Eu Vivo Mal Humorada

7 ago

Venho por meio desta deixar clara toda minha indignação com a sociedade brasileira. Somos um pais que tem tudo para ser super desenvolvido e não falo economicamente não, falo educacionalmente, mentalmente. Ao invés disso não se é investido na educação porque no final das contas quem se importa com nossa integridade ou pelo menos finge se preocupar, se inteirar não quer pessoas com conhecimento.  Pessoas com consciência critica, onde possa pensar por si só e queiram lutar pelos seus direitos.

Hoje estava conversando com uma amiga sobre uma imagem que ela postou no Facebook sobre a super lotação das penitenciarias brasileiras que aglomeram presos mas não dão dignidade para eles, apenas colocam eles em uma cela super lotada, misturam ladrões com assassinos e todo resto, menos preso politico, né?! E depois quando passa o tempo da pena jogam eles na rua novamente, isso quando lembram do processo, porque tem muitos deles que estão lá além do tempo da pena. Agora me digam se uma pessoa dessa está reabilitada? E a revolta? Será que ele aprendeu algo com tempo que passou detido? Por que não investir em uma politica de reabilitação penal? Onde o preso fosse obrigado a estudar e aprender uma profissão e tem mais, colocava esse povo para trabalhar todo santo dia, até ficar cansado e voltar para cela, sabe aquele ditado, cabeça parada oficina do diabo? Esse ditado é verdadeiro.

Coloca esse ditado com outro conhecidíssimo, o trabalho inobre-se o homem. Dois ditados verdadeiros e que ilustram bem o que quero deixar claro. Nos presídios está cheio de mão de obra parada. Não precisam ser tratados como escravos, podiam ganhar redução de pena e um dinheirinho para mandar até para família. Sou leiga nesse assunto, confesso. Não estudo direito e nem conheço todas as leias admito, mas sei que como as coisas estão é que não dar, deve haver um jeito de mudar essa situação.

Outra coisa que queria comentar, sou urbana, nasci e me criei aqui, curto mesmo minha cidade e a modernidade. Mas o mal de se morar em uma cidade grande é que acabamos indiferentes a miséria e a tudo que cerca essa situação, vemos um morador de rua e nem nos afeta mais, é coisa cotidiana, mas está errado! Pessoas morando na rua, comendo lixo e dormindo no chão é algo triste. Mas ninguém liga mais, isso não afeta mais nosso coração. Virou rotina. E fazer o que? Tem casa de apoio aos moradores de rua aqui em Fortaleza? Sei que muitos deles retornam, preferem pedir a trabalhar, que as vezes tem casa mas vão para rua se drogar. É toda uma questão social que deve ser estudada caso a caso. Tenho essa consciência, mas o que de fato quero comentar aqui é que estamos acostumados com isso. Ver uma pessoa dormindo no chão e passar do lado e achar normal. Incrível né?! Já pensaram nisso? Vou fazer umas matérias sobre essas coisas da cidade grande, o bom e ruim. Claro que existe mais coisas, mas vou aprofundar matérias como essa.

E por fim digo, como sempre a mídia não se preocupa com que está rolando no poder, nas altas escalas sociais e nem o que devia ser divulgado pela mídia, o descaso, porque ela quer um bando de alienando para transforma-los em gado. E viva a democracia e demagogia, a hipocrisia.

#Vamos refletir um pouquinho que seja sobre os assuntos abordados hoje.

Dar uma olhada nessa matéria de 2008

 

Conheça a história de Vando e Policarpo, do Centro de Atendimento à População de Rua.

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Freqüentadores do Centro de Atendimento à População de Rua (CAPR) há aproximadamente 4 meses, Vando Alves de Oliveira e Policarpo da Silva se sentem orgulhosos pela história vitoriosa que estão construindo. Eles se conheceram em um abrigo de Fortaleza e estão juntos desde então, superando as adversidades.

Vando Alves de Oliveira, 22 anos, é natural de Iguatu. Veio para Fortaleza com a intenção de arranjar emprego. Com o insucesso e o fim do dinheiro que trouxe, ficou três meses em um albergue e outros dois meses andando pelas ruas e praças da cidade, sobrevivendo de doações.

Já Policarpo da Silva veio de Sobral. O jovem de 23 anos veio com dinheiro para alugar um quarto e dar início a um pequeno salão de beleza. Em Fortaleza, foi assaltado por dois homens com faca que levaram seu dinheiro e documentos. Policarpo passou, então, dois dias vagando pela cidade até chegar à Praça da Estação onde conheceu um senhor que o encaminhou para um albergue.

No albergue, Policarpo conheceu Vando. Alguns dias depois, saíram juntos e voltaram às ruas. Passaram a pedir esmolas e a dormir numa casa abandonada. Através de um “irmão de rua”, Valdo ficou sabendo da existência do Centro de Atendimento à População de Rua (CAPR) e foi com o companheiro se inscrever. Estão freqüentando o local há aproximadamente quatro meses e fazendo os cursos oferecidos no Centro. Atualmente, fazem a oficina de artesanato com materiais reciclados, produzindo mandalas, que vendem por até 40 reais.

No local, os jovens retiraram novas vias dos documentos extraviados e, com eles, foi possível conseguir o primeiro emprego. Eles vendem jornais em sinais numa grande avenida da cidade. Começam às cinco e meia e vão até nove e meia da manhã. Com o dinheiro conseguido, há dois meses alugaram uma quitinete no Centro de Fortaleza e estão montando sua casa. “As moças daqui nos ajudaram muito. São como mães pra gente”, comemoram se referindo às assistentes sociais do CAPR.

Também através do CAPR, Policarpo conseguiu localizar uma tia que mora na cidade e recuperou o contato com a família em Sobral. Diz, sorridente, que liga uma vez por semana para a mãe, os irmãos mais novos e os sobrinhos. Tem um sonho de, ainda este ano, passar uns dias na sua terra e rever os parentes. Já Vando afirma que prefere não manter contato. “Meu pai não gosta muito do meu jeito assim. Mas, fazer o quê?”, lamenta o jovem.

Preconceito
Os dois lembram que dificilmente sofrem preconceito pela relação que têm. Dentro do CAPR, assim que começaram a freqüentar, alguns moradores de rua procuravam diminuí-los, mas eles conquistaram o respeito com trabalho e responsabilidade. “No início, os outros ainda falavam alguma coisa, mas a gente não dá importância para o que as pessoas acham”, afirma Vando.

E as boas expectativas continuam. Estão aguardando ansiosos a resposta de um novo emprego para Vando. Se conseguir, vai trabalhar com carteira assinada em uma empresa responsável pela limpeza urbana. Eles estão torcendo para que dê certo.

O que é o CAPR?
Funcionando desde dezembro de 2007, o Centro de Atendimento à População de Rua, CAPR, está localizado na Rua Rodrigues Júnior, 1170, Centro. Pioneiro nesse tipo de atendimento em Fortaleza e no estado, o CAPR conta com 17 profissionais e está ligado à Coordenadoria da Proteção Especial, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Semas.

No Centro, os moradores de rua encontram espaço para guardar seus pertences, fazer sua higienização e se alimentar. Além disso, são oferecidos outros serviços, como atendimento jurídico e orientação para a retirada de documentos, acompanhamento psicossocial, encaminhamentos aos serviços municipais de saúde e oficinas sócio-educativas, de artesanato, entre outras.

Você acha que locais assim resolvem essa situação?

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