Meu Walkman

28 nov

Metrô

Vou falar de banda que era parecida com Kid Abelha, pelo fato de ser uma mulher como vocalista e resto ser todos homens, vou falar do Metrô. Será que alguém lembra dessa banda? Metrô era uma banda paulista que tinha um estilo de música new wave e  pop. A banda ficou conhecida na primeira metade da década de 1980, quando obteve enorme sucesso nas paradas brasileiras através de várias canções de seu LP de estreia Olhar, Beat Acelerado, Sandalo de Dândi, Johnny Love, Ti Ti Ti e Tudo Pode Mudar.

Uma curiosidade os membros da banda ou era franceses ou filhos de franceses radicados no Brasil. Na época nem sabia disso. Curtia algumas de suas músicas e eles tocaram com A Turma do Balão Mágico em disco especial onde teve várias participações. A música era Não Dá Pra Parar A Música, comecei a gosta a parti dessa música. Hoje não escuto mais, mas ainda gosto das mesmas músicas da banda.

História da Banda

Início

A banda nasceu com o nome de “A Gota” (depois “A Gota Suspensa”) (com inumeras formações, Otavio Fialho, Marcia Montserrath, Marcelo Zimberg, Freddy Haiat, Eli Joory, Mike Reuben, Kuki Stolarski, Deborah Srour, Helcio Muller, Vera Figueiredo entre outros) influenciados pelos anos 60 e 70 (Beatles, Tropicália, Novos Baianos, Rita Lee,Pink Floyd etc). Com esse nome, o grupo lançou um LP independente em 1984. Apesar de não obter repercussão comercial, o disco chamou a atenção de varias gravadoras entre elas a CBS Records, que os contratou. A Gota mudou de nome e passou a se chamar “Metrô”. O grupo também deixou o estilo rock progressivo e adotou uma linha mais pop rock, influênciados pela “new wave” (Blondie, Talking Heads, Laurie Anderson e Rita Lee).

Sucesso

No final de 1984, o grupo gravou um compacto, com a música “Beat Acelerado”, que obteve grande sucesso no Brasil. Em 1985, lançaram o LP Olhar. O grupo também participou da trilha sonora do filme brasileiro Rock Estrela, dirigido por Lael Rodrigues e Areias Escaldantes deFrancisco de Paula. Nesse período outras músicas do grupo também fizeram grande sucesso no Brasil, como Tudo pode mudar (conhecida popularmente como No balanço das horas devido ao seu refrão) e Johnny Love.

Sem Virginie

O grupo passou a realizar inumeros e gigantescos concertos por todo Brasil (60 mil pessoas em Belem). O excesso de shows e de exposição, somadas as pressões comerciais, desgastaram a banda. No auge do sucesso, a cantora Virginie foi despedida deixando o Metrô em abril de 1986.

Convidaram então Pedro (d´Orey) Parq, ex-vocalista do grupo de rock português Mler If Dada, para substituir Virginie. Em 1987, lançaram o LP A Mão de Mao, álbum considerado “Cult”, adorado e odiado por muitos. Virginie se juntou entao ao revolucionário compositor da “vanguarda paulista” Arrigo Barnabé (autor de Clara Crocodilo) tocando juntos em festivais e gravando uma obra inédita. Em 1987 formou uma nova banda, “Fruto Proibido”, que lançou em 1988 apenas um álbum Crime Perfeito, acompanhada de musicos excelentes. Os outros cinco “Metrôs” se separaram em 1988.

Depois

Yann foi convidado por Rita Lee e Roberto de Carvalho para assumir os teclados e foram pra Europa (Montreux Jazz Festival) etc. Alec e Xavier passaram a tocar com Kiko Zambianchi. Dany fez alguns shows com Nau (Vange Leonel, Zique, Beto Birger) (CBS) e com Okotô (André Fonseca, Cherry Taketani, Xavier, Andrei Ivanovic).

Retorno

Em 1990 Yann e Dany foram para Bruxelas Europa onde formaram “The Passengers” (com Diako Diakoff e Denis Moulin) em 1992 lançando CD homônimo e fazendo vários shows pela Bélgica e França. Virginie casou-se com um diplomata e mudou-se para Namibia, depoisMoçambique, Montevidéo e hoje vive em Madagascar. Anos depois, todos (com exceção de Virginie e Pedro D´Orey) voltaram ao Brasil.

Em fevereiro de 2002, Virginie, Dany e Yann se encontraram no Rio de Janeiro e lançaram um CD independente gravado totalmente de forma artesanal com apenas um microfone e um Pro Tools (BD Produções) em novembro o CD Déjà-Vu. distribuido no Brasil pela Trama e na Europa por Different World[1], com grande repercussão, que incluía composições inéditas e ainda regravações dos hits “Beat Acelerado” e “Johnny Love”, além de “Aquarela do Brasil” (de Ary Barroso) e “Mensagem de Amor” (dos Paralamas do Sucesso). O álbum ainda teve as participações especiais de Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Wally Salomão, Otto (ex-Mundo Livre S/A) e de Preta Gil, entre outros.

Xavier participou de algumas gravações (Achei Bonito, Johnny Love). Em 2003, Dany e Virginie convidaram o jovem tecladista Donatinho (então com 17 anos), e o guitarrista gaucho André Fonseca (Patife band/Titãs/Okotô/Inocentes) e que havia participado de Déjà-Vu para um tour que passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Moçambique, Londres, Paris e Lisboa.

Atualmente

Virginie Manent vive em Madagascar.

Alec e Yann gravaram algumas músicas para trilha do filme de Beto Brant “O Invasor” Alec produziu (e tocou) por três anos a cantora paulista Céu. (sendo compositor de várias musicas de seu primeiro CD entre elas “Menino bonito”). Gravou tambem com Otto (Trama) e hoje toca no “Paris Texas”.

Yann Lao passou os últimos anos tocando e gravando com PR5 (Paulo Ricardo e PA Pagni ex RPMs).

Dany Roland produziu e gravou ao lado dos bateristas Domenico Lancellotti (+2/Mulheres q dizem sim/Orquestra Imperial…) e do frances Stephane San Juan (Amadou et Marian/Orquestra Imperial…) “Os Ritmistas” (Dubas/NRT). Faz trilhas para filmes, teatro, desfiles e enventualmente toca como DJ. Compos com Palumbo a obra > Pour toujours a jamais < para 7 Bienal do Mercosul (2009). Produziu o novo trabalho de Chelpa Ferro a ser lancado em 2011.

Xavier virou “chef” e tem um excelente Bistrot frances em São Paulo (La Tartine).

Pedro d Orey vive em Paço de Arcos. No regresso a Portugal trabalhou com Nuno Rebelo na trilha sonora de uma peça da coreógrafa Aldara Bizarro, trabalhou com o músico Marco Franco em apresentações no Monumental aquando do ciclo sobre “Os Mistérios de Lisboa”, fez parte dos Cães de Crómio e andou algum tempo com o projeto Amar UQ Amar UQ?. Em 2003 lançou um disco com o projeto Wordsong, dedicado ao poeta Al Berto. Depois, lançaram um novo trabalho que combina a música e o vídeo em torno das palavras de Fernando Pessoa.

Ler mais: http://www.myspace.com/wordsongpessoa#ixzz10V9eodPN.

Clipes:

Discografia

1984 – Beat Acelerado / Sandalo de Dandi


1985 – Olhar
1985 – Ti-Ti-Ti / Tudo Pode Mudar


1987 – A Mão de Mao – já sem Virginie


2002 – Déjà-Vu

 

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