Meu Walkman

26 mar

O Rappa

Hoje vou falar do O Rappa, que foi uma banda que conheci nos anos 90 através da MTV (acho que foi bacana essa interversão para divulgar várias bandas na época), a principio não gostei deles, mas com tempo foi me familiarizando com a banda e curtindo o som, a música deles que mais gosto é Pescador de Ilusões, mas tem outras que amo cantar, sempre que posso vou aos shows dele no Férias no Ceará, no Parque do Cocó (projeto cultural de iniciativa do governo do estado), tem muita gente que já veio me falar meio que com preconceito do público do Rappa, mas acho que existem fãs da banda em todos meios sociais e o fato do evento ser público pode ter pessoas de má fé e índole em qualquer show que fosse, até Gospel.

Outras músicas deles que gosto é Me Deixa, Minha Alma, Reza Vela, Suplicas Cearenses, entre outras. Acho o shows deles animados, todo mundo canta com coração suas letras e acho que isso que importa em show, infelizmente se tem incidentes ai a culpa é da falta de segurança que existe em certos locais e também de pequenos grupos de pessoas que tem mentalidade muito primitiva e que gosta de estragar a alegria dos outros para se divertir, pessoas que gostam de chamar  a atenção, os machões que eu defino como vândalos.

Voltando a falar da banda, O Rappa é uma banda brasileira conhecida por suas letras de forte impacto social. Seu ritmo não é exatamente definido nem mesmo pela própria banda. Embora seja de início principalmente reggae e rock, a banda também incorporou elementos desamba, funk, hip-hop, rap e MPB.

Clipes

História da Banda

Em 1993, com a vinda do cantor regueiro Jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor em suas apresentações. Formada porNelson Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de vários programas de rádios alternativas do Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão, que já havia tocado com grupos africanos na noite de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após essa série de apresentações como banda de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão foi o escolhido.

A decisão sobre o nome da banda envolveu opções como “Cão-careca” e “Bate-Macumba”. O nome escolhido – O Rappa – vem da designação popular dada ao ato em que policiaisinterceptam camelôs, o rapa. Com um p a mais para diferenciar, o nome foi escolhido. Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores de camelôs pode ser encontrado na canção “Óia o rapa!” na composição de Lenine e Sérgio Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.

Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria, Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa.

Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o nome da banda. O Rappa não obteve muito sucesso e foi o único disco com a presença de Nelson Meireles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.

Em 1996, foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as canções foram sucesso. Entre elas, Pescador de IlusõesA FeiraMiséria S.A.Ilê AyêO Homem Bomba, a regravação de Vapor Barato de Gal Costa e a versão nacional para o sucesso de Jimi Hendrix, Hey Joe.

Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 vem a público Lado B Lado A. Com letras “mais fortes” que o anterior, mostra o amadurecimento da banda e revela Yuka como letrista de alto nível em canções como Minha Alma (a paz que eu não quero)O Que Sobrou do CéuMe Deixa e Lado B Lado A, além de Tribunal de Rua, que narra história baseada em fato real, conhecido na mídia como “Rambo, o torturador”, que foi a capa da revista Veja de 9 de abril de 1997. Os videoclipe das duas primeiras foram premiadíssimos, tornando-se sucesso nacional.

Em 2000, O Rappa causou “comoção pública e muita indignação” entre diversas bandas: no Rock in Rio que ocorreria no ano seguinte, a banda seria colocada antes de alguns americanos, e protestaram. Foram retaliados com exclusão, e 5 bandas brasileiras saíram do festival em protesto (Skank, Raimundos, Jota Quest, Cidade Negra e Charlie Brown Jr.)

Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte d’O Rappa, os teclados, este não entrou oficialmente para a banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco Instinto Coletivo ao vivo, com um show gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria.

Yuka desligou-se d’O Rappa deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. Yuka fundou outro grupo, F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que faz parte de um projeto social homônimo, que, segundo Yuka, era algo maior do que O Rappa o possibilitava. A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia n’O Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante ovídeo clipe Minha Alma (A paz que eu não quero) vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.

Em 2003, O Silêncio Q Precede O Esporro, primeiro álbum sem ligação com Yuka foi lançado. Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, tecladista colaborador, tornou-se o principal compositor com a autoria de diversas canções de sucesso como Reza VelaRodo Cotidiano e Mar de Gente. Em parceria com Carlos Pombo compuseram O Salto, com letra forte em relação ao resto do disco, mais ameno sem as letras de Yuka. Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado ao vivo no Olimpo – Rio de Janeiro.

Em 2005, atendendo a convite por parte da MTV Brasil, a banda gravou o especial Acústico MTV com participação de Maria Rita em “O que sobrou do céu” e “Rodo Cotidiano”, e Siba, do Mestre Ambrósio, na rabeca em algumas canções. O disco também rendeu um DVD com algumas canções além das presentes no CD.

no dia 7 de julho de 2007, O Rappa realizou um concerto na etapa brasileira do festival Live Earth no Rio de Janeiro.

Em 2008 eles lançaram seu mais recente álbum, 7 Vezes. A faixa escolhida para primeiro single, Monstro Invisível, chegou as rádios no dia8 de julho e fez muito sucesso, sendo bastante executada. Destaque também para o segundo single, Meu Mundo é o Barro e Hóstia.

Em 22 de agosto de 2009, O Rappa fez um show na favela da Rocinha, onde foi gravado o seu mais novo DVD ao vivo. Ele contem várias músicas do álbum 7 vezes, mas também conta com músicas antigas como Hey Joe, Minha Alma, Me Deixa entre outras.

Discografia

O Rappa 1994

Rappa Mundi 1996

Lado B Lado A 1999

Instinto Coletivo (Ao Vivo) 2001

O Silêncio Q Precede O Esporro 2003

Luau MTv 2004

Acústico MTV (Ao Vivo) 2005

Warner 30 Anos: O Rappa (Coletânea) 2006

7 Vezes 2008

Perfil: O Rappa (Coletânea) 2009

Ao Vivo na Rocinha 2010

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: