Eu Vivo Mal Humorada

27 mar

A difícil façanha de lidar com os gênios das pessoas…

Faz tempinho que não escrevo para o Eu Vivo Mal Humorada e imaginei esse texto de N maneiras, mas hoje que realmente me estressei muito, achei apropriado escreve-lo de uma forma mais amena e de modo mais geral, depois claro, de ter me acalmado. Agora ouvido músicas que adoro posso escrever sobre esse assunto sem ser tendenciosa. O que realmente devemos admitir é que somos, nós seres humanos, criaturas extremamente complicadas, cheias de neuroses como explica a psicologia, e acabamos afetando diariamente as pessoas que convivemos com nossas reações adversas, nossos humores. Só com muito amor mesmo para aturar certas coisas. Acho que era por isso que Jesus disse logo “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo15, 9). Ele certamente tinha em mente a personalidade inconstante do homem. Ele mais que ninguém tem até experiencia pois conviveu com doze pessoas diferentes.

Claro que tem pessoas mais amenas, mas todo mundo tem seu dia de cão. Somos dotados de qualidades e defeitos e mesmo que achemos que sejamos um doce, ninguém é perfeito. Mas porque ninguém quer enxergar seus defeitos? Ninguém aceita admitir que tem atitudes irritantes, atitudes injustas ou imaturas? Dando um exemplo extremo, existe um rapaz que faz o mesmo curso que meu e ele tem bromidrose (que é o mau odor nas axilas) e o cara simplesmente, mesmo incomodando todos da sala de aula não tenta resolver seu problema. Já teve uma classe inteira que se uniu para conversar com a professora porque ninguém estava suportando o mau odor. Agora eu lhes pergunto leitores, algo tão simples mas que a pessoa prefere passar por constrangimento a mudar de atitude.

Agora voltando para personalidades difíceis, tem pessoas que mudam de humor e costumam descontar seu mal humor nos outros, tratando os outros mal ou simplesmente ignorando as pessoas, como se os outros tivessem culpa dessa fase. Eu particularmente acho certo alguém com o cão nos coro se isolar mesmo, até para não falar ou fazer algo que futuramente ela vai se arrepender. Admito que tenho dias de mal humor, mas prefiro me isolar, espero o capeta sair de mim e depois falo com as pessoas, e prefiro nem sair de casa ou entrar na internet nesses momentos, claro que vacilo também, não sou santa. Tenho a paciência culta infelizmente, e por conta disso acabo saindo do sério rapidinho mas uma coisa que sempre tento ao máximo é evitar brigas. Odeio discutir ou brigar com alguém, no momento de raiva choro ou vou desabafar com outros, evito mesmo os confrontos. O que sempre faço quando estou mesmo aborrecida é me afastar da pessoa. Eu posso admitir que tenho a personalidade forte e perco mesmo a paciência fácil. Creio que nesses momentos o certo para alguém como eu é respirar mil vezes e dar tempo.

Há pessoas cada vez mais nesse mundo que querem ter sempre a razão em tudo e nunca dão o braço a torcer, admiro pacas quem tem a humildade para admitir seus erros e pedir desculpas, principalmente se elas forem verdadeiras. Acho que o pior em alguém é ela ter o julgamento injusto, alguém que adora acusar os outros e condenar sem nem ao menos ouvir o que o outro tem a dizer, sem nem ao menos sondar o fato. Acho que em uma amizade ou parceria de trabalho deve haver confiança, senão as coisas não fluem.

E também tem as pessoas que são o poço de emoções, que vivem confusas, curtindo uma deprê, que vira e mexe dão uma de Maysa e vivencia a música “Meu Mundo Caiu”, são aquelas pessoas que hoje estão normal, amanhã saem falando que a vida é horrível, se isolam, mas o que acho mais interessante é que antes fazem uma notória saída. Ou ficam colocando frasezinhas depressivas para chamar atenção das pessoas. É como no seriado Glee, a personagem principal,  Rachel Berry que se diz fã da Barbra Streisand e diz que ama drama. Mas tem gente que é assim mesmo, ama fazer um drama de tudo, é como se vivesse em uma novela. Não quero dar uma de insensível, sei que existe depressão mesmo, mas não é a mesma coisa, acreditem. Eu chamo essas pessoas de dramáticas, a vida pode está ótima, mas eles se revoltam, reclamam de tudo ou fazem a maior tempestade em um copo d’água.

Sei que como somos diferentes, tem gente que suporta bem um baque e outras que caem por algo mais simples (não estou querendo diminuir dor de ninguém, quando falo simples quero dizer que o impacto é menor ou mais fácil de se resolver). Por exemplo uma pessoa que perde a família toda em uma enchente e mesmo assim continua forte para ajudar os vizinhos e outro que comete suicídio porque perdeu o emprego.  Situações diversas, atitudes diversas. Por isso quis colocar esses exemplo para mostrar como o ser humano pode suportar ou não, depende da estrutura emocional dele. Tem gente que fica mesmo no fundo do poço, deprimido por um fim de um namoro e tem gente que chora e no outro dia está numa boa. Mas isso é bem diferente do que mencionei anteriormente, quando falava de gente dramática. Aqui falo de coisas sérias e antes falava de pessoas que gostam de chamar atenção com suas atitudes.

Ultimamente vivo dizendo que não tenho paciência com frescuras,  notei que quando mais velhos ficamos, começamos a selecionar melhor quem convive conosco. Quando eu era criança, achava triste meus pais não terem muitos amigos, seus conhecidos só eram as pessoas da família, os parentes mesmo e alguns colegas de trabalho e ficava pensando que não queria ser assim, achava que o casamento fazia isso. Hoje creio que o casamento tem parcela de culpa mas não toda, como eu disse, com tempo temos menos paciência para certas coisas, e procuramos conviver com pessoas que tem pelo menos a mesma visão de mundo que a nossa ou que some, que nos traga algo de bom. Já é difícil lidar com filhos e marido (esposa), ainda mais com pessoas que nem são de nossa família e que só trazem aborrecimento. É engraçado esse lance de família, porque você (sendo pai ou mãe), procriam e essa prole é educada por você e mesmo assim, essas criaturas quando crescem são seres completamente estranhos a você, admitam que a personalidade de seus filhos as vezes os assustam. Fico imaginando como deve ser difícil para os pais conviver com os filhos. Principalmente na adolescência. Onde ele deixou de ser o bebê do papai e se tornou uma pessoa de opinião que adora bater de frente com você.

Falamos de todos os gêneros de personalidade? Creio que não, porque sempre são as mais diversas. E que lição podemos levar disso tudo? A que mesmo nós somos insuportáveis as vezes, tenha isso sempre em mente antes de criticar alguém, procure entender que vivemos em sociedade e que as pessoas não têm culpa de nossos problemas, como disse essa tarde para uma amiga, mesmo quando estamos em nosso inferno astral a vida continua. Temos que cumprir com nossas obrigações, nossos compromissos. Trate os outros como você gostaria de ser tratado. E lembrem-se que seus pais fazem tudo que podem por vocês. Vamos procurar ser mais racionais e menos emocionais ou uma bomba relógio de emoção que explode toda vida que as coisas não saem como queremos. Vamos tomar um banhozinho porque ninguém merece conviver com “Casção adulto”! Aliais vamos ser mais maduros e entender que cada um tem seu modo de ser, mas que conviver com uma pessoa abusada ou dramática ou babaca é cansativo! E nem vou falar das falsas que ai já é distúrbio de caráter, aliais falta! E fica para outro texto.

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