicar aqui o que é.

 

O Que é SWU?

Você já deve ter ouvido falar sobre o Protocolo de Quioto, a Conferência de Copenhague e de reuniões entre países para reduzir a emissão de gases poluentes, certo? Mas, quantas pessoas já leram algum desses acordos – e mais: o que isso tudo tem a ver com a sua vida?

Sim, essas grandes conferências e decisões são muito importantes. O problema é que, vendo as coisas acontecendo lá longe, na TV ou no jornal, parece que tudo está além de nosso alcance, que não podemos fazer nada para ajudar. Ok, o planeta tem que ser mais sustentável, mas, o que nós temos a ver com isso?

O SWU (Starts With You – Começa Com Você) é um movimento de conscientização em prol da sustentabilidade que tem o intuito de mobilizar o maior número possível de pessoas em torno da causa, mostrando que, por meio de pequenas ações, com simples atitudes individuais do seu dia a dia, é possível ajudar a construir um mundo melhor para se viver. O movimento nasceu da iniciativa de Eduardo Fischer, presidente do Grupo Totalcom, e parte da convicção de que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças.

Não poder resolver os grandes problemas do noticiário não significa que você está de mãos atadas. A primeira coisa que você pode fazer para salvar o planeta é fazer alguma coisa. Simples assim. Mude hábitos, mostre que é possível e, desta forma, contagie aquele que está aí, do seu lado. Começa com você!

Se quiser saber mais entre no site oficial:

http://www.swu.com.br/

 

Programação

A segunda edição do festival SWU começa no próximo sábado (12) e se estenderá até segunda-feira (14). O SWU vai levar cerca de 210 mil pessoas para Paulínia, no interior de São Paulo, durante três dias. São 71 atrações divididas em quatro palcos, os principais são Consciência e Energia, o New Stage e o eletrônico Greenspace.

Tendo Os Muppets como mestres de cerimônia do festival, os destaques do line up são Kanye WestBlack Eyed Peas, Snoop DoggDuran DuranFaith no More e Alice in Chains. Como é impossível ver todos os shows do festival, o Rock ‘n’ Beats descreve os shows mais legais do festival e te ajuda a escolher o que assistir neste feriado prolongado.

DIA 12

(15h – 15h50) Se 2011 é o ano do rap, Emicida, ao lado de Criolo, é um dos principais representantes do estilo no Brasil. Faturando o prêmio de Artista do Ano no VMB, premiação anual da MTV Brasil, Emicida está em evidência com o lançamento de novas faixas e projetos inovadores, e um grande festival não é novidade para o rapper – em 2011 ele acrescentou ao seu currículo o californiano Coachella, em abril, e oRock In Rio, ao lado de Martinho da Vila e Cidade Negra.

O QUE ESPERAR?: Já é certo que Emicida irá levar muitos fãs para a sua apresentação no SWU. E eles estarão lá para cantar faixas como Então Toma!Rua Augusta e Triunfo, e também para acompanhar os improvisos que ele faz em palco. Por se tratar de uma apresentação bastante especial, pode ser que o rapper conte também com convidados especiais, como Projota ou até mesmo a banda NxZero, com quem conta a faixa Só Rezo 0.2. (Izadora Pimenta)

Emicida – Rua Augusta


(15h15 -16h15) Um mergulho tropical e jovem num mar de synths e batidas de veraneio: Essa frase traduz o som que o Copacabana Club nasceu pronto pra tocar. Os curitibanos que já fazem sucesso desde o lançamento de seus singles soltos e sua explosão em 2009, quando indicados a Artista Revelação no VMB. Já veteranos em festivais tanto brasileiros como o Planeta Terra Festival e MECA como na gringa, que passaram pelo South by Southwest (SXSW).

O QUE ESPERAR?: Após muito tempo trabalhando em algumas faixas, a banda liberou esse na metade desse ano o seu primeiro álbum, o Tropical Splash. Além dos grandes sucessos da banda que já estão na boca de todos os indiegenas como Just Do It, King of The Night, Come Back e Mrs. Melody, a banda promete tocar também um do seus novos singles de trabalho, Backyard, assim como faixas também já conhecidas como Sex Sex Sex e It’s Us. (Fernando Galassi)

Copacabana Club – Just do It

(16h15 – 17h15) Em 2008, Miranda Kassin começou a apresentar no Studio SP, no hype Baixo Augusta de em São Paulo o espetáculo cover dos hits da cantora Amy Winehouse, chamado I Love Amy. JáAndré Frateschi tornou-se residente da mesma balada liderando o grupo “Heroes”, focada nos repertórios de David Bowie e Tom Waits. Em 2011 eles uniram forças e se inspiraram no ambiente para lançar o projeto Hits do Underground, com músicas de artistas indies brasileiros.

O QUE ESPERAR: Como se estivessem no Baixo Augusta, o show de Miranda Kassin e André Frateschi deve ter repertório focado no disco lançado em pela dupla este ano, com músicas de nomes do underground indie. Músicas de Curumin, Wado, Rubinho Jacobina, Wander Wildner e Mombojó não devem faltar do repertório do show. Músicas dos trabalhos covers de ambos devem constar do setlist. (Davi Rocha)

Miranda Kassin & André Frateschi – Dê

(17h15 – 18h30) O duo nova iorquino que define seu estilo como dance punk também chega a Paulínia nesse dia 12 pra animar com suas canções repletas de sintetizadores alegretes, auto tunes bem sincronizados e percussões próprias pra dançar. Matt & Kim são conhecidos pela ousadia bem humorada em seus shows e também em clipes como o de Lesson Learned em que ficam completamente nus em plena Times Square!

O QUE ESPERAR?:  Boa parte das músicas que serão tocadas deverão fazer parte do seu último álbum lançado no ano passado, o Sidewalks: Se prepare pra cantar e dançar ao som de Cameras, Block After Block Good for Great, fica a torcida pra rolar Wires também. Além dessas, a banda tem o costume de tocar outros hits de álbuns passados como as faixas Yea Yeah, Daylight e Grand. A quem já tenha pesquisado deve saber que Kim tem o costume de fazer uma booty dance no meio da platéia, a plenos pés equilibrados nas mãos de seus fãs, a diversão promete ser garantida nesse show. (Fernando Galassi)

Matt & Kim – Cameras

(18h30 – 19h45) Tyler The Creator, revelação no último VIdeo Music Awards, é um garoto de 20 anos que carrega nas costas o coletivo Odd Future Wolf Gang Kill Them All – ou simplesmente Odd Future– trazendo a ascensão de um estilo que vem sendo chamado de “rapster”. Andando junto à música alternativa, o coletivo se destacou em meio ao hype.

O QUE ESPERAR?: Pode-se esperar tudo de uma apresentação do Odd Future. Sem freios, inovadores, cheios de lançar tendências. Como vêm ao Brasil com sua formação completa, é bem provável que os singles de Tyler, como Yonkers e Sandwiches, ganhem mais destaque no setlist – não muito comprido – do que as mixtapes coletivas. Mas só indo ao palco New Stage no dia 12 para conferir de fato. (Izadora Pimenta)

Tyler The Creator – Yonkers

(20h30 – 22h) O músico, produtor e eterno líder do falecido LCD Soundsystem trás ao SWU seu DJ Set. Considerado por muitos um gênio, Murphy está atualmente em uma turnê mundial solo, ou seja, você não pode perder isso (ainda mais se você perdeu a última passagem do LCD Soundsystem pelo Brasil). Além de produtor e mentor do LCD, ele é co-fundador da DFA Records (Death From Above), selo respeitadíssimo que revelou nomes como The Rapture e Hot Chip.

O QUE ESPERAR?: Em seu set, você pode esperar clássicos da música eletrônica e do rock, comoKraftwerkGrandmaster FlashTalking Heads, entre outros, misturados a hits atuais do rock, britpop e musica eletrônica alternativa. E se você é fã de LCD, anime-se: são grandes as chances de você ouvir algumas das obras primas da banda, como Drunk GirlsYou Wanted a Hit e Daft Punk is Playing at my House. Se eu fosse você, não perdia, porque com certeza vai ser uma das melhores apresentações da Tenda Heineken. (Guilherme Alves)

James Murphy – Prévia de seu Dj Set

(21h30 – 22h35) Junte a rima firme, trabalhos precisos com parcerias de destaque, um tanto de polêmica e arrogância e você tem um dos maiores rappers da atualidade: Kanye West. Radicado em Illinois, Kanye coleciona incontáveis hits em sua estante, tanto de faixas próprias quanto de uniões com os artistas do seu convívio com rappers como Jay-Z, até aos mais inusitados como Bon Iver.

O QUE ESPERAR?: Devido ao lançamento recente do álbum Watch The Throne junto ao magnata Jay-Z, boa parte da setlist terá foco no trabalho que foi elogiado pela crítica e público, contando com faixas como Otis, Welcome to The Jungle e Niggas in Paris. Fique preparado também para ouvir parte do polêmico álbum solo My Beautiful Dark Twisted Fantasy, que teve sua arte vetada nos Estados Unidos. Espere por Monster, Runaway e torça por All of The Lights. As faixas mais antigas também tem vez, venha com Heartless, Stronger, Gold Digger e Jesus Walks na ponta da língua, porque são tiro certo nesse show. (Fernando Galassi)

Kanye West – Heartless

DIA 13

(14h30 – 15h15) Junte guitarras, sanfonas, dubstep e rock ‘n’ roll com um toque paulistano. Esse é o resultado da banda Apolonio, que lançou seu álbum de estreia, Stand Your Ground, neste ano. Antes uma dupla, Pablo e Mairena recrutaram um pessoal para tocar seu som ao vivo, e é esta formação que será vista no dia 13 de novembro, lá no palco New Stage do SWU.

O QUE ESPERAR?: Com uma apresentação embasada em seu único álbum, a Apolonio manda faixas como Titi Is A GirlAirport Lights e um cover de The ClashTrain In Vain, presente na tracklist de Stand Your Ground. Resta saber como será que a banda, acostumada com casas como o Studio SP, irá se portar nos palcos de um grande festival. (Izadora Pimenta)

Apolonio – Titi Is a Girl

(15h15 – 16h) Destaque entre os artistas da cena independente brasileira, a banda Sabonetes já está acostumada a enfrentar um grande público – já fizeram a abertura de shows de nomes grandes da música pop por aqui, como Skank e Jota Quest. Com um álbum de estreia e começando a pensar em um segundo trabalho, já carrega consigo uma sólida base de fãs que poderá marcar presença no palco New Stage para vê-los.

O QUE ESPERAR?: O quarteto de Curitiba costuma fazer uma apresentação bastante enérgica. Os hits vindos do primeiro e único álbum, homônimo, são de fácil assimilação, logo, até quem ainda não conhece a banda entra junto do show em segundos, vide faixas como DescontroladaMarcapáginaQuando Ela Tira o Vestido e o hit de 2010, Hotel. Covers também podem aparecer, como Arcade FirePhoenix e The Beatles – nesse último, uma menção honrosa: é a versão de All My Loving do nosso Indie On The Run. (Izadora Pimenta)

Sabonetes – Marcapágina

(16h – 17h) Você se lembra do clipe de The Greeks, aquele que mostrava as criancinhas em cenas, digamos… violentas? Pois bem, isso é obra do Is Tropical, um trio britânico a partir daí acabou fazendo um certo barulho com o lançamento de seu primeiro álbum, “Native To”. Sempre com os rostos cobertos, a primeira vista podem parecer um Slipknot hipster, mas o som é bastante dançante.

O QUE ESPERAR?: Luzes escuras, panos e máscaras no rosto. O Is Tropical destila o material de Native To em uma apresentação geralmente curta, mas que promete uma viagem a quem assiste através do som dos instrumentos, que ficam mais em evidência do que a banda em si. Faixas como The Greeks e South Pacific são presenças garantidas. Para quem ainda não conhece o som, fica a dica: as influências vão deDaft Punk a The Strokes. (Izadora Pimenta)

Is Tropical – The Greeks

(16h05 – 17h10) Desde 1985, quando lançou o emblemátivo Nós Vamos Invadir Sua Praia e vendeu 250 mil cópias (uma marca história à época), o Ultraje A Rigor é sinônimo de irreverência, diversão e protesto nas letras (muitas vezes politicamente incorretas) de seus roques cinquentistas, pop e empolgantes. Roger Moreira comanda a banda, que em 2009 lançou seu primeiro disco online, o EP Música Esquisita A Troco De Nada!. A banda já teve um bocado de gente boa, incluindo Edgard Scandurra, e hoje é formada por Roger (voz e guitarra), Mingau (baixo), Marcos Kleine (guitarra) e Bacalhau (bateria).

O QUE ESPERAR?: Diversão, diversão, diversão. É daqueles shows pra sair suado de tanto pular, cantar junto e se deliciar lembrando de clássicos comoInútilEu Me AmoRebelde Sem CausaSexo!Eu Gosto De MulherPeladoCiúmeMim Quer TocarMarylou e haja etecetera aí. A banda tem uma hora de apresentanção e mesmo que você não tenha vivido a “febre” Ultraje A Rigor lá nos idos dos anos 80, poderá presenciar uma das horas mais animadas do SWU.(Fernando Lopes)

Ultraje a Rigor – Pelado

(17h – 18h15) O grupo californiano !!! – ou a tentativa de tornar o nome em algo pronunciável Chk Chk Chk– faz um dance-punk bem animado. Com mais de 15 anos de carreira e quatro discos lançados, a banda já tocou maiores festivais do mundo, abriu shows de grandes nomes do rock como o Red Hot Chili Pepperse tem integrantes que já colaboraram com o Cake e LCD Soundsystem.

O QUE ESPERAR?: Muita energia. Com oito músicos no palco, a intenção do !!! é não deixar ninguém parado. O vocalista, Nic Offer, adora interagir diretamente com o público, muitas vezes a ponto de descer do palco e cantar e dançar no meio da platéia. A banda também gosta de fazer misturas  inusitadas, então não é surpresa ouvir um saxofone soando entre sintetizadores, remixes junto ao punk e muito mais.(Nina Bastos)

!!! – Jamie, My Intentions Are Bass

(18h30 – 19h35) Seja como vocalista do Soundgarden, do Audioslave ou em sua carreira solo, Chris Cornell sempre agrada. Nesse “novembro grunge” brasileiro, ele é figura indispensável. Chris não é só um grande cantor e frontman, é um músico que não tem medo de se arriscar, de iniciar projetos, seja formando uma banda em homenagem a um amigo morto, o Temple of the Dog, gravando a trilha sonora para um certo James Bond ou tocando as músicas que o consagraram, só que na versão acústica. Acompanhado de amigos como Tom Morello e Eddie Vedder, ou só de seu violão, um show de Chris Cornell é sempre uma oportunidade de ver um grande nome da música que soube se reinventar ao longo dos anos para continuar sendo grande.

O QUE ESPERAR?: Chris Cornell vem ao Brasil com a turnê de Songbook, acompanhado apenas do músico Alain Johannes. Propositalmente sem uma setlist definida, ele apresenta canções de todas as fases de sua carreira. Você poderá ouvir Fell on Black Days e Burder in My Had do Soundgarden, Be Yourself e Like Stone da fase Audioslave, Hunger Strike e Say Hello to Heaven do Temple of the Dog, e singles da fase solo como Sweet Euphoria. Tudo em versão acústica e sem pressa. Chris gosta de ficar por até três horas no palco, mas para o SWU a performance será menor. Além de seus sucessos, covers deMichael Jackson, Bruce Springsteen, Bob Marley, Led Zeppelin e Beatles também são executados por ele. Billie Jean (MJ), Imagine (John Lennon) e Thank You (Led Zeppelin) serão bem-vindas. (Soraia Alves)

Chris Cornell – Billie Jean (Michael Jackson Cover)

(19h30 – 20h45) Uma banda única, tanto no estilo e sonoridade, quanto em sua trajetória. O Modest Mouse, liderado pelo Montaniano de voz peculiar Isaac Brock, já se aproxima de seu vigésimo aniversário de carreira, e utilizou bem todo esse tempo para criar uma base sólida de fãs, ampliada com o sucesso de singles como Float On e Dashboard, arrancar elogios da crítica com grandes álbuns como The Moon & Antartica e até mesmo contar, por um tempo limitado, com um ídolo em sua formação: Johnny Marr, dosSmiths. A banda chega ao Brasil com sua atual formação de sexteto, incluindo o guitarrista Jim Fairchilddo Grandaddy, e traz um show marcante que divide opiniões e varia de acordo com o humor e momento de Isaac. Vale lembrar que outra grande cartada da ousada banda está por vir: o novo álbum do Modest Mouse será produzido por Big Boi, do Outkast.

O QUE ESPERAR?: Boa notícia para os que amam Good News for people Who Love Bad News. O quarto álbum do Modest Mouse e momento pivotante da carreira da banda funciona como a espinha dorsal da setlist de seus shows, com destaque para o hit de auto-ajuda indie Float On e Bukowski. As favoritas dos fãs DashboardDramamine e Spitting Venom também devem marcar presença na setlist, infelizmente condensada, apresentada pela banda em festivais. Resta aos fãs a expectativa de que o longo show apresentado pela banda no fest. Sasquatch (que você pode ouvir e baixar aqui) se repita no SWU, e Paulínia possa apreciar até mesmo faixas do álbum inédito da banda, como a excelente Lampshades on Fire. (Ana Clara Matta)

Modest Mouse – Float On

 

(19h35 – 20h55) O new wave oitentista estará muito bem representado no SWU deste ano com o Duran Duran. A banda liderada por Simon Le Bon completou 33 anos de existência e ainda esbanja energia em palco. No primeiro semestre de 2011, foi lançado oficialmente o seu décimo terceiro álbum, All You Need Is Now, produzido pelo queridinho da cena pop mundial Mark Ronson, com participações de Ana Matronic (Scissor Sisters), Kelis e Owen Pallett (Arcade Fire).

O QUE ESPERAR?:  Muitos irão se surpreender com o que estes senhores ingleses farão no palco principal em Paulínia. Os tios demonstraram muita energia em sua última passagem pelo Brasil, (em 2008) e tendo como base os últimos shows dos músicos pelo mundo, essa vitalidade continua em alta. A voz potente de Le Bon em conjunto com os demais Durans promete não deixar ninguém parado.  O set list mesclará sucessos da banda, além de músicas de seu último disco. Hits como Hungry Like a Wolf, Come UndoneRioNotorious e a balada Save a Prayer não ficarão de fora.  Quem perdeu o show do Duran Duran por aqui em 2008 (todos esgotados) terá uma nova chance de vê-los em plena forma no próximo domingo. (Liliane Rodrigues)

Duran Duran – Hungry Like a Wolf 

(20h45 – 21h45) O Hole foi uma das bandas mais comentadas dos anos 90, apesar de que nem sempre pela música e mais pelos escândalos. Mesmo dividindo opiniões entre os fãs de NirvanaSmashing Pumpkins e Foo Fighters, o grupo conseguiu se manter nas paradas de sucesso por uma década. Em 2009, uma “reunião” ocorreu – Courtney Love é a única integrante original – com a atual turnê e o lançamento do quarto disco, e assim trouxe o Hole de volta aos holofotes.

O QUE ESPERAR?: Polêmica. Courtney age de maneira inesperada e tudo pode ocorrer em seus shows. De cover de Lady Gaga a striptease, a cantora é capaz de levar muitas surpresas para o palco. Mesmo sem estar acompanhada de Melissa Auf der Maur e Érico Earlandson, os grandes hits da banda –Malibu e Celebrity Skin – não devem ficar de fora. Sympathy for the Devil, em tributo aos Rolling Stones, também costuma fazer parte das apresentações, junto as musicas do Nobody’s Daugher, como Honey eSkinny Little Bitch. (Nina Bastos)

Hole – Skinny Little Bitch

 

(22h45 – 23h30) O grupo americano de rock clássico Lynyrd Skynyrd vem pela primeira vez ao Brasil, e promete levar uma grande quantidade de fãs. Então pode esperar um show cheio e com a galera cantando junto. Pra quem não sabe, o Lynyrd Skynyrd já passou por uma grande tragédia: em 1977, O vocalistaRonnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines morreram quando o avião que transportava a banda caiu em uma floresta nos EUA. Atualmente, o irmão de Ronnie, Johnnie Van Zant é quem assume os vocais da banda.

O QUE ESPERAR?:  A mais de 40 anos mesclando Rock com Blues e adicionando uma pitada de Country e Hard Rock, o Lynyrd Skynyrd deve apresentar um extenso setlist, que incluí todos os hits da banda em sua longa carreira, que é marcada por dois grandes hiatos. Se não sabe cantar Sweet Home Alamaba e Simple Man, aprenda hoje para não passar vergonha. E prepare-se para o encerramento: todos os shows da banda são encerrados com a épica Freebird, o que promete ser um dos melhores momentos da edição de 2011 do SWU. (Guilherme Alves)

Lynyrd Skynyrd – Freebird

DIA 14


(15h30 – 16h30) Na Europa e na América do Norte, eles já comandaram as paradas de sucesso, lotaram turnês e embalaram filmes e séries de sucesso. No Brasil, porém, a mistura jovial e despretensiosa de brit-pop e punk-rock dos norte-irlandeses do Ash nunca alcançou os radares do grande público, o que aconteceu com alguns de seus contemporâneos da década de 90. O Ash chega à Paulínia com momentos interessantes em sua bagagem recente, como a série de 26 singles A to Z series, e deve proporcionar ao público um show energético e completo, sob a liderança do frontman Tim Wheeler e com a ajuda do guitarrista do Bloc Party, Russell Lissack.

O QUE ESPERAR?: Em sua turnê mais recente, o Ash iniciava sua setlist com uma apresentação, na íntegra, do álbum de maior sucesso da banda, Free All Angels. Isso não se repetirá no país, mas Free All Angels não perde seu lugar de destaque na setlist, com execução garantida da pop Shining Light e do pop-punk de Burn, Baby, Burn. Favoritas do público como Girl From MarsA Life Less Ordinary e Kung-Fu não faltarão, e alguns dos melhores momentos da A to Z series completam a pequena lista, como Return of White Rabbit e Arcadia. Até mesmo um cover de Weezer ou The Undertones pode surgir na festa da banda Ash no New Stage. (Ana Clara Matta)

Ash – Burn Baby Burn

(15h45 – 16h50) Quando Peter Hayes saiu do The Brian Jonestown Massacre, em 1998, ele provavelmente nem imaginava que acabaria fundando outra banda tão cultuada, mas com muito mais fãs que seu projeto inicial. O Black Rebel Motorcycle Cluv ganhou a crítica com seu disco de estréia, B.R.M.C, de 2001. Quatro anos depois, veio Howl e o sucesso comercial para aquela mistura de new rock que tocava nas rádios com o blues antigo

O QUE ESPERAR?:Whatever Happened to my Rock’n’roll (punk song), o título da canção  é perfeito para refletir o som do trio. Hayes e companhia fazem uma música suja, pesada, sem se importar muito com nada, a não ser se divertir. Entre clássicos como Ain’t No East Way e Love Burns, e músicas do recenteBeat The Devil’s Tattoo, de 2010; a banda – que tirou seu nome do filme O Selvagem – mostra como fazer sucessos de excelente qualidade. (Nina Bastos)

Black Rebel Motorcycle Club – Whatever Happened To My Rock’n’Roll

 

(17h45 – 19h) Christian Bland, Alex Maas, Stephanie Bailey, Nate Ryan e Kyle Hunt formam uma das bandas mais surpreendentes da escalação dessa edição do SWU. The Black Angels é de Austin, Texas, Esteites, a terra do space rock, psicodelismo e do hipnotismo sonoro. Com três discos no currículo, Passover (2006), Directions To See A Ghost (2008) e Phosphene Dream (2010), o quinteto eleva o nível de credibilidade e seriedade do festival, com suas músicas cheias de looping, distorções e sujeira, revestida de sessentismo.

O QUE ESPERAR?: Talvez o melhor show do festival. Ou, pelo menos, o mais surpreendente. O fato de tocar no New Stage, sob o sol (ainda) abrasador das 17:45h e pra um público que simplesmente ignorava sua existência até a escalação, pode comprometer a viagem garageira da banda, que dificilmente terá apoio da audiência. Se o quinteto der de ombros ao fato de ser um tremendo desconhecido na tupiniquimland e fizer o set que costuma apresentar nos grandes festivais europeus, certamente você terá ganho o dia. (Fernando Lopes)

Black Angels – Young Men Dead

 

(19h – 20h05) A juventude, presente no nome da banda e cantada no clássico Teenage Riot, já não está nas datas das certidões de nascimento de Thurston MooreKim GordonLee RanaldoSteve ShelleyMark Ibold, mas definitivamente está presente na ousadia e na energia transmitida pela lendária bandaSonic Youth no palco. Retornando ao Brasil após um intervalo de apenas dois anos, o Sonic Youth traz uma carga diferente para o SWU. Afinal, após o divórcio do casal Thurston e Kim, a pergunta que fica no ar é defintivamente a seguinte: seria essa uma das apresentações derradeiras da banda que mudou a história do rock?

O QUE ESPERAR?: Nas suas setlists, o Sonic Youth raramente escolhe o caminho mais fácil e quase nunca explora os maiores hits da banda. A lista promete um equilíbrio entre diferentes momentos do grupo, incluindo faixas de diversos álbuns no curto espaço que varia entre 10 e 14 faixas em festivais. The Eternal, álbum de 2009, geralmente é representado por 3 faixas, entre elas, as sempre presentes Sacred Trickster e Calming The Snake. Constantes clássicos incluem Tom Violence e Death Valley ’69, e a obra prima Daydream Nation recebe atenção especial, com a banda alternando entre The SprawlCross The Breeze e Hey Joni na hora da escolha da setlist. (Ana Clara Matta)

Sonic Youth – Tom Violence

(19h – 20h15) Direto da cidade mais populosa da Austrália, Sydney, é que chegam ao interior de SP o duo de djs de house, Bag Raiders. Mas não pense que é qualquer house, foram seus singles que lehs deram a projeção nacional que tem hoje em dia: Jack Glass e Chris Stacy já chegaram a ser comparados com oDaft Punk.  A mixagem e produção musical é feita com a precisão de um sensei que afia sua lança mais preciosa para que a hora da batalha seja vitória garantida. Os sintetizadores focado no electro-pop e electro-funk  refletem o clima dançante e libertador de cada faixa vão te surpreender.

O QUE ESPERAR?: Um dos grandes motivos de o SWU ter chamado os Djs é pela sua energia em palco. O Bag Raiders executa sua setlist a todo vapor. Seu primeiro álbum que conta com a compilação de todos seus hits desde 2009 . Aproveite para curtir as geniais faixas Shooting StarCastles In The AirSunlight eSnake Charmers. E se você já conhece e está com medo de não tocar aquela sua faixa favorita, relaxe, Jack e Glass prometem liberar todas as faixas do seu debut. (Fernando Galassi)

Bag Raiders – Sunlight

(21h30 – 22h45) Desde o surgimento do Crystal Castles, em 2006, a combinação de música eletrônica lo-fi através de sintetizadores soturnos, efeitos sonoros de videogame e percussão rítmica acompanham a voz de Alice Glass que pode ser estridente quando a canção assim pede, mas também doce quando mais melancólica. O duo canadense vive numa crescente de fãs com suas tours e festivais por todo o globo, inclusive essa já é sua segunda passagem pelo Brasil, que esteve em terra tupiniquins no ano passado noKaballah Festival. Alice e Ethan já tiveram suas músicas como trilha sonora em seriados de grande repercussão como Skins UK e Gossip Girl.

O QUE ESPERAR?: O grande lance do show do Crystal Castles é a sensação que cada música te passa e de que forma ela te afeta. A boa hora pra fechar os olhos e cantar até ficar rouco é quando o duo emplacar os hits de seu primeiro álbum: Alice PracticeCourtship DatingCrimewaveBlack Panther eReckless. Já pode se preparar também para faixas mais recentes como Baptism e Intimate. Cruze os dedos para tocar Celestica e Not In Love (a faixa que ganhou parceria feita de Robert Smith do The Cure), não é costume elas estarem nas setlists. (Fernando Galassi)

Crystal Castles – Alice Practice

(22h15 – 23h35) Há quem se confunda quando o assunto é Stone Temple Pilots. Acredite, muita gente chega a achar que o hit Plush é do Pearl Jam. Semelhanças entre os vocais de Scott Weiland e Eddie Vedder a parte, o STP não está no rol de bandas grunge. É primo dos caras de Seattle, mas veio de San Diego e atende por hard rock. A banda é marca por altos e baixos. Grandes sucessos como os álbuns Core e Purple contrastam com hiatos e projetos paralelos sem grande relevância. Nem mesmo a empreitada de Weiland com o Velvet Revolver dos ex-Guns N’ Roses pareceu ser uma boa idéia.  O jeito foi reunir o STP novamente, gravar um novo disco com o nome da banda em 2010 e sair em turnê, que inclusive passou pelo Brasil em dezembro do ano passado.

O QUE ESPERAR?:  Esse ano a banda chegou a cancelar algumas apresentações por conta dos problemas na voz de Weiland. O show no SWU não foi alterado e o público poderá conferir uma setlist praticamente igual a da apresentação do ano passado. Igual até mesmo na ordem de execução das músicas. Todo show é aberto por Crackerman, seguida por Wicked Garden e VasolinePlush e Interstate Love Song aparecem mais para o final, antes do bis, e Creep, bom,Creep não tem sido tocada há um bom tempo, mas pode rolar algum cover do Led Zeppelin. (Soraia Alves)

Stone Temple Pilots – Plush

 

(23h35 – 01h10) Alice in Chains é mais uma banda que atende aos quesitos Seattle, grunge, anos 80/90, e tem seu lugar de destaque como uma das principais bandas do movimento. Excessos, poucas novidades, muitas coletâneas e a morte por overdose do vocalista Layne Staley em 2002 fazem parte de sua história. Nunca houve um fim oficial da banda, mas para os fãs que não viam nada de novo desde o disco homônimo de 1995, e continuavam cantarolando Man in the Box, era difícil enxergar um futuro para o Alice in Chains. As coisas começaram a mudar em 2005 quando William Duvall assumiu os vocais, mas a grande volta (de fato) aconteceu só em 2009 com o lançamento de Black Gives Way to Blue.

O QUE ESPERAR?: O Alice in Chains só se apresentou uma vez no Brasil, em 1993, no lendário festival Hollywood Rock. Na época, a banda trouxe os hits de seus dois álbuns lançados até então. Dessa vez, o show mescla músicas dos quatro álbuns que a banda gravou em estúdio, dos quais três são da era Staley. As últimas setlists da banda mostram que o Alice in Chains gosta de variar nas apresentações, na medida do possível. Man in the Box e Them Bones, por exemplo são clássicos que não estão obrigatoriamente incluídos em todos os shows. Já Woud?RoosterNo Excuses e Angry Chair não escapam, assim como Check My BrainAcid Bubble e Your Decision, singles do último álbum. (Soraia Alves)

Alice In Chains – Check my Brain

 

(01h10) Liderada pelo homem das mil vozes, Mike Patton, a versatilidade do Faith No More é uma das atrações mais aguardadas do SWU. Rezava a lenda que a banda havia feito seu último show da carreira no ano passado, em Santiago (Chile). Mas parece que eles mudaram de ideia: além de Paulínia, eles voltam ao Chile para se apresentar no festival-irmão Maquinaria.

O QUE ESPERAR?: Não há como falar de Faith No More sem citar a performance de Mike Patton, que passeia entre graves e falsetes pelos hits da banda e por alguns covers característicos – I Started a Joke, do Bee Gees e Easy, do Commodores, são algumas versões que ficaram bem famosas com eles. Mas não se sabe ao certo o que esperar… será que agora eles vão se despedir de vez ou encontraram forças para continuar? Seja lá qual for a escolha, faixas como EpicFalling To Pieces e Stripsearch devem embalar essa empreitada. (Izadora Pimenta)

 

 

 

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