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23 abr

Mamonas Assassinas

Hoje vou falar no Nativa de uma banda que deixou saudade para muita gente, uma banda brasileira que fez um mega sucesso com seu jeito cômico e irreverente, mas que nos deixou muito prematuramente, vou falar de Mamonas Assassinas. Quem que hoje tenha mais de trinta anos que não se lembre das canções com letras engraçadas deles e não tenha uma certa nostagia quando ouve “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” ou “Vira-Vira”, sua músicas de maior sucesso.

Claro que também gostei bastante de suas músicas e uma coisa curiosa que todos já devem ter notado é que o Mamonas Assassinas é a banda mais cantada em Karaokes do Brasil, tem que haver suas músicas no arquivo e sempre é cantada Robocop Gay. Isso deixa mais claro ainda como eles fizeram muitos fãs e como eles fazem falta com sua graça e talento.

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira de rock cômico. O som era uma mistura depunk rock com influências de gêneros populares, tais como forró, sertanejo, além de heavy metal, rock progressivo, pagode e o vira português. A carreira da banda, com o nome de Mamonas Assassinas, durou de julho de 1995 até 2 de março de 1996 (pouco mais de 7 meses) e não só a morte de seus integrantes, como também o sucesso destes, foi meteórico e estrondoso. Porém, no auge de suas carreiras, os integrantes da banda foram vítimas de um acidente aéreo fatal.

História da Banda

Em março de 1989, Sérgio Reoli, ao trabalhar na Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Bento. Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Bento e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões.

De repente, porém,ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa ele se interessou pela música e passou a tocar o baixo elétrico,estava formada assim a cozinha com baixo,guitarra e bateria. Os três formaram o grupo Utopia, especializado emcovers de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Rush,etc…

Em um show, em Julho de 1990, o público pediu para tocarem uma música dos Guns N’ Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Alecsander Alves, conhecido como Dinho, voluntariou-se para cantar e provocou grandes risadas da platéia, com sua performance escrachada, garantindo o posto de vocalista da banda. Através de Dinho, entrou o quinto integrante da banda, o tecladistaJúlio Rasec.

Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo, e lançou um disco que vendeu menos de 100 cópias. Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Começaram introduzindo devagar nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público, mas eles perceberam que o público aceitava muito bem as músicas escrachadas,foi ai a chave para o sucesso da banda.

Através de um show em uma boate em Guarulhos (SP), conheceram o produtor Rick Bonadio (mesmo empresário da banda de Santos, Charlie Brown Jr.). Gravaram duas músicas, Pelados em Santos e Robocop Gay e decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, “Mamonas Assassinas do Espaço”, criado por Samuel Reoli e reduzido para “Mamonas Assassinas”.

A banda enviou uma fita demo com as músicas “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” e “Jumento Celestino” para 3 gravadoras, entre elas a Sony Music e a EMI. Rafael Ramos, amigo da banda, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu na contratação. Após assistir uma apresentação do grupo em 28 de Abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os “Mamonas”.

Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os “Mamonas” saíram em imensa turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal, Programa Livre (no SBT), Domingão do Faustão, Xuxa Park (ambos na Rede Globo) e tocando cerca de 8 vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos “Mamonas” tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$50 e 70 mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 100 mil cópias a cada dois dias.

Em 1992, quando eram o Utopia, os integrantes tentaram tocar no Estádio Paschoal Thomeo (conhecido como Thomeozão), em Guarulhos, porém foram expulsos pelo dirigente do mesmo, que considerava que a banda nunca iria fazer sucesso devido ao nome (Utopia). Em Janeiro de 1996, porém, já como Mamonas, os cinco lotaram o estádio.

O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de ponta-cabeça, formando assim um M e um A de “Mamonas Assassinas”. Um veículo da empresa alemã é citado na canção “Pelados em Santos”: a Volkswagen Brasília, e na canção “Lá vem o Alemão” a Volkswagen Kombi.

Os “Mamonas” preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de Março de 1996. Porém em 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, prefixo LR-25D – PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremeter vôo, matando todos que estavam no avião. O enterro, no dia 4 de Março, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto).

Por Toda Minha Vida – Mamonas Assassinas

Alguns Arquivos de Videos feitos em Homenagem a Banda para seus Fãs.

  • 1996: MTV na Estrada (relançado em DVD em 2004)
  • 2002: Show Ao Vivo (Arquivo Familiar) CineArts
  • 2008: Por Toda Minha Vida – Mamonas Assassinas
  • 2009: Mamonas, o Doc
  • 2011: Mamonas para sempre

Membros

  • Dinho (Alecsander Alves) – vocais e violão
  • Bento Hinoto (Alberto Hinoto) – guitarra e violão
  • Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira) – baixo
  • Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) – bateria
  • Júlio Rasec (Júlio César) – teclados, backing vocals e vocais

Discografia

1995: Mamonas Assassinas

1998: Atenção, Creuzebek: A Baixaria Continua

2006: Mamonas ao Vivo

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