Meu Walkman

26 nov

Essa semana passada assisti a dois filmes belíssimos que já queria ter visto a um tempo atrás, são os dois filmes do ator e diretor Clint Eastwood. São o Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra, aproveitei que os dois passaram no mesmo dia e me propus a assistir. E não me arrependo jamais, porque as duas obras são maravilhosa, para quem não sabe do que se trata os dois filmes, eles se passam durante a segunda guerra mundial, no ataque a ilha de Iwo Jima no Japão.

Me perguntaram se filmes são tendencioso porque foi um americando que fez, mas posso lhe responder o que respondi a pessoa, não Clint Eastwood trata de forma neutra das duas histórias, a versão americana A Conquista da Honra tem seguinte temática  Fevereiro de 1945. Apesar da vitória anunciada dos aliados na Europa, a guerra no Pacífico prosseguia. Uma das mais importantes e sangrentas batalhas foi a pela posse da ilha de Iwo Jima, que gerou uma imagem-símbolo da guerra: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. Alguns destes homens morreram logo após este momento, sem jamais saber que foram imortalizados. Os demais permaneceram na frente de batalha com seus companheiros, que lutavam e morriam sem qualquer ostentação ou glória.

O que posso comentar é que mesmo no Estados Unidos as pessoas viviam apenas de longe o horror da guerra, claro que famílias ficaram devastadas com a noticia da morte de seus filhos, maridos mas ninguém sentiu na pele de fato o aconteceu na Europa e Japão, o mais próximo foi à Pearl Harbor efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de Dezembro de 1941. Esse acontecimento fez com que os EUA entrassem na guerra contra o Japão no  Pacífico. Mas voltando para Iwo Jima, o filme demostra que não houve nada de gloria na guerra, aliais nunca há. Os soldados se sentem mal com toda publicidade e no final são esquecidos pela sociedade. Uma grande hipocrisia de fato.

Já o Cartas de Iwo Jima, começa no presente e pesquisadores estão escavando onde foi palco de um confronto entre Japão e EUA e eles acabam encontrando algo, as cartas dos soldados japoneses. Junho de 1944. Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), o tenente-general do exército imperial japonês, chega na ilha de Iwo Jima. Muito respeitado por ser um hábil estrategista, Kuribayashi estudara nos Estados Unidos, onde fizera grandes amigos e conhecia o exército ocidental e sua capacidade tecnológica. Por isso o Japão colocou em suas mãos o destino de Iwo Jima, considerada a última linha defesa do país. Ao contrário dos outros comandantes Kuribayashi moderniza o modo de agir, alterando a estratégia que era usada. Ele supervisiona a construção de uma fortaleza subterrânea, feita de túneis que davam para as suas tropas a estratégia ideal contra as forças americanas, que começam a desembarcar na ilha em 19 de fevereiro de 1945. Os japoneses sabiam que as chances de sair dali vivos eram mínimas. Enquanto isto acontece Kuribayashi e outros escrevem várias cartas, que dariam vozes e rostos para aqueles que ali estavam e o relato dos meses que antecederam a batalha e o combate propriamente dito, sobre a ótica dos japoneses.

Mesmo sabendo que os japoneses eram aliados dos nazistas e que o imperialismo japonês que tirava a liberdade dos cidadãos e a proibindo a entrada de estrangeiros no pais e a saída dos japoneses. Creio que seja por isso que os japoneses só aceitem mais pessoas das sua própria raça para o casamento. Bem, mesmo com tudo isso, durante o filme nos sentimos mais solidários aos soldados japoneses, talvez porque ao escreverem as cartas eles se tornem mais humanos, ou seja mais sofrível.

O filme A Conquista da Honra é muito bom, mas ao meu ver o Cartas de Iwo Jima tem pinceladas de obra de arte pela atuação do elenco. Ken WatanabeShido NakamuraTsuyoshi Ihara e Ryo Kase. Além dos atores a produção também é japonesa, achei ótimo isso e o idioma falando no filme é japonês. Parabéns Clint Eastwood, a cada filme ele demostra que está no rumo certo.

Outra coisa que os dois filmes tem em qualidade é a trilha sonora feita pelo filho de Clint Eastwood, Kyle Eastwood que já trabalha com seu pai em outros filmes, mas neste ele fez trabalho espetacular. A música incidental dos filmes combina perfeitamente com as cenas. Uma sincronia elogiável. A cena final do Conquista é a cena inicial do Cartas e os dois se completam pela música de fundo que enriquece as cenas. Muito bonito e tocante.

Kyle Eastwood é um grande baixista de jazz, um virtuose, relativamente pouco conhecido até no meio musical. Em sua carreira de instrumentista solo já lançou cinco álbuns, com base num repertório jazz, fusion e pop. O envolvimento de Kyle com a música e mais especificamente com o jazz vem de berço, já que Clint é declaradamente fã e conhecedor do gênero.

Voltando a falar de suas trilhas sonoras, elas primam e encantam por sua simplicidade instrumental, muitas vezes feitas apenas com um violão ou um piano como instrumento principal, recebendo arranjos orquestrais com o decorrer da música. As melodias são sempre muito belas, de poucas e marcantes notas.

Se pode ouvir a trilha sonora nos trailers dos filmes, como ela se adere as cenas:

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