Eu Vivo Mal Humorada

9 abr

Porque meu ouvido não é penico!

Sei que no começo do blog já havia falando sobre o iniciativa de se usar fones de ouvidos nos coletivos para respeitar quem não compartilha de seu gosto musical. Pelo menos é assim que a maioria faz. Só que devido me encontrar em uma situação inevitável semana passada, acabei tendo que ouvir um estilo de música que faço questão de deixar claro que não suporto e não é só por conta de gosto não, é questão de ética mesmo, devido as letras. Mesmo já tendo falado disso nesse post que falo dos fones de ouvidos, achei necessário acrescentar uma ou dois coisinhas.

Acho que quem acompanha o blog já deve saber de que tipo de “música” estou falando e até porque faço questão de colocar em parenteses. Vou falar no Eu Vivo Mal Humorada sobre o Funk, no dia que acabei ouvindo essa “música” me senti verdadeiramente ofendida como mulher e como pessoa. Letras de baixo escalão e podem me achar fresca, mas pelo amor de Deus, a questão aqui nem é mais falar que é pornografia sonora, é ouvir o que se falam da mulher, é impressionante como as pessoas não percebem que é mais que machista, chega a ser cafajeste mesmo as letras.

Fora as próprias mulheres cantando que são prostitutas (nada contra a categoria, mas não é nesse sentido que a “música” fala), poxa cara, se lutou tanto para que as mulheres fossem respeitadas perante a sociedade e as pessoas hoje em dia deixam meninas ouvirem esse tipo de “música” e depois reclamam do tipo de jovens que estamos formando. É só chamar de piriguete e pronto, está resolvido né?! Neste sentido sou muito moralista mesmo, nunca vou querer meus filhos ouvindo isso e nem é porque acho brega não, é porque acho imundo mesmo, pior que lixo musical.

No tempo que passei no ambiente, não escutei nenhuma vez letras que se aproveitassem, que falassem dos problemas da favela, do morro, que denunciar-se algo, que expressa-se indignação contra os abusos, ou que pelo menos falasse de amor, de qualquer coisa que tivesse um sentido poético ou critico, nada mesmo. Só tinha letras que falavam de sexo explicito, que coloca-se a mulher como puta, que enaltecer-se o homem como safado, comedor, que traça todas, ou seja nada que acrescente algo de valoroso, ou que fizesse pensar.

O mais impressionante é que ninguém se atenta para isso, diz que não gosta da música mas dança ela nas festas, porque festa é algo descontraído. Sou chata, sou moralista sim. E não tem como eu mudar nesse sentido, morrerei assim, acho triste esses artistas cariocas que são formadores de opinião, falarem que curtem isso. Ninguém escuta as letras desse lixo não? Eu posso até não ser ainda professora de português, mas acho isso uma ofensa a nossa língua, nossa cultura. Tanta coisa boa, rica que acrescenta, que pode nos engrandecer intelectualmente e a pessoa vai ouvir um negocio desses.

Eu fico mesmo me perguntando o que os educadores dos morros cariocas pensam disso tudo, o que eles falam em sala de aula, o que é passado para esses jovens. Falo de lá porque é o berço do funk mas sei que no Brasil inteiro se ouve isso, nunca vou me esquecer de um vídeo que vi de jovens em uma FESTA DE ESCOLA em Brasilia, fiquei assustada, vi coisas que só vemos em filme porno. Vi esse vídeo no Não Salvo, os comentários no blog foram criticando tudo.

http://www.naosalvo.com.br/as-festas-de-colegio-estao-diferentes/

No Não Salvo foi tirado os comentários, mas nesse link tem:

http://www.twitmunin.com/c/385533/as-festas-do-col%C3%A9gio-est%C3%A3o-diferentes!-n%C3%A3o-salvo/

Tem muitas pessoas que conheço que já disseram várias vezes que vão ao baile funk, porque todo mundo só ver como um tipo de cultura, mas eu lhe pergunto que tipo de cultura é essa? Por que as pessoas não enxergam a ideia que é passada nas letras dessas “musicas”? Olha, já ouvi muita asneira nos forrós e nas musicas sertanejas, letras onde só falam de bebedeira, de puteiro, cabaré, que o cara é o rei das raparigas, que a mulher é interesseira, que só se preocupa com a chapinha, que o elas só querem dinheiro, e muita alusão ao sexo, sem esquecer das músicas de axé. Mas sexo explicito mesmo só ouço no funk, e infelizmente não sou só eu, crianças também escutam. Vou colocar aqui uma letra de um desses proibidões e depois quero ver o que vocês me dizem.

O mais interessante que quando fui procurar no Google alguma letra, saiu mais foi indicação de sites porno. Depois dessa, tenho mais certeza do que acho a respeito desse tipo de “música”. Aqui está o link de um proibidão, que toca em todo lugar até para crianças ouvirem, proibido para quem é que eu não sei.

http://letras.terra.com.br/gaiola-das-popozudas/1281814/

E só para concluir, nem sempre quando se está no inferno, vale a pena abraçar o cão. ¬¬

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