ESTILO DE VIDA NERD

12 abr

Battle Royale

Vou falar de um mangá feito em 15 tomos e super vendido no japão mas que também gerou polémica, Battle Royale que é também um livro de Koushun Takami publicado no Japão em Abril de 1999 e que depois foi adaptado ao cinema, originando ainda uma continuação Battle Royale II realizado por Kinji Fukasaku e estreado a 16 de dezembro de 2000. Já havia comentando do filme mas hoje vou falar do mangá e aprofundar mais sobre o assunto.

Koushun Takami é um autor japonês e jornalista. Mais conhecido por seu romance 1999 Battle Royale, que foi posteriormente adaptado em dois filmes live-action, dirigido por Kinji Fukasaku, e três séries de mangá. Graduando da Universidade de Osaka com uma licenciatura em literatura, ele saiu da Nihon University liberal do programa de curso por correspondência artes. De 1991 a 1996, trabalhou para a notícia empresa Shikoku Shimbun, informando sobre vários campos, incluindo a política, relatórios policiais, e economia.

Battle Royale foi concluída após Takami deixou a empresa de notícias. Foi rejeitada na rodada final do concurso literário 1997 Japão Grande Novel Horror Prix, devido ao seu conteúdocontroverso retratando crianças júnior da High School forçado a matar um ao outro. Quando finalmente publicado em Abril de 1999, ele passou a se tornar um best-seller, e só um ano mais tarde foi transformado em ambos manga e um longa-metragem.

Como é a história de Battle Royale e porque muita gente torceu o nariz quando foi publicado? Seguinte: A história se passa num futuro não muito distante, os jovens se tornaram um tanto rebeldes demais, devido à recessão econômica na Grande República do Leste Asiático e seus danos sociais, obrigando o governo a aprovar uma lei conhecida como ATO BR, a lei consiste em sortear uma classe de estudantes para participar de um jogo onde a principal regra é matar uns aos outros até restar apenas um. O governo diz que o motivo do jogo é cumprir uma demanda social, mas a verdade ninguém sabe.

São escolhidos jovens entre 15 e 16 anos para serem levados ao local onde ocorrerá o jogo uma ilha chamada Okishima (e aparentemente baseada em um lugar real, uma ilha da prefeitura de Kagawa a sudoeste de Shodoshima). A ilha é o local onde acontece a história relatada no mangá, porém o local não era fixo, tendo outros locais sendo utilizados para a execução do programa. Logo no inicio do mangá, já vemos a vencedora de um jogo anterior – uma garota que enlouqueceu logo depois de concluir o jogo.

A premissa, por si só, já é impressionante. O desenvolvimento da história é ainda mais. Tanto no Livro, Mangá e no Filme a história básica é a mesma. Até bonequinhos criaram com os personagens do Mangá. Eu quero!

Logo que o “jogo” começa, podemos verificar os mais variados tipos de comportamento. Muitos dos jovens, pressionados pelo terror psicológico imposto pelas circunstâncias do programa, deixam de lado muitos de seus princípios e partem para a mais básica forma de preservação da vida; a violência. No entanto, alguns deles conseguiram manter seu lado “racional” ativo, controlando seus impulsos bestiais e tentando pensar em maneiras de superar aquela situação desesperadora. Alguns tentam fazer sozinhos, outros pensam no próximo e buscam a união dos alunos como meio de sobrevivência e superação das adversidades.

Observando-se a variação de sentimentos e atitudes da própria raça humana, muito bem apresentada e desenvolvida por Takami, podemos esperar os mais variados desfechos possíveis para a trama, tornando-a irresistivelmente imprevisível. Cada personagem tem uma peculiaridade que o torna único e, ao mesmo tempo, muito próximo de qualquer um que venha a ler a obra. Esta variação permite a identificação do leitor com qualquer uma das personagens, o que aumenta ainda mais a vida-útil de sua trama.

Quem conhece Battle Royale vai achar o Jogo Vorazes tem uma coisa e outra parecida com o primeiro, mas é pouca coisa mesmo. Mas porque estou dizendo isso? Veja o enredo do livro/filme. Depois faço uma matéria sobre Jogos Vorazes e os outros livros.

Jogos Vorazes é ambientado em uma nação chamada Panem, durante um período futurístico não definido, após a destruição da América do Norte. Panem é formada por uma poderosa cidade central, conhecida como Capital, que é rodeada por doze distritos mais pobres, definidos por uma sequência numérica que vai de 1 a 12. Algum tempo antes do início dos eventos do livro, havia um 13º distrito, que foi eliminado pela Capital por ter se rebelado. Para evitar novos levantes e lembrar às pessoas do seu poder, a Capital criou os Jogos Vorazes, uma competição anual que é transmitida ao vivo pela televisão para toda a população de Panem. Para os Jogos, durante uma celebração chamada Dia da Colheita, são selecionados por sorteio uma garota e um garoto entre doze e dezoito anos de cada distrito. Os tributos, como são chamados, são forçados a entrar em uma perigosa arena, controlada pela Capital, e precisam lutar até a morte para que, no fim, reste apenas um sobrevivente.

Um pouquinho parecido né? Segundo a autora, Suzanne Collins, a ideia para Jogos Vorazes surgiu enquanto ela zapeava canais na televisão. Em um canal, a autora observou pessoas competindo em um reality show e em outro viu cenas da Guerra no Iraque. As duas coisas “começaram a se confundir de um modo muito inquietante” e a ideia para o livro foi formada. O mito grego de Teseu serviu de base para a história – a personagem principal Katniss seria como um Teseu futurista – e os gladiadores romanos completaram o quadro. Eu acho que qualquer pessoa pode ter ideias parecidas, afinal existe o inconsciente coletivo, lembre-se da criação do avião, até hoje há controvérsias, mas para mim não importa quem criou primeiro o importante é que foi criado. Interessante que em minha pesquisa sobre Battle, vi que muitas pessoas tem a mesma impressão que tive sobre a semelhança que Jogos Vorazes tem com Battle Royale.

Também já falei aqui sobre O Senhor das Moscas e percebo que essas três histórias falam de jovens que são colocados em uma situação adversa e que por conta da situação em que se encontram acabam se tornando violentos, e tento atitudes que normalmente não teriam vivendo em sociedade, perto dos adultos. Acho mesmo que hoje vivemos em uma sociedade que a violência está presente todos os dias em nosso dia a dia, já comentei aqui também que é algo que vem se banalizando. Estamos nos acostumando a almoçar vendo programas como Barra Pesada ou Rota 22. Interessante é que nossos jovens estão mais próximos disso que qualquer um de nós, mas porque? Por que se diz que é certos ambientes são áreas de risco? Por que existem tantos jovens se envolvendo no crime e nas drogas? Na cadeira que estou fazendo na faculdade discutimos essa semana sobre a adolescência e como as mudanças psicológicas dessa época afetam tanto as atitudes e pensamentos desse  indivíduo que não é mais criança e nem adulto ainda. Que essa rebeldia toda vem do fato deles sentirem todas essas mudanças. Mas será que os jovens tem mesmo toda essa violência contida neles devido os padrões que a sociedade impõem? Isso me lembrou um pouco a luta do Id com Superego e o equilíbrio do Ego. Mas vamos deixar essas análises para outro post.

Voltando ao Battle Royale no Brasil o mangá começou a ser publicado pela Conrad no final de 2006. Pelo menos 12 volumes (de um total previsto de 15) foram publicados. No entanto, em novembro de 2007 foi interrompido o lançamento de novas edições- o que persistiu até julho de 2011, quando a Conrad surpreendeu com o lançamento do volume 13 da obra. O volume 15, e ultimo, foi lançado em Novembro de 2011 concluindo de vez a publicação do mangá no Brasil. E o filme foi rebatizado como Batalha Real e lançado no início de 2007 pela Visual Filmes.

O livro original foi adaptado para um filme (produzido em 2000) e depois para uma série de mangá. Além dessas três versões do que é essencialmente a mesma história com leves mudanças, foram feitas duas sequências. Battle Royale 2: Chinkonka (Requiém), o segundo filme, não foi bem aceito pela crítica como o primeiro. A história é uma sequência dos eventos do primeiro filme Battle Royale e se passa anos depois, com situações novas envolvendo alguns personagens do primeiro filme. Battle Royale 2: Blitz Royalle é uma obra muito recente em mangá que conta uma nova história com a mesma premissa básica de Battle Royale, mas personagens e situações diferentes. Os criadores são Koushun Takami e Hitoshi Tomizawa, que cuida da arte.

Personagens

Shuya Nanahara é um garoto comum que está no 3° ano. Ele vive em um orfanato, junto com seu melhor amigo, Yoshitoki Kuninobu. Eles têm uma vida normal, estudam na mesma escola, conversam com os amigos, resumindo, tudo o que qualquer outra pessoa faça.

O dia da “Viagem dos Sonhos” está chegando e Shuya e Yoshitoki estão muito empolgados com a viagem. Até que o tão esperado dia chega.

A viagem prossegue normal, até certo ponto. De repente, todos os alunos dentro do ônibus começam a dormir.

Quando eles acordam, estão em uma sala de aula e percebem que estão com uma espécie de coleira no pescoço.

Quando percebe que os alunos acordaram, um homem chamado Yonemi Kamon (no mangá – personagens similares com outros nomes ocupam o mesmo papel no livro e no filme) diz que todos irão participar de um jogo legal. Um jogo onde alguns formarão bandos, outros preferirão ficar sozinhos, alguns desconfiarão de todos, outros continuarão acreditando nas pessoas e alguns ficarão loucos. A sala do 3° ano B foi escolhida para “O Programa”.

A coleira que eles usam possui um localizador e os alunos não conseguem retirá-la. Portanto, se eles tentarem fugir da ilha, o governo saberá.

Se em 24 horas sobrar mais de um aluno vivo, a coleira de todos explodirá, e assim, O Programa não terá nenhum vencedor.

Como os habitantes da ilha foram expulsos, os alunos tem a ilha inteira só para eles, ou seja, eles podem ficar em casas, apartamentos, lojas, mas os telefones estão desligados. Logicamente, muitos pensaram em se esconder nas casas e ficar lá para não ter que matar e muito menos morrer. Mas isso não é possível, pois a ilha foi dividida em Quadrantes. A qualquer momento pode acontecer de um ou mais quadrantes serem designados como áreas proibidas, obrigado os alunos lá localizados a saírem rapidamente. Yonemi Kamon informará os alunos por um alto-falante quando um quadrante se tornar proibido. Se o aluno não sair da área proibida, sua coleira vai explodir. A única coisa que os alunos recebem é um kit de sobrevivência que contém água, um pouco de comida e uma arma. As armas recebidas têm a ver com a capacidade de sobrevivência de cada um: para gerar equilíbrio, os mais cotados para ganhar o jogo recebem armas piores. Porém, como Yonemi Kamon falou, isso de nada adianta, pois os melhores invariavelmente ganham o jogo. Como exemplo, temos Kazuo Kiriyama, que recebe uma faca pequena no início, mas pouco depois mata membros de sua gangue e assim consegue uma arma automática.

Shuya promete a si mesmo proteger Noriko Nakagawa, a garota por quem Yoshitoki é apaixonado e luta em impedir que ela morra enquanto também tenta convencer os demais alunos a não jogar o jogo. Outros personagens são: Kazuo Kiriyama, um líder de gangues impiedoso que se entregou ao jogo, Shogo Kawada, um aluno misterioso que se transferiu para a classe de Shuya e Shinji Mimura um aluno rebelde que arma um plano para fugir da ilha prejudicando o governo. Dentre outros vários estudantes que são mostrados na ilha.

Espero que tenham gostado do post, até a próxima quinta! 😉

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