ESTILO DE VIDA NERD

16 ago

Sei que muitas pessoas não tem ideia de como são as pessoas chamadas de nerds, que aqui no Brasil estão mais para geeks. Acham que são pessoas alienadas que só falam de nerdisses. O muitos não sabem é que a maioria dos nerds curtem rock, metal. Engraçado isso porque os metaleiros tem meio que preconceito, os que não conhecem, mas rock e rpg por exemplo tem tudo haver. Isso porque as bandas de Heavy metal usarem temas como grandes jornadas, elfos, fadas e dragões nas suas letras.

São poucos os nerds que não curtem rock, muitos deles usam camiseta de banca, usam preto também e curtem coisas medievais, na verdade como eu disse antes o rpg e rock andam de mãos dadas. As meninas nerds também curtem rock. Sei que tem as duas coisas separadas mas se você olhar de perto não estão tão afastadas assim. O pessoal que joga vampiro é todo dark e certamente curte new metal ou bandas góticas. Até emo.

Já a turma que joga rpg medieval vai curti metal ou os rocks mais pesados. Um pouco de folk e rock anos 70. Que é o meu caso. E quem curte os rpgs modernos vão ficar com rock pop, new metal e metal. Não é regra que estou dizendo é o que ocorre geralmente. Sempre você ver filme com nerds vai ver pelo menos um deles ouvindo rock.

Um filme que mostra bem isso é Scott Pilgrim, onde a galera nerd tem banda de rock e outra coisa, Scott é personagem de quadrinho e o estilo é parecido com game, quer coisa mais nerd e rock que isso? Encontrei um blog que se chama O Nerd Roqueiro, fala de rock e coisas nerds.

http://onerdroqueiro.blogspot.com.br/

Um jogo antigo onde só toca músicas de rock.

Tem o Guitar Hero que não deixa eu mentir com várias musicas massa. Você se sente um rock star tocando a guitarrinha, eu adoro. Os quadrinhos do Conan lembram algumas capas de CDs, sempre tem algo que lembra. Achei uma coisa massa do Senhor dos Anéis que remetem ao rock.

É tanta verdade que eles andam unidos que achei guitarras nerds:

Millennium Falcon

Dragão

NES

Espada

Tron

Rock e RPG: J. R. R. Tolkien

A sigla RPG existe para simplificar a expressão Role Playing Game, ou seja, Jogo de Interpretação. No início da década de 80 essa sigla só não era um enigma para os poucos adeptos do jogo, que foi se difundindo aos poucos entre universitários americanos até se tornar de conhecimento mundial. O jogo, em linhas gerais, consiste em juntar um grupo de amigos, onde cada um assume o papel de um personagem, e um mestre, que é a pessoa que cria e coordena as histórias.

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Figura: Capa do disco Bilbo, dos suecos Pär Lindh e Bjorn Johansson

Existem hoje em dia centenas de RPGs diferentes, cada qual com as suas próprias regras e ambientações. Pode-se jogar com um cavaleiro medieval numa Europa mística, cheia de bruxos e dragões, com um polical cyborg em um futuro apocalíptico ou até mesmo com um vampiro gótico nos tempos atuais. O único limite dentro de um RPG é a imaginação do mestre e dos jogadores.

Mas onde essa imaginação é exercitada ? De onde os autores destes RPGs tiram tantas idéias? Os RPGs de fantasia medieval, por exemplo, são praticamente todos baseados na obra do escritor inglês John Ronald Reuel Tolkien, que teve sua principal obra, O Senhor dos Anéis (Lord Of The Rings), recentemente nomeada como livro do século na Inglaterra.

J. R. R. Tolkien

J. R. R. Tolkien

Ela conta a história de um jovem Hobbit (uma espécie de humano pequenino e pacífico) que precisa partir em uma missão para salvar o seu mundo do domínio de Sauron, o Senhor das Trevas. A narrativa perfeita de Tolkien, aliada a sua fértil imaginação e a sua genialidade (ele chegou a criar realmente a língua dos elfos, que algumas pessoas hoje em dia sabem falar!!!) criou um mundo vasto, cheio de maravilhas e terrores – a Terra Média. De todos os RPGs existentes, o mais relacionado com a obra é o MERP (Middle-Earth Role Playing game), que obviamente, é adaptação desse mundo para as mesas de jogos. Outros exemplos? O Advanced Dungeons & Dragons, GURPS Fantasy e o nacional Tagmar. São inúmeros os RPGs que abusam de semelhanças com a Terra-Média.

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Figura: Gandalf enfrenta o Balrog em Moria, em uma das lutas mais emocionantes descritas por Tolkien. Imagem de John Howe.

Não foi somente os autores de RPGs que se inspiraram em Tolkien. Diversos músicos beberam na mesma fonte, criando músicas até discos inteiros baseados na sua obra. Hoje em dia, o nome Tolkien é bastante associado a banda alemã Blind Guardian. E não é para menos, já que o último disco da banda, NightFall In Middle-Earth é conceitual sobre o livro O Silmarillion, que conta a história da criação da Terra-Média e dos seus primeiros séculos de existência. E esta não foi a primeira vez que o letrista e vocalista Hansi Kürsch usa desta sua paixão para se inspirar; diversas composições da banda são influenciadas pelo mestre da fantasia medieval.

Hoje em dia, dezenas de bandas de power metal seguem a mesma trilha do Blind Guardian, em busca de inspiração para suas músicas e letras. Alguns exemplos podem ser citados, como o LeFay, Nightwish e Timmo Tolki (guitarrista do Stratovarius, em seu disco solo). Outros o fazem de maneira indireta, como oRhapsody, criando um mundo que não poderia ter sido imaginado sem a existência da obra deixada pelo inventor da fantasia medieval.

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Figura: A capa de NightFall In Middle-Earth, do Blind Guardian, mostra uma cena do Silmarillion, onde Berem (disfarçado de lobo) e a elfa Lúthien roubam um dos Silmarils de Morgoth.

A influência de Tolkien sobre o rock não termina aí : é muito mais profunda que muita gente imagina. A banda inglesa de Rock Progressivo Marillion retirou o seu nome da já citada obra, o Silmarillion. Se mantendo no mesmo gênero musical, podemos citar o álbum conceitual “Bilbo”, composto pelo suecos Pär Lindh e Bjôrn Johansson. Este disco narra (em poucas palavras, pois é praticamente instrumental) a história do livro “O Hobbit”, o primeiro escrito por Tolkien e que serve como prelúdio para “O Senhor Do Anéis”, que foi transformado por Bo Hanson em uma obra de rock progressivo instrumental. E qual fã de Rush não se emociona ao ouvir a belíssima Rivendell, nome de refêrencia para qualquer fã do trio canadense e da Terra-Média ?

Até os Beatles foram influenciados pelo grande escritor inglês. Apesar de nada ter sido produzido oficialmente, é de conhecimento que eles planejavam fazer um filme, onde cada um interpretaria um personagem. Mas infelizmente, o projeto não foi levado adiante.

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Figura: Smaug, o dragão. Para achar seu tesouro Bilbo Baggins se juntou a um grupo de anões e achou o Anel Um, desencadeando eventos que proporcionaram a trilogia “O Senhor dos Anéis”. Imagem de Alan Lee.

Algumas letras do Led Zeppelin também trazem claras evidências da influência do escritor inglês : Misty Mountain Hop, Ramble On, Over The Hills And Far Away e Battle Of Evermore. Muita gente acha que Stairway to Heaven também tem suas analogias, porém isso já foi negado pelo próprio Robert Plant, ao contrário das outras que foram mencionadas, por trazerem claras alusões: Battle Of Evermore cita os Espectros do Anel (os Nazgûl)e em Ramble On, Plant canta “It was in the darkest depths of Mordor, I met a girl so fair. But Gollum the evil one, crept up and slipped away with her”.

E se pensarmos em bandas, digamos, mais pesadas ? É claro que é possível encontrar diversas referencias. Varg Vikernes, o homem por trás da banda norueguesa Burzum, por algum tempo usou o “nome de guerra” Conde Grishnackh, que também era o nome de um Orc retirado do Senhor dos Anéis. A banda de black metal austríaca Summoning não somente se inspira na Térra-Média; suas músicas são exclusivamente baseadas na obra de J.R.R Tolkien. Dentro do mesmo estilo podemos ainda citar bandas como Amon Amarth, Abigor, Gorgoroth, Isengard e Unleashed, entre diversas outras.

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Figura: Capa do disco Minas Morgul, da banda Summoning.

No seu cd Mandylion, o The Gathering incluiu algo inédito em relação a isso. Na música Sand And Mercury, existe um diálogo no fim da música, que foi retirado de uma entrevista dada por Tolkien no fim da década de 60 a BBC. Tanto a música quanto a leitura dele tratam do mesmo tema: o Gathering canta a perda de um amigo enquanto o escritor explica a relação da sua obra com a morte.

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Figura: Os Ûlari ou Nazgûl, os espectros do anel, deixando Barad-dûr, a Torre Negra. São os nove reis que foram corrompidos pelos anéis de Sauron, se tornando os principais servos do tirano. Imagem de Ted Nasmith.

Como pode ser visto aqui, não é recente o uso de citações e analogias ao fantástico mundo de Tolkien. As primeiras referências são do rock progressivo e do hard rock, lá no início da década de 70. As primeiras dentro do metal podem ser observadas em meados da metade da década de 80, com bandas comoRunning Wild, Fates Warning, Cirith Ungol e, um pouco mais tarde, aquele que realmente popularizou Tolkien dentro da rock pesado, o Blind Guardian.

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Figura: Fingolfin, o rei supremo dos Noldor, enfrenta Morgoth, o senhor negro, nas portas da fortaleza de Angband. Esse combate é cantado pelos alemães do Blind Guardian na música Time Stands Still (At The Iron Hill). Imagem por John Howe.

Inclusive, está sendo rodado agora na Nova Zelândia, sob a direção de Peter Jackson, a trilogia “The Lord Of The Rings”, estrelado por Elijah Wood, Cate Blanchet, Sir Ian McKellen e Liv Tyler. Correram fortes boatos (inclusive uma votação) que o Blind Guardian era uma possibilidade para fazer a trilha sonora do filme. Na realidade, o site que promovia tal votação não era oficial e esta não influenciaria em nada a decisão da produção do filme na hora de escolher a trilha sonora (que deverá ser feita pelo compositor polonês Wojciech Kilar, apesar de existirem boatos dizendo que Danny Elfman será o responsável). Mesmo assim, a banda enviou uma fita com algumas músicas de um projeto acústico/orquestral que eles andam desenvolvendo para a produção do filme …

Agradecimentos

Tom’s Infinite John Ronald Reuel Tolkien Region
http://www.angelfire.com/vt/VortexTom/Infinite.Tolkien.html

The Tolkien Music List
http://www.vikings.lv/~witchcraft/jrrt/

Citações

LORD OF THE RINGS
(Blind Guardian 1991)

There are signs on the ring
which make me feel so down
there’s one to enslave all rings
to find them all in time
and drive them into darkness
forever they’ll be bound
Three for the Kings
of the elves high in light
nine to the mortal
which cry

THE BARD’S SONG – IN THE FOREST
(Blind Guardian 1992)

In my thoughts and in my dreams
They’re always in my mind
These songs of hobbits, dwarves and men
And elves
Come close Your eyes
You can see them, too

TIME STANDS STILL (AT THE IRON HILL)
(Blind Guardian 1998)

He gleams like a star
And the sound of his horn’s
Like a raging storm
Proudly the high lord
Challenges the doom
Lord of slaves he cries

RAMBLE ON
(Led Zeppelin 1969)

Mine’s a tale that can’t be told, my freedom I hold dear.
How years ago in days of old, when magic filled the air.
T’was in the darkest depths of Mordor, I met a girl so fair.
But Gollum, and the evil one crept up and slipped away with her, her, her….yeah.

THE BATTLE OF EVERMORE
(Led Zeppelin 1971)

The sky is filled with good and bad that mortals never know.
Oh, well, the night is long the beads of time pass slow,
Tired eyes on the sunrise, waiting for the eastern glow.
The pain of war cannot exceed the woe of aftermath,
The drums will shake the castle wall, the Ringwraiths ride in black,
Ride on.

SONG OF THE DWARFS
(Pär Lindh and Björn Johansson 1996)

The elves they dance in the Night
They sing under moon and stars so bright
Their song of King and Elvish Lords
Whose praise they sing with voices light

ELVENPATH
(Nightwish 1997)

‘Long ago, in the early years of the Second Age, the great Elven-smiths forged rings of power.’

‘But then the Dark Lord learned the craft of ring-making, and made the Master Ring.’

OBS: Essas frases foram retiradas do prólogo narrado por Gandalf do desenho The Lord Of The Rings, de Ralph Bakshi.

MORDOR
(Running Wild 1985)

In the centre of the empire of darkness
Black fortress stands might and proud
The shelter for the traced and tortured
For the one who’s damned
A dragon is watching for fortress
Black knights are controlling the land
To save their proteges from torment
They fight to defend

RIVENDELL
(Rush 1974)

Elven songs and endless nights
Sweet wine and soft relaxing lights
Time will never touch you
Here in this enchanted place

UNGOLIANTH
(Summoning 1995)

So high my throne,so cold as ice
it makes my blue eyes turn red
and this red covers my stronghold Angband
as a shadow fog to keep it unseen…
The Silmaril now covers my crown
Keep away Ungolianth…

ELFSTONE
(Summoning 1996)

In the shadow of the dark throne
For the hour is at hand
that long hath awaited thee Greenleaf – bearer of the Elvenbow
Far beyond Mirkwood many trees on earth grow
Thy last shaft when thou hast shot
Under the mournful trees thou shalt walk
Under the mournful trees thou shalt walk

THE DARK ONE
(Unleashed 1991)

A hunt for an ancient treasure
No herbs to restore his life
To die by an orchish arrow
Victorious the olog-hai
Slow you’ll die – the dark one smiles

Por Pedro Fraga Bomfim

Fonte: Rock e RPG: J. R. R. Tolkien – Matérias e Biografias http://whiplash.net/materias/biografias/000119-blindguardian.html#ixzz23kZg4FA8

 

Depois de tudo isso o que você me diz, Nerds e Rock andam de mãos dadas! 😉

 

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