ESTILO DE VIDA NERD

22 mar

Sabe uma coisa que eu era viciada mas que hoje me dia nunca mais joguei e me pergunto se ainda saem publicações? Aventuras Solos de RPG. Achava o maior barato pegar um livrinho de aventura solo e ficar jogando várias vezes, fazendo novas jogadas para conhecer todos os finais possíveis. Então Hoje resolvi relembrar esse tempo e também fiz uma pesquisa para saber se ainda são publicadas revistas ou livros com aventuras solos.

Mas o que é isso?

Uma aventura solo é uma variação do RPG convencional. São aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa aos jogos de RPG que exige um grupo de pessoas para jogar. Acontece de pessoas começarem a jogar livros-jogos para depois passarem ao RPG. Existem diversas vantagens em uma aventura-solo. A mais evidente, é a ausência da necessidade de um grupo para jogar. O fato de já existir uma história pronta em certas circunstâncias também pode ser considerado como um ponto positivo, uma vez que mestres inexperientes poderiam ainda não conseguir criar uma boa história.

Existem também desvantagens. O primeiro ponto é a linearidade. Embora você possa fazer multiplas escolhas durante o jogo, suas opções já estão definidas no livro. Você não pode fazer o que quiser, pode apenas escolher o que fazer dentro das escolhas que o livro te oferece. Também a ausência de outros jogadores tira grande parte da riqueza do jogo, do contato social que é um ponto considerado importante pela maioria dos jogadores de RPG. Salvo raras exceções, não costuma existir muita continuidade – uma aventura solo acaba assim que você termina o livro, não podendo se transformar em uma campanha como um RPG comum.

As aventuras solo funcionam de uma forma simples. O livro possui diversas regras sobre como você deve montar o seu personagem de jogo, de uma forma bem semelhante ao RPG convencional. Normalmente inclui um sistema de magias, um sistema de combate, criação de um personagem, escolha dos itens que ele terá inicialmente – tudo o que um aventureiro iniciante teria em qualquer sessão de RPG. Após a criação do personagem, você é direcionado ao início da história do livro.

Em cada página ou trecho do livro, há uma parte da história sendo contada. Sempre se começa pela página ou trecho 1. Depois dessa leitura introdutória, em que o leitor já é colocado como personagem principal da história, são oferecidas algumas opções a ele sobre o rumo que ele deseja ter em sua aventura. Cada uma dessas escolhas direciona o jogador para outro trecho específico, e ele deve pular diretamente para ele (ignorando todos os trechos intermediários ou páginas entre eles). Por exemplo, a parte 1 pode terminar assim:

  • Se quiser seguir o velho camponês para ver aonde ele vai, vá para a parte 3.
  • Se preferir voltar para casa, vá para a parte 15.
  • Se quiser sentar e esperar, vá para a parte 71.

Assim o livro progride. É muito comum que o jogador possa “vencer” a aventura sem passar por todos os trechos. Isso acontece porque cada escolha do jogador leva para consequências diferentes, então ele passa por diferentes desafios para completar sua aventura (podendo em alguns casos, ter diferentes finais para ela). Normalmente seria necessário se jogar várias vezes o mesmo livro-jogo para passar por todas as situações descritas, escolhendo todas as opções possíveis.

É comum também que essas escolhas sejam influenciadas pelos itens ou habilidades que o personagem escolheu em sua criação, ou mesmo durante a aventura. Em determinado momento, o jogador pode se deparar com uma situação como a seguinte:

  • Se você tiver o item mágico “Olho do Falcão”, vá para a parte 210.
  • Se você não tiver o item, mas possui a perícia “Rastreamento”, vá para a parte 19.
  • Caso contrário, vá para a parte 101.

Por isso, seu personagem só conseguirá passar por determinadas partes de uma aventura dependendo das características escolhidas em sua criação, ou aos itens ou habilidades que ganhou durante a própria aventura. Isso aumenta bastante a diversão uma vez que permite que o jogo tenha uma vida útil maior, mas não acaba com a linearidade – uma vez que várias partes do livro são usadas várias vezes pelos diferentes “caminhos” que sua aventura toma.

Já joguei a aventura desse quadrinho

Alguns Livros

Não existem tantos lançamentos de Aventuras Solo quanto de RPGs convencionais, mas ainda assim temos bons exemplos lançados aqui no Brasil. Eles possuem diferentes mecânicas, alguns usam dados, outros não precisam, outros você sequer precisa de uma ficha de personagem. Alguns desses exemplos são:

Sem uso de dados

Utilizando um dado de seis faces

Utilizando uma ficha de personagem e dois dados de seis faces

-Pela Editora Marques Saraiva:

Série Aventuras Fantásticas

Série Lobo Solitário, de Joe Dever

No blog Vila do RPG foi publicando três postagens sobre o assunto voltando-se para a  Fighting Fantasy, vou colocar os links aqui para quem estiver mais interessado poder ler.

http://viladorpg.wordpress.com/2011/08/18/fighting-fantasy-parte-1-conhecendo-a-linha-de-livros-jogo/

http://viladorpg.wordpress.com/2011/08/30/fighting-fantasy-parte-2-a-historia-dos-livros-jogo/

http://viladorpg.wordpress.com/2011/09/13/fighting-fantasy-parte-final-o-sistema-de-regras-dos-livros-jogo/

 

Algumas sites

http://ideiasjogosrpg.blogspot.com.br/2012/02/aventura-solo-heranca-maldita.html

http://ziprpg.tripod.com/rpg/aventura.htm

http://rpgtibia.the-up.com/t1162-aventuras-solo-rpg

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