Caixa Preta

31 dez

Mais um ano se passou… ao menos esta por findar… Vivemos, brigamos, brincamos, trabalhamos (a maioria pelo menos, assim espero), amamos, esquecemos… nem amamos…

Enfim, muitas coisas fizemos… E hoje, depois de ter (eu) vivido tanta coisa esse ano, realizações e frustrações, porque motivo eu me encontro tão “pra baixo”?
Estive pensando nisso e lembro de estatisticas que falam que em épocas de fim de ano cresce a incidencia de suicidios por motivo de depressão aumenta muito. Pessoas se sentem solitárias, infelizes… o mal do século, a depressão, ataca como uma epidemia forte que derrubas muita gente. Até o mais forte pode sucumbir diante de tamanha e feroz doença.


Mas o que exatamente vem a ser depressão? buscando informações, achei um site interessante que copio aqui: (http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?102). Ele fala de forma bem simples as características sintomáticas e informações não tão profundas, de forma que qualquer leigo possa entender.

Ainda sim não sei o que me aflige sobre minha possivel depressão… não a tenho a dias, não a tenho de forma forte… Apenas a tenho, a sinto… Sinto o dia pesado… As horas demorando a passar… Sono direto quando estou no onibus… Queria acreditar que isso venha a ser apenas besteira de fim de ano… Acredito que tenho isso por pelo menos uma vez por bimestre… Tem muitas temporadas que não fico deprê… Tenho claro, alguns motivos que não quero expôr aqui, intimo demais… Enfim… Deprê todo mundo fica uma vez ou outra na vida… Ou todo dia por muito tempo…

E até aprende a conviver com isso, tenho amigas que moram sozinhas e curtem músicas altamente depressivas como Evanescense e pro ai vai, mas ainda conseguem sorrir as vezes.. e tem sorriso bonito!

Já se interpelaram sobre estarem depressivos?! Amigos próximos, me fizeram esse mesmo questonamento que fiz à vocês no inicio do post; o motivo de estarem assim meio pra baixo. Depois de conversar sobre os possíveis motivos de estamos assim eu sempre sugiro uma coisa; o fundo do poço! Se jogue no fundo do poço o mais fundo possível, de forma segura a não haver atentado contra si mesmo, claro. Mas quanto mais fundo, mais fossa a pessoa estiver, melhor! Recomendo isso de experiência própria, quanto mais rápido a pessoa for ao fundo do poço, mas estranho será para ela o lugar  e mais rápido ela irá buscar sair de lá.

A questão fundamenteal é o tempo perdido no poço que temos em nós. Eu acredito que sempre se tem de manter uma distância segura de si mesmo para evitar os processos delicados de se ter medo de si. O medo é um estopim para a depressão de fim de ano. Medo de ficar só, medo de viver só… O meu medo maior é a solidão… E nele eu busco cada vez mais proximidade… Já que tenho de enfrentá-lo todos so dias… Enfrente um leão por dia… Eu enfrento minhas depressões e meus medos…

Uma outra boa cura para depressão é a pessoa ir de contra a maré… Se o negócio é ficar em casa, saia! Se o negócio é não querer ver ninguem, cace os amigos! Se o negocio é nao querer falar com ninguém, não fale, mas escreva muito sobre qualquer coisa!!! Enfim, buscar sempre o contrario da depressão e um tipo de cura… Ou pelo menos enquanto não se encontra um motivo, fica como metodo paleativo, não cura, mas ajuda de alguam forma… Dizem também que o sol ajuda… A melanina é um ótimo combatente da depressão, mas ai é de cada um.

Leonardo Costa

Quero pedir licença para complementar o texto de nosso amigo Leonardo Costa, e agradecer a participação dele nesse ultimo (N)Ativa de 2011. Já vinha querendo escrever sobre esse assunto. Ouvi todos meus amigos falando disso essas duas semanas, muita gente aborrecida, (até eu mesmo senti) triste, chateada, com raiva, nervosa, ansiosa, desanimada. Teve gente que veio dizer que era TPM, outros se achando anormal ou como nosso amigo Leo, com depressão.

Quero acalmar a todos, essa “depressão” de fim de ano é normal. Ele vem devido o final de algo. Essa ansiedade é um sintoma também. Todos sentimentos citados por meus amigos e os que você está sentido são sintomas dessa “depressão”, porque estou colocando entre parentese? Porque a depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento.

Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão.

O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

Quis deixar isso claro antes de continuar. Pois bem, todos são tomados de angustias, tristezas e quando algo está terminando esses sentimentos podem vim a tona. Precisamos ter calma e procurar desabafar com amigo compreensivo que entenda suas necessidades até mesmo de ficar sozinho. As vezes a solidão é boa companheira. Das dicas do Leonardo só quero reforçar o seguinte, o lance de buscar o fundo do poço só vale para quem é forte e consegue sair sozinho, quem já tem tendencia a tristeza não recomendo. Sou mais fazer o inverso, quando eu estava com começo de fossa, resolvi não curti-la e fiz tudo ao contrario, sai, me diverti, conversei e quando vi já estava para cima, alto astral! 😀

Achei em uma site falando do CVV (Centro de Valorização da Vida) e eles explicando os motivos e como lidar com a depressão de fim de ano. Vou postar aqui:

Os slogans, escritos em verde, vermelho e dourado, insinuam que todo mundo está feliz, mas você não se sente tão bem assim (o que só piora as coisas). O que se pode dizer neste momento? Que milhões de pessoas pelo mundo também estão sentindo uma espécie de tristeza nesta época, e é normal na maioria dos casos. Um exemplo é a procura pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), que cresce em média 20% nos finais de ano. Isso acontece por vários motivos: perda de entes queridos perto dessa data, família distante ou em pé de guerra, sensação de frustração por não ter cumprido metas, questionamento de valores ou falta de um amor.

O que fazer

  • Perceba se há um problema emocional presente nas datas.
  • Não tente ignorar a data, achando que o problema vai embora, ao contrário, esteja ciente para que você lide melhor com essa situação.
  • Esteja atento à frustração, caso seus planos não saiam como o planejado.
  • Não desconsidere as experiências desagradáveis, use-as a seu favor aprenda com os erros.
  • Nunca tente passar as comemorações só. Estresse e depressão podem aumentar nessa situação.
  • Se estiver distante das pessoas queridas, procure  se ocupar com atividades diversas.
  • Lembre-se com carinho, e não com tristeza, dos que já foram e dos que não estão mais na condição de cônjuge ou namorado.
  • Caso não consiga se engajar em algum grupo, faça parte de um trabalho voluntário.
  • Mantenha-se ocupado, participando das comemorações e entrando na confraternização, com isso a depressão com hora marcada irá atrasar e provavelmente nem aparecer em seu contexto natalino e de ano-novo.
  • Esqueça os problemas que podem atrapalhar suas comemorações, tais como conjugais, financeiros e pessoais.

O que não fazer:

  • Desligar os telefones
  • Ficar em casa sozinho
  • Não fazer planos
  • Desconectar o computador
  • Deixar de atender a porta e/ou interfone

Conclusão

Participe, colabore, enturme-se, curta as datas dentro de suas possibilidades econômicas e psicológicas. Um panetone e algo para beber com a pessoa amada já é uma celebração se não der para ir a Paris, por exemplo. Faça o que puder fazer, respeitando os seus limites, mas faça!

Mas no fim cada uma sabe de si, o importante é respeita seus próprios sentimentos, seus limites e se sentir mesmo que está depressivo, procure ajuda. A depressão é algo que não devemos brincar. Tem que ser levada a sério e ser tratada. Mas saiba que o ano está terminando e vem outro chegando cheio de coisas novas. Dá um medinho né? Mas esse friozinho na barriga é bom gente, vamos procurar nos animar, porque tem cheirinho de coisa nova ai! Mais uma vez FELIZ 2012!

Kátia Lopes

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