Caixa Preta

21 abr

Depois de semanas sem conseguir tempo para escrever no blog, eis que volto na coluna Caixa Preta, sempre peço desculpa aos leitores por isso, nem sempre as coisas saem como a gente planeja. Primeiramente quero dizer que quando criei o blog tinha a intenção de ser semanal e escrever sempre novas noticias, coloquei uma equipe comigo para me ajudar, mas cada uma seguiu sua vida porque o tempo não para. Administrar e suprir um blog do porte que eu intencionava ter é difícil e como também tenho outros compromissos, acabei me afastando por longo tempo. Não esperava que acontecesse certas coisas em minha vida e ainda tento colocar em ordem as mudanças. Mas tenho a convicção que não quero e nem intenciono abandonar o Nativa. O blog foi umas das coisas que mais gostei e gosto de fazer, me encontrei escrevendo essas web páginas.

Agora o fato de ter escolhido a coluna Caixa Preta para retornar ao Nativa é que venho falar das relações humanas, como elas são complicadas, sei que tem uma frase que diz que “as coisas são simples, nós que complicamos”, essa frase só reforça a ideia que venho discutir aqui. Realmente, nós que complicamos tudo e principalmente nossas relações. Se paramos para pensar no que fazemos, vamos ver que tudo não passa de mal entendidos e orgulho ferido. O orgulho cega a gente, mas como baixar a cabeça para admitir que apenas estamos sendo orgulhosos e injusto por isso?

As relações humanas são cheias de intenções particulares que nem sempre se referem a amizade, amor ou vínculos familiares. Claro que existem interesses matérias, que beneficie quem está envolvido nessas relações. Sem falar nas relações de trabalho, aquelas que acontecem porque estamos em ambiente que nos obriga a nos relacionar com outros, mesmo que nem gostarmos das pessoas que convivemos. Acho que é por isso que existe tanta falsidade nesse tipo de ambiente, temos que fingir que gostamos ou que não temos nada contra determinada pessoa.

Fico pensando porque temos que fingir que gostamos de A ou B? Porque não somos simplesmente  honestos e não somos apenas corteses, profissionais e mais nada, para quê essa “amizade”  falsa, essa camaradagem que no fundo não tem razão real de ser? Não sei entender e no final me dizem que tenho que aprender a ser falsa, a conviver com quem não me faz bem, não me trás nada de bom. Ou mesmo fingir gostar de quem eu sei que no fundo não gosta de mim. Verdade que nem sempre agradamos a todos, é fato. As pessoas as vezes tem inveja ou ciúme de nós e nem mesmo sabemos, se aproximam, fingem gostar de nós para depois nos prejudicar. Como saber quando aquela relação se trata disso? Não dá para saber…. E desconfiar de todos não é uma alternativa saudável.

Porque temos sempre que ter razão? Outra pergunta que me faço, porque é tão difícil dar o braço a torce? Será que é porque nos sentimos vulnerável quando fazemos isso? As pessoas tem tanto medo de serem atacadas ou de serem menosprezadas que preferem vencer cada discussão. Tem uma sabia frase que diz: Quem ter sempre razão perde.

Fiquei sabendo pelo Fantástico que teve uma pesquisa cientifica que provava que pedir desculpa não faz bem a quem pede, só a quem ouve, na pesquisa diz que pedir desculpa abala a auto estima da pessoa e a deixa insegura. Fico pensando que já é difícil pedimos desculpas, ainda mais com uma pesquisa desse tipo, as pessoas não vão querer mesmo dar o braço a torcer. O link da pesquisa.

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/pedir-desculpas-faz-mal-para-voce/

Se dedicar a alguém é algo que fazemos naturalmente quando estamos envolvidos em relação amorosa ou mesmo de amizade, mas creio que as expectativas que criamos nos deixam em desvantagem, deixam a pessoa em desvantagem também, não esperar nada de ninguém é triste de certo modo, mas deve ser a melhor maneira de viver. Acho que é por isso que muitos avatares filósofos espirituais pregavam o desapego e diziam algo do tipo: “Faça o bem sem esperar algo em troca”. Quando esperamos algo a tendencia é sempre nos decepcionar. As pessoas não pensam como nós e não tem como adivinha nossos pensamentos. Nós mulheres sofremos desse mal, queremos que adivinhem nossos pensamentos, nem todas são assim, mas a grande maioria é.

Ás vezes me entristeço com tudo isso, com a dificuldade que é conviver com as pessoas, como é complicado chegar a um denominador comum, será que é porque não devemos conviver ou insistir está com aquela pessoa? Não devemos continuar insistindo naquela relação que só trás conflito. Onde as partes não conseguem chegar a um consenso. Creio que sim, mas quando existe harmonia  e algumas divergências? É normal, natural? Sempre entendi que deve existir respeito em todas as relações, que só gostar não basta. Havendo respeito, amor, amizade, companheirismo, o que falta? Será que as divergências do dia a dia são superáveis? Não sei mesmo responder essas perguntas. Acho que é por isso que me encontro numa situação que não consigo escrever sobre relacionamentos. Ando cheia de perguntas sem respostar, mas vou tentar encontrar o caminho para responde-las.

As crises que abalam qualquer relação podem ser sim resolvidas, se as pessoas envolvidas tiverem dispostas a isso. Tem coisa que quebra e não tem mais como consertar. Mas tem outras que bastam apenas entendimento, palavras de boa vontade e sinceridade nos sentimentos, se arrepender de má escolha é normal, voltar atras também não faz mal a ninguém, pelo contrario é saudável e admitir seus erros e  buscar crescer com eles é sábio. O bom mesmo é deixar o orgulho de lado, continuar sendo digno mas saber quando devemos mostrar humildade é maduro, inteligente e também te faz crescer espiritualmente. Mas tudo isso tem que ser verdadeiro, para valer a pena. Fingir ou se forçar a algo só para lhe trazer benefícios com segundas intenções não serve de nada e você no fim continuará a mesma pessoa falsa, interesseira e mesquinha de antes. Pense sobre isso…

Caros leitores do Nativa, tentarei manter o blog como vinha fazendo. Só peço que continuem nos visitando e deixando comentários. Um abraço.

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