ESTILO DE VIDA NERD

15 mar

Alan Moore Odeia Adaptações de suas Obras.

Ontem li uma noticia do Alan Moore que me fez querer escrever sobre ele hoje no Estilo de Vida Nerd. Admiro muito o trabalho dele, acho o máximo e faz tempo que vejo ele reclamar das adaptação dos quadrinhos dele para a telona. Acho ele reservado e entendo muitas vezes suas chateações, porque por exemplo, A Liga Extraordinária é um quadrinho maravilhoso, mas o filme foi um fiasco, eu até que gostei de ver os personagens ganharem vida, mas não chega nem aos pés do quadrinho, além da galera ter colocado dois personagens que não existem originalmente, Dorian Gray e Tom Sawyer, mas me explicaram que era para se ter personagens americanos. Sean Connery ficou legal como Allan Quartermain, mas fez o personagem muito certinho. Ou seja, mudaram bastante os personagens e o enrendo do quadrinho. E foi um  fracasso de público e crítica.

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Já em V de Vingança até que foi bom, apesar de algumas mudanças, mas para mim perde-se muito a essência quando se muda demais um quadrinho, um livro, se perde o que o autor quis passar. É como se você reescrevesse o que a obra da pessoa. Faz tempo que li V de Vingança e curti muito o quadrinho. Achei a interpretação de Natalie Portman e Hugo Weaving muito boas. Essa foi um sucesso de crítica e público, mas Moore não gostou e tirou seu nome dos créditos, ainda tendo declarado que o roteiro era cheio de “buracos”.

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Do Inferno eu gostei muito apesar de ter lido os quadrinhos muito depois de ver o filme, mas não foi ruim isso. Johnny Depp foi o que me chamou atenção nesse filme, mas claro que me surpreendi com final do filme. É tão forte as cenas nos quadrinhos também. Essa foi a primeira adaptação dos quadrinhos de Alan Moore. e foi sucesso de público e crítica, embora “enxugue” muito do texto original. Na verdade o potencial intrincado da trama não foi realmente explorado para que fosse feito um filme mais palatável ao grande público, o que se tornaria frequente nas adaptações das obras de Moore.

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Constantine para mim é bem legal o filme, mas mudou demais o personagem dos quadrinhos. As críticas foram boas, mas nem tanto de público. E muitos se ofenderam com o fato de, no filme, Constantine ser estadounidense, viver em Los Angeles, ter cabelos negros e usar um casaco preto (a caracterização original é cabelo loiro, inglês, vive na Inglaterra e usa um sobretudo bege). Isso eu concordo plenamente, achei uma falta de senso e quando me contaram que tinham convidado o Keanu Reeves fiquei imaginando se ele ia descolorir o cabelo e aprender sotaque inglês, mas que nada. Sua atuação não está ruim, e como disse até gostei do filme, mas acho que deve ser frustante para um autor que mecham tanto com seus personagens e enredo. Na verdade Constantine é para parecer mais com Sting o cantor. Ele escreveu para DC as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado estadounidense. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

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E por fim Watchman que foi sobre o que se tratava o texto que li e que me inspirou a escrever esse texto. A última adaptação de uma obra de Moore, Watchmen, foi dirigido por Zack Snyder, com roteiro do diretor, junto com Alex Tse. Alan detesta, declaradamente, a ideia de adaptarem suas obras para o cinema e nunca se envolve nas produções. Gostei bastante e li muito pouco o quadrinho deles, conheci mais do que me falaram do que eu mesmo tenha lido. E por isso conheço bastante os personagens. Achei que foi bem feito e não ouvi muita critica dos fãs do quadrinho. Mas que é uma verdade o fato de Alan Moore detestar que façam adaptação das suas obras, isso é. E como disse anteriormente, até entendo ele. Vou postar agora a matéria que li sobre Watchman. Mas antes vou falar pouquinho de Alan Moore para quem não conhece.

Alan Moore

Alan Moore (Northampton, 18 de novembro de 1953)é um autor britânico de histórias em quadrinhos. Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e da família. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora e tal motivo fazia com que outras escolas que Moore quisesse estudar não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional. Começou, porém, a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos.O seu convívio na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.

Alan Moore trabalhou em 1979 para a revista semanal musical Sounds. Como cartunista, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, utilizando o pseudônimo “Curt Vile”. Avaliando seus trabalhos, Moore concluiu que não era um bom ilustrador, o que o fez centrar seu trabalho em escrever histórias. Suas primeiras contribuições de ficção foram para o Doctor Who Weekly e o famoso título 2000 A.D., onde elaborou várias séries populares, como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ. Em seguida, Alan trabalhou para revista britânica Warrior.

Nela começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos. V de Vingança, um conto sobre a luta pela dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo fascismo, e Marvelman, conhecido nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards. Para a DC Comics escreveu as histórias de conteúdo ecológico do Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado estadounidense. Nessa sequência de histórias introduziu o personagem John Constantine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

Alan Moore pede que leitores de Before Watchmen nunca mais leiam obras de Alan Moore

Em longa entrevista, escritor explica toda briga com DC, Dave Gibbons e Watchmen

Moore

Enquanto ninguém pergunta “Mas, mister Moore, do que o senhor GOSTA?”, Alan Moore continua aproveitando cada oportunidade de entrevista para desancar a DC Comics, o estado atual da indústria de quadrinhos e, agora, até seus (ex-)amigos. Esta semana foi o siteSeraphemera que deu a oportunidade de Moore expor suas frustrações.

Como já disse em outras oportunidades, Moore acha Before Watchmen o fim da picada na péssima relação que ele tem com a DC há 25 anos – quando diz que foi vítima de “mentira” e “roubo” por parte da editora quanto aos direitos sobre a Watchmen original – mesmo que admita ter sido ingênuo. Na nova entrevista, ele lembra que o contrato que assinou na época estipulava que ele e Dave Gibbons teriam os direitos de volta assim queWatchmen ficasse fora de catálogo – o que a DC nunca deixou acontecer, mesmo porque a coletânea da HQ sempre vendeu bem nestas duas décadas e meia.

A novidade é que Moore propõe uma espécie de “auto-boicote”: leitores que comprarem Before Watchmen ou que aceitam o estado atual dos quadrinhos são convidados a nunca mais comprar uma obra de Moore.

“Se você é um leitor que só quer ver seus personagens prediletos eternamente à sua disposição e não dá a mínima para quem os criou, provavelmente você não é o leitor que eu quero. Tenho um respeito imenso pelo meu público. Sempre que encontro estas pessoas, presumo que seja gente inteligente, com escrúpulos. Mas quem quiser comprar esses prelúdios de Watchmen estará me fazendo um grande favor se parar de comprar minhas outras obras”, declara. “É óbvio que não tenho como controlar isso. Mas espero que você não vá querer comprar uma HQ sabendo que o autor tem desprezo total pela sua pessoa. Espero que isso baste.”

Entre outras pessoas por que Moore tem desprezo está Gibbons, seu colaborador original emWatchmen. Moore já havia explicado que cortou relações com o amigo por não ter recebido um telefonema de agradecimento pela grana com Watchmen: O Filme (da qual o escritor abriu mão e deixou para o colega; Moore diz que Gibbons ligou muito depois, quando a relação já estava comprometida para sempre). Na entrevista, conta em detalhes toda a atuação de Gibbons como “garoto de recados” da DC, tentando convencê-lo a dar o aval para Before Watchmen. Fala até em valores: os dois receberiam US$ 250 mil para supervisionar o projeto.

Enfim, Moore diz que se recusa a conversar com qualquer pessoa que tenha contato com a DC Comics. Diz que nos contratos que faz atualmente, estipula que, caso o contratante venha a ser comprado pela DC, o contrato está anulado. Afinal, foi o que aconteceu quando ele assinou contrato com a Wildstorm, no final dos anos 90, e a linha acabou sendo comprada pela DC. Moore revela inclusive que, quando trabalhava para o Extreme Studios, a DC também tentou comprar o estúdio de Rob Liefeld. Parece perseguição, certo?

Ele também rebate as críticas de J.M. Straczynski, que considera hipocrisia Moore reclamar que outros autores estejam trabalhando em personagens que ele criou, quando o próprio Moore trabalhou com vários personagens de outros. O britânico retruca dizendo que a situação era outra. Diz que é muito tranquilo, por exemplo, com tudo que se fez com John Constantine desde que criou o personagem, há quase 30 anos, pois as condições e seu estágio de carreira eram outros. Watchmen, com maiores pretensões, com o dito contrato e com o significado que teve para a indústria de quadrinhos, não pode ser tratada da mesma forma.

Para quem tem meia hora sobrando e sabe inglês, a entrevista completa está aqui.

Omelete Por Érico Assis

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2 Respostas to “ESTILO DE VIDA NERD”

  1. Fabricio 23/03/2012 às 08:39 #

    Na minha humilde opinião, o Alan Moore grande escritor de hqs já deu lugar a um arremedo pseudo-punk que sofre de neuras egocêntricas… os roteiros por ele escritos são comparados às, permitam-me a heresia, obras machadianas, detalhadamente descritas, além de, assim como o romancista brasileiro, abordar temas reais em suas obras. Ou pelo menos era assim… hoje eu só leio do pai de Watchmen dizeres sobre o fim dos quadrinhos, ,de quão ruim são as obras alheias, de que quem lê quadrinho tal não merece lê a sua obra… No meu ponto de vista, uma tremenda vontade de estar na mídia mas, diferente da estratégia pop de seu compatriota Neil Gaiman, prefere atacar de hippie… uma pena.

    • N(A)tiva 25/03/2012 às 00:44 #

      Muito bacana você deixar seu comentário aqui. Valeu mesmo. De certa forma você está certo, mas também entendo a revolta de Alan Moore com relação aos filmes de suas obras, porque Hollywood acaba forçando a barra e deixando uma história bacana, numa verdadeira porcaria! ¬¬

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