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Com a Pena e o Tinteiro

17 fev

This is the end…

Tudo na vida tem um começo e até mesmo um fim.
Claro, que certas coisas se acabam no fim de nossa vida, que também tem fim.
Mas tem outras que se esgotam mesmo. Como o tempo que acaba…
Sempre gostei de perdurar as coisas, acho que sou muito apegada, sou muito terra ainda, mesmo querendo me espiritualizar.
Não entendia quando os outros diziam que não devemos nos apegar, mas hoje sei que isso não egoísmo. É porque as coisas são passageiras mesmo. Mesmo que dure o resto de nossas vidas se comparada a eternidade, é nada. É apenas uma fraçã0.
Mas para entendemos isso sem protestar temos que aprender tanta coisa, principalmente temos que aprender que mesmo as coisas não sendo eternas, ela são importantes e especiais, cada momento é único. E quem faz parte dele também.
Mas o que aprendi também é que as vezes temos que dar um basta mesmo a quem amamos. Porque não é possível você passar a vida inteira tentando provar seu amor.
Sua amizade para alguém. Então chega o fim de algo bonito e até verdadeiro, mas que não tem jeito. Tem coisas que partem de um jeito, que não dar mais para colar. O que resta são as lembranças boas de tempos felizes e verdadeiros. Gosto de pensar assim, e é assim que vou levando minhas perdas.
Claro que tem coisas que não valem a pena, e tem outras até que valem.
O tempo cura tudo. Esse é o ditado mais sábio.
Nunca devemos dizer nunca, mas há certas resoluções que devem ser tomadas com urgência. O pior é deixamos para lá nossos problemas. Devemos por um ponto final em certas coisas e seguimos com nossa vida. Acredito que o amor verdadeiro dure para sempre em nossas almas, mas sei também que amar não significa idolatrar eternamente. As paixões acabam e os amores duram em nossos corações. Há tempo para tudo nessa vida, e momento certo para cada coisa…

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Com a Pena e Tinteiro

13 mar

Lost

Estou sentindo que venho errando comigo todo tempo e nem sei como corrigir.
Consigo algo importante e logo em seguida jogo fora, porque?
O tempo está passando e eu não vivo por mim.
Sei lá, critico as pessoas mas tenho meus próprios fantasmas.
Ainda não entendi qual a minha…
Sabe, tinha orgulho das minhas atitudes mas agora não tenho.
E sei que tenho culpa de tudo está bagunçado desse jeito.
Tive chances, mas não soube jogar.
Ás vezes, falo demais, sou ingénua demais e fraca.
É como se eu não tivesse controle sobre minha própria vida.
Como se eu estivesse no banco do passageiro de um carro desgovernado.
E não entendesse porque não pego a direcção e desvio desse abismo.
Já mi vi mil vezes em situações que nem quero está lá, mas não consigo dar meia volta e parti.
Me sentindo mesmo como quadro colocado em um ângulo errado na parede.
Que importa, não é?
Pelo menos antes eu era porra louca mesmo, mas agora, fico tentando acertar o passo e metendo os pés pelas mãos.
Estou jogando muito alto por algo que já fracassou faz tempo.
Meu passado não significa nada, meu futuro é incerto mas meu presente esse tenho desperdiçado.
O que falta acontecer para eu acordar desse estupor?
Tenho mesmo vergonha de admitir que me trai
.

Com a Pena e o Tinteiro

2 set

Gosto de Café

Sabe aqueles dias que você não espera nada? Estava eu lendo em uma tarde como essa, tão abafada que de vez em quando eu me abanava com livro. Sentada à minha varanda, vez ou outra eu olhava de rabo de olho o movimento da rua, que estava calma e parada como o vento naquele dia. O tempo ia passando monótono e preguiçoso.

Foi quando de súbito, me assustei e sentir um frio na barriga quando ouvi meu nome, na verdade foi mais sua voz que me fez sentir essa sensação. Nem pude tirar os olhos do livro de tão assustada que fiquei meio que tentando me esconder também. Como tolos somos, você já tinha me visto, não tinha o que esconder.

Quando você repetiu meu nome, tive que atender mais por receio que outras pessoas pudessem ouvir você me chamar. Você entrou sorridente e foi logo se sentindo em casa, sentou onde antes eu estava, pediu água e eu cautelosamente fui buscar. Mesmo sorrindo para você, meu espírito estava inquieto, não conseguia ter pensamentos lógicos com sua presença naquele momento. Era como se tivéssemos fazendo algo indecente, imoral e de certa forma, estávamos.

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Com a Pena e Tinteiro

10 ago

Moinhos de Vento

Não sei que papel eu represento nessa peça.
Nem muito menos do que se trata o enredo.
Mas sinto uma mudança no ar, meus companheiros estão irreconhecíveis, ou será que sou eu?
Até bem pouco tempo as nossas cicatrizes nos uniam, veteranos de guerras que buscavam compreensão sem julgamento.
Machucados no coração, mas escolhemos estamos juntos pela amizade.
E isso dava uma sensação de força por sabe que alguém se importava com você.
Agora, me confronto com pessoas que realmente não sei quem são. Esbarrando seus egos inflados sem dar o braço a torcer.
E fiquei com medo de ver embaixo das suas máscaras.
Posso está delirando.
Porém tenho razão para me sentir assim.
Porque sinto que não posso mais contar com eles, porque não sou mais inspiração para ninguém, porque pequei quando traí meus princípios. Porque quando olhei para trás, ninguém estava lá.
Receio que esteja lutando com moinhos de vento. E justo agora que me sinto cansado, que sei que tomei o rumo errado.
Os valores do passado não valem nada. Então o que é lealdade?
O que vocês querem de mim? Eu só espero isso de vocês…

Com a Pena e Tinteiro

4 ago

Latente

A virtude é atitude de quem consome o vazio da vida, o sentido some nas palavras, não há poemas, não há nada.

A dor coloca a falta do apego em forma de saudade e o cinismo transcende o limete do desapreço.

O contentamento se ilude com a medida do aconchego e a ternura imita um sentimento falso.

O silencio transborda a casta lembrança da verdade deixando a nítida loucura formar carência.

Não se pode tocar na sinceridade que eleva a pequena necessidade da calma, se entregando a um desejo abstrato da casualidade.

Mas não se deixe abater, haverá sempre um lugar cheios de pensamentos. Folhas que remendarão sua profunda amargura inconsciente.

Com a Pena e Tinteiro

27 jul

Quadro Tarsila do Amaral, 1919

Um Ponto

Ontem me vi caminhado por ruas desconhecidas, mas que por acaso me lembravam algo.

Senti o cheiro da liberdade, Oh Deus! Tem cheiro de fumaça e sol, porque desta tanto buscava, a visualizei sinistra e sedutora.

Crês que sou louco de ranges os dentes e gritar à sós? Defino-me apenas como um dissílabo errante, com sonhos castrados.

A cada esquina me envolvia com prazer, alternante de poder decidir um novo rumo, sem regras, sem temor.  Fui tomado por sentimento de segurança, apesar de me encontrar num labirinto pessoal.

Olhei para meus pés, indignado por não me sentir preso a nada, tão somente a gravidade que me puxava ao chão.

Cada casa era um pouco de mim, confusões do meu ser. Trocando cores, formas e sons que resumem a franqueza impetuosa que há em minha alma crédula.

Ser humano, é ser um bairro, com uma avenida onde passam situações saudosas, promessas e desejos que se destinam de qualquer forma ao caráter, camufladas em valores que residem dentro de nós.

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