Appetizers – Música

6 abr

Lollapalooza acontece neste fim de semana

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O grupo Arctic Monkeys é um dos headliners do Lolla Brasil: dois dias de rock
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Uma das atrações mais aguardadas é o Foo Fighters, cuja negociação foi difícil e envolveu vários boatos: depois de muita espera, fãs vão poder ver a banda de perto, no Jóquei Clube de São Paulo
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Integrantes do Velhas Virgens: banda foi selecionada para um dos palcos do Lollapalooza

Evento, que acontece pela primeira vez no País, vai reunir em dois dias atrações nacionais e internacionais


Com uma grife poderosa nas costas e promovendo o mais bombástico show do rock mundial, o Lollapalooza Brasil estreia sua marca neste final de semana em São Paulo, testando no país os limites da música atual.

A escalação do evento, que acontece no sábado e domingo no Jockey Club, é uma mistureba de gêneros e tamanhos, mas o espírito é o da música independente baseada no “superlativo”.

A começar pelo nome, o Lolla BR inaugura a filial no Brasil de um dos mais importantes festivais do mundo, realizado em Chicago, nos EUA, que, desde os anos 90, faz história na música “indie”.

Depois de uma ferrenha batalha nos bastidores com outras duas produtoras nacionais, a Geo Eventos, braço da Rede Globo e representante do Lollapalooza no Brasil, conseguiu fechar um contrato com o Foo Fighters, banda do ex-Nirvana Dave Grohl, que desde o ano passado vem arrastando multidões em arenas e estádios mundo afora.

O Foo Fighters é a atração principal do sábado. No domingo, o “headliner” é o grupo britânico Arctic Monkeys, em sua segunda visita ao Brasil (tocaram em 2007). Quando apareceu para o mundo, em 2006, a banda do vocalista Alex Turner realizou a maior façanha de um grupo novo da era da internet.

Mesmo com o primeiro álbum tendo sido vorazmente baixado na rede, quando saiu às lojas, vendeu tanto que virou o disco de estreia mais rapidamente consumido da história britânica. Foram 360 mil cópias na primeira semana. Mais que a estreia do Oasis, por exemplo, em 1994.

Carreira

De lá para cá, a banda lançou quatro álbuns e só cresceu. Amadureceu, experimentou e manteve a identidade. Possui uma das mais poderosas bases de fãs na internet, sem ter virado pop.

Entre as 50 bandas que tocarão no resgatado espaço do Jockey Club paulistano, que ganhou concorrência de Anhembi e Interlagos por causa (também) do “skyline” urbano semelhante ao de Chicago, estão ainda os nomes do americano Skrillex e do brasileiro Racionais MC´s.

O primeiro era um moleque de cabelo esquisito que tocava em uma banda emo até pouco tempo. Hoje é o atual superstar da música eletrônica, feita em computador com bases de dubstep inglês.

O Racionais MC´s, espécie de Nirvana do hip-hop brasileiro, revolucionou o gênero com um crescente apelo de periferia nos anos 90, até eclodir no excelente disco “Sobrevivendo no Inferno”, que vendeu 1 milhão de cópias sem alardes de mídia. O grupo prepara um novo disco, e músicas inéditas devem aparecer no show, em que um Racionais toca fora de seu habitat, em um festival de “playboys”. Dificilmente seu público costumeiro pagaria R$ 300 para vê-los.

Line up nacional aposta em nomes “menores”

Se a escalação de bandas estrangeiras do Lollapalooza Brasil é um conjunto de superlativos, a de bandas nacionais está no extremo oposto. Para cada nome entre os que experimentam o auge do “hype”, como Skrillex ou Cage the Elephant, ou que passaram disso e se mantêm relevantes, como as bandas Arctic Monkeys, TV On The Radio e Band of Horses, existe uma atração brasileira que há tempos não produz nada relevante – ou ainda não o fizeram.

Vide a dupla Veiga & Salazar. Nome importante do hip-hop nacional na década passada, há oito anos vive um hiato na carreira. Prometem disco novo para 2012, mas só para o segundo semestre.

Caso semelhante ao do Pavilhão 9, que foi um dos principais grupos de rap dos anos 1990 e início dos 2000. Há oito anos sem lançar discos, a banda vive em uma espécie de limbo. Ressurgirá para alimentar os saudosos, mas tira, assim, o espaço que poderia ser dedicado a um expoente da nova e tão rica cena de rap atual do Brasil.

Outra categoria é de bandas que nunca justificaram a sua existência. Nesse quesito, ninguém pode defender melhor o tal posto do que a paulistana Velhas Virgens.

Em atividade há 26 anos, fazendo rock´n´roll com letras sub-bukowskianas, a escalação do grupo tem um caráter quase educativo: mostrar aos mais jovens como era uma banda de rock brasileiro “B” nos anos 1980.

Mais novos

No meio termo entre dinossauros e nem tão velhos assim (mas um pouco gastos), estão os paulistanos do Daniel Beleza & Os Corações em Fúria. Banda de algum destaque no “boom” de nomes independentes em meados dos anos 2000, pouco se soube do seu punk glam rock recentemente. Se o grupo ainda conserva a energia de suas apresentações, reconhecidas pelas performances ditas viscerais, talvez o convite do festival se justifique.

Já entre os novíssimos escalados, a carioca Tipo Uísque é a maior incógnita. Lançados por um braço da Som Livre, a banda faz um rock meio fofo, à la Rilo Kiley.

Ainda precisa provar, no seu pouco tempo de carreira, que tem música tão interessante quanto a formação, com quatro mulheres graciosas e dois homens.

Dada a concorrência, pode não ser tão difícil fazê-lo.

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